quinta-feira, 31 de março de 2011

Contracepção de Emergência

A contracepção de emergência (CE) refere-se aos métodos que podem ser utilizados depois de uma relação sexual não protegida ou nos casos em que há falha do método contraceptivo utilizado (ex: o preservativo rompeu, saiu ou ficou retido na vagina, houve falha na toma da pílula, o DIU deslocou-se, houve erro no cálculo do período fértil).
A contracepção de emergência não é abortiva. Pode actuar de várias formas para prevenir a gravidez, consoante a altura do ciclo menstrual em que é tomada, mas nunca interrompe uma gravidez em curso.

Como funciona
Pode inibir ou adiar a ovulação (a saída do óvulo do ovário)
Pode impedir a fertilização (o encontro do espermatozóide com o óvulo)
Pode impedir a nidação (implantação do ovo na parede do útero)


Tipos de contracepção de emergência
Hormonal – Pílula de emergência (conhecida como “pílula do dia seguinte”). Pode ser tomada até 120 horas após a relação sexual não protegida
DIU – Dispositivo intra-uterino com cobre – neste caso, a sua colocação tem de ser feita por um técnico de saúde especializado até 5 dias após a relação sexual.


Eficácia
De uma forma geral, a CE é menos eficaz que os métodos contraceptivos de uso regular, sendo este um motivo para não ser um método de utilização frequente.
A CE pode prevenir 3 em cada 4 gravidezes e é única forma de evitar uma gravidez após a relação sexual não protegida, reduzindo o recurso ao aborto.

Efeitos secundários
Os efeitos secundários mais comuns da contracepção de emergência podem ser:
Náuseas
Vómitos
Hemorragia irregular
Tensão mamária, dores de cabeça, cansaço

Mensagens importantes sobre a Contracepção de Emergência
Não protege contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis
Não é um método contraceptivo de uso regular
Não é abortiva
Não afecta a fertilidade
Pode ser adquirida gratuitamente nos centros de saúde e hospitais
Existem marcas de venda livre nas farmácias
É recomendável que se procure aconselhamento técnico antes ou após a utilização da CE

terça-feira, 29 de março de 2011

Consultas de Planeamento Familiar

Em todos os hospitais com serviço de ginecologia e/ou obstetrícia integrados no Serviço Nacional de Saúde devem funcionar consultas de Planeamento Familiar de referência que devem garantir a prestação de cuidados:

em situações de risco, designadamente, diabetes, cardiopatias e doenças oncológicas
em situações com indicação para contracepção cirúrgica (laqueação de trompas ou vasectomia)
em situações de complicações resultantes de aborto
a puérperas de alto risco
a adolescentes


Em todos os centros de saúde deve existir uma equipa multiprofissional que promova e garanta:
o atendimento imediato nas situações que o justifiquem


o encaminhamento adequado para uma consulta a realizar no prazo máximo de 15 dias, ponderado o grau de urgência
consulta de PF para utentes que dela não disponham
a existência de contraceptivos para distribuição gratuita aos utentes

domingo, 27 de março de 2011

Intervenção em SSR

A intervenção no âmbito da SSR envolve uma dimensão ética, médica e legal, chamando à acção diferentes tipos de actores, desde os profissionais de saúde e educação até decisores políticos e legisladores.

Numa abordagem que se caracteriza por ser multidisciplinar, são consideradas como áreas de actuação para a promoção da SSR.
Prestação de cuidados de saúde perinatais e pós-parto
Implementação e promoção do acesso a serviços de planeamento familiar
Prevenção da gravidez indesejada
Eliminação do aborto não seguro
Combate à infertilidade
Prevenção das infecções sexualmente transmissíveis e doenças do aparelho reprodutor
Combate à violência sexual baseada no género e orientação sexual
As estratégias para a promoção da saúde sexual e reprodutiva envolvem:
Um compromisso político claro
Programas de intervenção comunitária
Informação adequada e livre de preconceitos
Educação sexual
Legislação adequada
Serviços e infraestruturas de apoio acessíveis
Investigação e partilha do conhecimento
Avaliação, acompanhamento e monitorização
Os cuidados de saúde nesta área envolvem, assim, um conjunto de métodos, técnicas e serviços de prevenção e resolução de problemas relacionados com a saúde reprodutiva, incluindo a saúde sexual, cujo objectivo é promover a qualidade de vida e das relações pessoais e não apenas o aconselhamento e cuidados relativos à reprodução ou prevenção de infecções sexualmente transmissíveis.


