sexta-feira, 29 de abril de 2011

Contracepção de Emergência


O que é?
A contracepção de emergência (CE) refere-se aos métodos que podem ser utilizados depois de uma relação sexual não protegida ou nos casos em que há falha do método contraceptivo utilizado (ex: o preservativo rompeu, saiu ou ficou retido na vagina, houve falha na toma da pílula, o DIU deslocou-se, houve erro no cálculo do período fértil).


A contracepção de emergência não é abortiva. Pode actuar de várias formas para prevenir a gravidez, consoante a altura do ciclo menstrual em que é tomada, mas nunca interrompe uma gravidez em curso.


Como funciona
Pode inibir ou adiar a ovulação (a saída do óvulo do ovário)
Pode impedir a fertilização (o encontro do espermatozóide com o óvulo)
Pode impedir a nidação (implantação do ovo na parede do útero)

Tipos de contracepção de emergência
Hormonal – Pílula de emergência (conhecida como “pílula do dia seguinte”). Pode ser tomada até 120 horas após a relação sexual não protegida

DIU – Dispositivo intra-uterino com cobre – neste caso, a sua colocação tem de ser feita por um técnico de saúde especializado até 5 dias após a relação sexual.

Eficácia
De uma forma geral, a CE é menos eficaz que os métodos contraceptivos de uso regular, sendo este um motivo para não ser um método de utilização frequente.

A CE pode prevenir 3 em cada 4 gravidezes e é única forma de evitar uma gravidez após a relação sexual não protegida, reduzindo o recurso ao aborto.

Efeitos secundários
Os efeitos secundários mais comuns da contracepção de emergência podem ser:
Náuseas
Vómitos
Hemorragia irregular
Tensão mamária, dores de cabeça, cansaço

Mensagens importantes sobre a Contracepção de Emergência
Não protege contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis
Não é um método contraceptivo de uso regular
Não é abortiva
Não afecta a fertilidade
Pode ser adquirida gratuitamente nos centros de saúde e hospitais
Existem marcas de venda livre nas farmácias
É recomendável que se procure aconselhamento técnico antes ou após a utilização da CE

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Abstinência antes do casamento melhora vida sexual, diz estudo

Casais que esperam para ter relações sexuais depois do casamento acabam tendo relacionamentos mais estáveis e felizes, além de uma vida sexual mais satisfatória, segundo um estudo publicado pela revista científica Journal of Family Psychology, da Associação Americana de Psicologia.

Pessoas que praticaram abstinência até a noite do casamento deram notas 22% mais altas para a estabilidade de seu relacionamento do que os demais.

As notas para a satisfação com o relacionamento também foram 20% mais altas entre os casais que esperaram, assim com as questões sobre qualidade da vida sexual (15% mais altas) e comunicação entre os cônjuges (12% maiores).

Para os casais que ficaram no meio do caminho - tiveram relações sexuais após mais tempo de relacionamento, mas antes do casamento - os benefícios foram cerca de metade daqueles observados nos casais que escolheram a castidade até a noite de núpcias.

Mais de duas mil pessoas participaram da pesquisa, preenchendo um questionário de avaliação de casamento online chamado RELATE, que incluía a pergunta: "Quando você se tornou sexualmente ativo neste relacionamento?".

"Independentemente da religião, esperar (para ter relações sexuais) ajuda na formação de melhores processos de comunicação e isso ajuda a melhorar a estabilidade e a satisfação no relacionamento no longo prazo", conclui estudo.

O sociólogo Mark Regnerus, da Universidade do Texas, autor do livro Premarital Sex in America, acredita que sexo cedo demais pode realmente atrapalhar o relacionamento. "Há muito mais num relacionamento que sexo, mas descobrimos que aqueles que esperaram mais, são mais satisfeitos com o aspecto sexual de sua relação", diz.

E Regnerus enfatiza: "Casais que chegam à lua de mel cedo demais - isso é, priorizam o sexo logo no início do relacionamento - frequentemente acabam em relacionamentos mal desenvolvidos em aspectos que tornam as relações estáveis e os cônjuges confiáveis."

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Métodos Contraceptivos - Abstinência periódica / Autocontrolo da fertilidade

Definição
A abstinência periódica resulta do auto-controlo dos níveis de fertilidade do ciclo menstrual da mulher. A eficácia deste método depende do envolvimento e disciplina do casal e do conhecimento rigoroso do funcionamento do corpo da mulher e dos seu período fértil.

Existem 3 métodos de controlo da fertilidade:

Método do calendário 
O método de calendário permite calcular os períodos férteis através de uma contagem dos dias que de duração de um ciclo menstrual.


Método das temperaturas basais
O período fértil é calculado pela medição da temperatura, determinando o aumento de temperatura pós-ovulatório


Método do muco cervical
As características do muco cervical mudam consoante o grau de fertilidade.


Nível de eficácia
O grau de eficácia depende da consistência e continuidade da aplicação do método.
2 a 20 gravidezes em 100 mulheres / ano


Vantagens
Não tem efeitos secundários
Proporciona uma partilha de responsabilidade na contracepção
Uma vez correctamente utilizado é um método que não necessita supervisão médica
É imediatamente reversível

Desvantagens
Necessita de um compromisso mútuo
O seu grau de eficácia pode ser limitado
É necessário um acompanhamento rigoroso dos ciclos menstruais da mulher
Pode requerer períodos de abstinência longos
Não protege contra as IST’s

sábado, 23 de abril de 2011

Métodos Contraceptivos - Espermicidas

Definição
Os espermicidas são compostos por substâncias que eliminam a mobilidade dos espermatozóides. Podem apresentar-se sob a forma de creme, gel, espuma ou comprimidos vaginais. O espermicida deve ser introduzido na vagina até 1 hora antes da relação sexual.