Indicadores de Saúde Reprodutiva
Nível de atendimento pré-natal (%)
Partos acompanhados por pessoal especializado (%)
Disponibilidade de serviços de saúde obstétricos primários (por cada 500.000 pessoas)
Disponibilidade de serviços de saúde obstétricos de nível terciário (por cada 500.000 pessoas)
Prevalência de bebés nascidos com baixo peso (%)
Taxa de mortalidade perinatal (por cada 1000 nascimentos)
Taxa de mortalidade materna
Taxa total de fertilidade
Prevalência de infertilidade nas mulheres (15-49 anos) (%)
Prevalência de utilização de métodos contraceptivos
Prevalência de serologia positiva para sífilis em mulheres grávidas
Incidência registada de uretrite entre os homens (15-49 anos)
Proporção de adultos (15-49 anos) que vivem com HIV/SIDA (%)
Prevalência de HIV em mulheres grávidas (15-24 anos)(%)
Percentagem de mulheres/homens entre os 15 e 24 anos que demonstram ter conhecimentos correctos sobre HIV/SIDA
Prevalência registada de mulheres que sofreram Mutilação Genital Feminina (%)
Prevalência da anemia em mulheres (15-49 anos)(%)
Percentagem de admissões/internamentos em consequência de abortos (espontâneos ou induzidos)

sexta-feira, 25 de março de 2011

O que é o Planeamento Familiar

O Planeamento Familiar (PF) é uma componente fundamental na prestação de cuidados na área da Saúde Sexual e Reprodutiva, tendo como principal objectivo o apoio e acompanhamento de mulheres e homens no planeamento do nascimento dos seus filhos, sobretudo através do aconselhamento e contracepção. Para além destas vertentes o PF deve:

-promover uma vivência sexual gratificante e segura
-preparar uma maternidade e paternidade saudáveis
-prevenir a gravidez indesejada
-reduzir os índices de mortalidade e morbilidade materna, perinatal e infantil
-reduzir o número de infecções sexualmente transmissíveis


Em Portugal, todos os centros de saúde devem garantir consultas de Planeamento Familiar e dispor de equipas multiprofissionais para o esclarecimento das dúvidas e questões no domínio da saúde sexual e reprodutiva.

A decisão, de ter ou não filhos e de escolher o momento, é um direito que assiste a todos os indivíduos ou famílias e é essencial ao bem-estar social.

Factores de natureza diversa influenciam os comportamentos sexuais, exigindo-se aos agentes políticos medidas que contribuam para a saúde sexual e reprodutiva das comunidades.

Todos os indivíduos devem poder ter acesso à informação que lhes permita decidir em consciência sobre o método contraceptivo mais adequado. Neste contexto, devem existir serviços com pessoal técnico devidamente habilitado para o aconselhamento e os meios materiais necessários para o fazer com a qualidade necessária.

quarta-feira, 23 de março de 2011

O que são as IST ?

O que são?
As IST, ou infecções sexualmente transmissíveis, são doenças contagiosas cuja forma mais frequente de transmissão é através das relações sexuais (vaginais, orais ou anais).

A prática de sexo mais seguro é a melhor maneira de prevenir a infecção.

As IST mais conhecidas são:

VIH/SIDA
Clamídia
Gonorreia ou blenorragia
Herpes genital
Hepatite B
Vírus do Papiloma Humano-HPV
Sífilis
Infecções por tricomonas


VIH/SIDA
VIH é a abreviatura para Vírus da Imunodeficiência Humana e é responsável pelo desenvolvimento de complicações no sistema imunitário e aparecimento da SIDA (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida), último estágio da doença.

Os sintomas da infecção pelo VIH são tardios e estão associados a problemas nas defesas do organismo. Apesar de não existir cura, é possível retardar o desenvolvimento da SIDA através da combinação de medicamentos. A melhor forma de diagnosticar a infecção pelo VIH é fazer exames sanguíneos específicos.

A prática de sexo seguro e de comportamentos sexualmente responsáveis é o modo mais seguro de evitar a infecção. Utilizar sempre o preservativo é uma das formas mais eficazes, embora não a 100%, uma vez que o vírus se transmite pelo esperma, pelos fluídos vaginais e pelo sangue. No caso de se usar drogas, nunca se deve partilhar uma seringa.


Clamídia
A Clamídia é uma infecção do tipo bacteriano que pode afectar o pénis, a vagina, o colo do útero, o ânus, a uretra, a garganta ou os olhos. É a IST mais comum. Na maioria dos casos não apresenta sintomas, no entanto, quando existem, podem ser:

Nas mulheres: dor pélvica, corrimento vaginal, dor durante a relação sexual ou ao urinar e hemorragia entre as menstruações.

Nos homens: ardor ou dor ao urinar, pus ou corrimento proveniente do pénis, inchaço nos testículos ou no ânus.

A infecção transmite-se por via sexual e também de mãe para filho. O seu tratamento é feito à base de antibióticos.

Gonorreia ou blenorragia
A gonorreia é uma infecção causada por uma bactéria chamada gonococo que provoca, sobretudo, a inflamação do aparelho genital feminino. Pode também afectar o pénis, a vagina, o colo do útero, a uretra, o ânus ou a garganta. A sua via de transmissão principal é a sexual, mas pode ser também transmitida de mãe para filho durante o parto.

Quando não é tratada pode ocasionar graves problemas de saúde, nomeadamente infertilidade ou gravidez ectópica.

À semelhança da maioria das IST, a gonorreia não apresenta sintomas, pelo que a ida ao médico para exames periódicos é fundamental para a sua detecção precoce. Quando existem, os sintomas são:

Nas mulheres: dor pélvica, hemorragia, febre, penetração dolorosa, dor ao urinar, inflamação da vulva, vómitos, corrimento de cor amarelada ou esverdeada, urinar mais vezes de forma mais frequente do que o normal.

Nos homens: corrimento do pénis semelhante a pus, dor ou ardor ao urinar, urinar de forma mais frequente do que o normal..

O tratamento da gonorreia é feito com a prescrição de antibióticos.


Herpes genital
O herpes genital é uma infecção que pode ser causada por dois tipos de vírus. O vírus herpes simplex do tipo 1 e sobretudo o vírus herpes simplex do tipo 2.

A sua transmissão pode ocorrer através da prática de penetração vaginal, de sexo oral ou de sexo anal. A infecção pode também propagar-se através de beijos e carícias, quando há contacto com lesões ou secreções das zonas afectadas.

Os sintomas caracterizam-se pelo aparecimento de bolhas e lesões na área genital quer dos homens quer das mulheres, acompanhadas por dor, prurido e ardor ao urinar.

O herpes pode ser tratado para atenuar as queixas e sintomas. Mas não existe cura, sendo recorrente o seu aparecimento.

Quando surge, aconselha-se a abstinência sexual. A utilização do preservativo é a forma mais adequada de prevenção, embora não seja 100% eficaz.

Hepatite B
A hepatite B é uma doença causada por um vírus (VHB) que infecta o fígado. É extremamente contagiosa e as suas principais vias de transmissão são o esperma, as secreções vaginais, o sangue, a urina a saliva e o leite materno.

A hepatite B está na origem de complicações mais graves de saúde, como a cirrose ou o cancro do fígado. No entanto, a infecção pode, em determinados casos, ser eliminada pelo organismo.

São considerados comportamentos de risco:
-relações sexuais vaginais sem preservativo masculino ou feminino
-sexo oral não protegido
-partilha de seringas
-partilha de objectos pessoais como escovas de dentes ou lâminas de barbear
-manuseamento de agulhas infectadas em contexto hospitalar

Vírus do Papiloma Humano- HPV
Existem mais de 100 tipos de HPV. Em determinados casos afectam a pele e causam verrugas, cerca de 40 tipos afectam o aparelho genital causando condilomas ou verrugas genitais.

Estima-se que 80% das mulheres e dos homens têm contacto com o vírus em alguma fase da sua vida. Na maioria das situações não resultam em problemas mais graves. Contudo, se o sistema imunitário está mais vulnerável pode tornar-se uma infecção persistente e causar cancro do colo do útero. A forma mais fácil de diagnosticar é através do exame citológico (Papanicolau).

São factores de risco:
-relações sexuais muito precoces
-elevado número de parceiros
-tabagismo
Já existe disponível em Portugal uma vacina que previne a infecção por HPV.


Sífilis
A sífilis é uma infecção causada por uma bactéria chamada treponema pálida e afecta a vagina, o ânus, a uretra, o pénis bem como os lábios e a boca. Transmite-se pela prática de sexo vaginal, oral ou anal. Embora menos frequente, pode também transmitir-se através dos beijos.

Os sintomas da sífilis não são evidentes e variam consoante o estádio da doença:

Fase 1 - Cerca de 3 semanas após a infecção, aparece uma pequena ferida/úlcera nos ógãos genitais, na boca, na mama ou no ânus.

Fase 2 - 3 a 6 semanas depois do aparecimento da lesão, os sintomas podem incluir febre, dores de cabeça, perda de peso, dores musculares e fadiga.

Fase 3 (última) - Nos casos em que não foi tratada, a sífilis pode levara a danos graves no sistema nervoso, no coração e no cérebro. Esta fase pode ocorrer 1 a 20 anos após a infecção.

O preservativo é o modo mais eficaz de evitar a transmissão da sífilis.


Infecção por tricomonas
Estas infecções são causadas por um organismo unicelular e afectam tanto mulheres como homens. Normalmente, não apresenta sintomas. Quando existem, são os seguintes:

Nas mulheres:
-corrimentos e descargas vaginais
-pequenas hemorragias
-prurido ou comichão à volta da vagina
-inchaço das virilhas
-necessidade de urinar com frequência

Nos homens:
-Descargas ou corrimentos provenientes da uretra
-Necessidade de urinar mais do que o habitual, associada a dor ou ardor
-Existe tratamento para as infecções por tricomonas e ambos os parceiros devem ser tratados de modo a prevenir novas infecções.

A utilização do preservativo evita o contacto com as secreções, diminuindo os riscos.

terça-feira, 22 de março de 2011

Os Homens e Saúde Sexual e Reprodutiva

A saúde sexual e reprodutiva tem sido tradicionalmente um tema mais associado às mulheres, sobretudo se estivermos no contexto dos casais heterossexuais e nas questões relacionadas com a contracepção.

Contudo, e cada vez mais, os homens são chamados a ter um papel de responsabilidade que começa nos cuidados com a sua própria saúde sexual e reprodutiva.

A prática de comportamentos sexualmente saudáveis, independentemente da natureza das relações, é uma responsabilidade de todos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

KIT BIBLIOGRÁFICO DE APOIO ÀS ACÇÕES DE EDUCAÇÃO SEXUAL NO 1º CICLO DO ENSINO BÁSICO

Objectivos gerais do kit Corpo das Palavras:

seleccionar e reunir, num só recurso, material bibliográfico diversificado de apoio à promoção da literacia em saúde sexual e reprodutiva;
promover a educação sexual através da leitura;
melhorar e alargar o apoio prestado aos educadores e professores contribuindo para a sua formação em educação sexual;
estimular o interesse pelo desenvolvimento de acções de educação sexual nas escolas do 1º ciclo do ensino básico;
criar oportunidades de reflexão e partilha sobre os temas básicos e de introdução à saúde sexual e reprodutiva;
reforçar e dinamizar a cooperação entre o Centro de Recursos em Conhecimento da APF e os agentes educativos.

Destinatários
professores do 1º ciclo do ensino básico, e outros técnicos, que pretendam desenvolver actividades no âmbito da educação sexual e saúde reprodutiva com este grupo etário;
investigadores na área do desenvolvimento e educação sexual para a infância.


Conteúdo O kit Corpo das Palavras integra:
um conjunto de documentos de apoio técnico-pedagógico e de referência que podem ser utilizados autonomamente e/ou como apoio à leitura das histórias;
um grupo de livros do tipo narrativo e ficcional, organizado em três grandes temas, para os quais foram feitas fichas de leitura de apoio à exploração de conteúdo;
ficha de avaliação das actividades;
sugestões de outros livros pertinentes para ler e explorar em contexto de aula;
definição de saúde sexual e reprodutiva da Organização Mundial de Saúde;
bibliografia técnica.


Download Corpo das Palavras

quarta-feira, 9 de março de 2011

Biblioteca de Legislação



Portaria nº 196-A/2010, de 9 de Abril - Regulamenta a Lei nº 60/2009
Lei 60/2009, de 6 de Agosto - Estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar
Decreto-lei 259/2000 Promoção da educação sexual em meio escolar; Saúde reprodutiva; Planeamento familiar
Lei 3/84 Estabelece o direito è educação sexual e define as formas de acesso ao planeamento familiar
Despacho 2506/2007 - Sobre a figura do coordenador da educação para a saúde
Despacho 25995/2005 - Reafirmação e reforço das conclusões dos pareceres do CNE e relatório preliminar do GTES
Resolução do Conselho de Ministros nº124/98 - Aprova o Plano Interministerial para Educação sexual e Planeamento Familiar
Resolução da Assembleia da República nº51/88 - Educação sexual e planeamento familiar

segunda-feira, 7 de março de 2011

Links para Consulta


Your link to well-being

Sítio de informação geral no âmbito da sexualidade, dividido por públicos-alvo (jovens, adultos, pais, professores e profissionais de saúde) e da responsabilidade da Sociedade de Obstetrícia canadiana.

Na área para professores inclui as seguintes secções:

Acerca da saúde e educação sexual (conjunto de textos teóricos e de reflexão): mitos, a educação sexual como direito humano básico, benefícios sociais e económicos da educação sexual, redução das ISTs e da gravidez não desejada, características/modelo da educação sexual, papel dos pais, pespectiva dos jovens, situação da educação sexual nas escolas canadianas

Factos e estatísticas

Instrumentos de trabalho para professores: apresentações editáveis, apresentações para download, conselhos para responder a questões dos alunos, planos de sessões elaborados pela Canadian Federation for Sexual Health, ferramentas interactivas para alunos, educação sexual para jovens com necessidades especiais, discussão do tema, guias de comunicação, templates de cartas a pais.

Sexualidade e desenvolvimento infantil

Centro multimédia

sábado, 5 de março de 2011

Links para Consulta


Over one hundred lessons plans in one place

Elaborado pela SIECUS (Sexuality Information and Education Council of United States), reúne uma colecção de planos de sessões com os seguintes temas:

Desenvolvimento humano (reprodução e anatomia sexual, puberdade, reprodução, imagem corporal, orientação sexual e identidade de género)

Relacionamentos (Famílias, amizade, relações românticas e namoro, casamento, compromissos para a vida, ter filhos)

Competências pessoais (valores, tomada de decisão, comunicação, assertividade, negociação, procura de ajuda)

Comportamento sexual (sexualidade ao longo da vida, masturbação, partilha de comportamento sexual, abstinência, resposta sexual humana, fantasias sexuais, disfunções sexuais)

Saúde sexual (saúde reprodutiva, contracepção, gravidez e cuidados pré-natais, aborto, ISTs, VIH/SIDA, abuso, violência sexual, violação)

Sexualidade e cultura (sexualidade e sociedade, papéis de género, sexualidade e lei, sexualidade e religião, diversidade, sexualidade e media, sexualidade e artes)

Inclui ainda: lições para pais, bibliográfica e estratégias pedagógicas.

Cada sessão tem um ficha com os seguintes items: título, fonte, público-alvo, duração da aula, data de publicação, sumário/resumo, link de aceso.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Bélgica: Governo ensina crianças a masturbarem-se

Um vídeo produzido pelo governo da Bélgica para as crianças está a chocar alguns cidadãos do país.

No centro da polémica está o objectivo da animação: ensinar as crianças em idade escolar a masturbarem-se.

Durante 52 segundos, um pénis animado ensina as crianças a mover as mãos de forma a obterem satisfação sexual, até à ejaculação.

O vídeo está a ser transmitido nas escolas, inserido no programa de educação sexual infantil.

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Postagens populares

Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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