Nível de eficácia
A eficácia do espermicida é limitada. A sua acção pode ser melhorada e potenciada se utilizado com outro método conceptivo.

Vantagens
fácil aplicação
não necessita receita médica
é um método controlado pela mulher
pode ajudar a prevenir as IST’s
sem efeitos sistémicos ou secundários graves

Desvantagens e efeitos secundários
ocasionalmente podem desencadear reacções alérgicas ou irritações, quer no homem quer na mulher
o grau de eficácia do espermicida é baixo
pode interferir no acto sexual

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Métodos Contraceptivos - Métodos cirúrgicos


O que são?
Os métodos cirúrgicos ou de esterilização voluntária visam bloquear os canais que, no homem ou na mulher, são responsáveis pelo contacto entre o esperma e o óvulo potenciando a ocorrência de uma gravidez.

Como se tratam de métodos potencialmente irreversíveis, ou de carácter permanente, estão indicados apenas para quem está seguro da decisão de não querer ter mais filhos. De acordo com a legislação portuguesa, a esterilização voluntária só pode ser feita por maiores de 25 anos.

Laqueação de trompas 
Definição 
A laqueação de trompas é um procedimento cirúrgico que consiste na oclusão bilateral (ver) das trompas de Falópio, impedindo assim que os espermatozóides entrem em contacto com óvulo.

Nível de eficácia
O grau de eficácia é muito elevado.
0,5 a 1,8 gravidezes por ano em cada 100 mulheres

Vantagens
Trata-se de um método seguro e eficaz
É um método contraceptivo permanente
Não interfere com o acto sexual
Não interfere com a amamentação
Sem efeitos secundários relevantes

Desvantagens
Não protege contra as infecções sexualmente trasnsmissíveis
É muito difícil e dispendioso reverter o método
Nas situações raras há um risco mais elevado de gravidez ectópica

Vasectomia
Definição
A vasectomia é uma operação simples que consiste no corte ou ressecção dos canais deferentes responsáveis pelo transporte dos espermatozóides que são expelidos durante a ejaculação.

Nível de eficácia
Trata-se de método contraceptivo de elevada eficácia.
0,5 de gravidezes por cada 100 homens / ano

Vantagens
Não afecta o desempenho sexual do homem
Sem efeitos secundários relevantes

terça-feira, 19 de abril de 2011

Métodos Contraceptivos - Anel vaginal


O que é e como funciona
O anel vaginal é um método contraceptivo hormonal feito de plástico, transparente e flexível. É colocado pela própria mulher na vagina e deve ser mantido durante 3 semanas, parando durante 1 semana (ciclo de uso), período durante o qual vai libertando estrogéneo e progestagéneo, hormonas que ao entrar na corrente sanguínea inibem a ovulação, à semelhança da pílula.


Nível de eficácia
Quando usado correctamente, o anel vaginal oferece um elevado grau de eficácia
0,4 a 1,2 gravidezes por ano em cada 100 mulheres

Vantagens
Não interfere no acto sexual
É um método reversível
As mulheres que usam o anel vaginal, têm propensão para períodos mais curtos e regulares
Retorno rápido aos níveis de fertilidade anteriores à utilização do anel
Pode ter outros efeitos benéficos para a saúde, como a protecção contra os cancros dos ovários ou do colo do útero.
Previne também o aparecimento de quistos nos ovários

Desvantagens
Não previne contra as IST’s
Pode haver perda ou aumento de peso
Podem provocar a irritação vaginal

Efeitos secundários
Os efeitos secundários são similares aos da pílula e decorrentes da acção do estrogéneo e progestagéneo. Em determinadas situações pode ocorrer efeitos secundários como o corrimento vaginal, infecção ou irritação.

domingo, 17 de abril de 2011

Métodos Contraceptivos - Diafragma

O que é e como funciona
O diafragma é um dispositivo de borracha com um aro flexível que se introduz na vagina. Quando correctamente introduzido previne o contacto do esperma com o colo do útero, funcionando como meio eficaz de contracepção.

Nível de eficácia
O diafragma oferece um nível de eficácia relativamente alto.
15 gravidezes em cada 100 mulheres / ano

Vantagens
Não interfere com o acto sexual
Sem efeitos secundários significativos
Diminui a ocorrência da Doença Inflamatória Pélvica
Desvantagens

Dificuldade na utilização
Efeitos secundários
Os efeitos secundários do diafragma são muito pouco frequentes.

Contra-indicações
O Diafragma está contra-indicado quando:
Existam fístulas, lacerações ou anomalias vaginais
Se verifica a alergia à borracha e sensibilidade a espermicidas
Existe elevado risco de infecção por HIV
É evidente a incapacidade de manusear e utilizar correctamente

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Métodos Contraceptivos - Preservativo feminino

Como funciona
O preservativo feminino tem a forma de um tubo feito à base de silicone com um anel na extremidade. Deve ser introduzido na vagina antes da relação sexual. Depois da ejaculação, o preservativo retém o esperma prevenindo o contacto com colo do útero, evitando a gravidez. O preservativo feminino protege contra as IST’s e deve ser indicado em situações de ejaculação precoce.

Nível de eficácia
Se usado correctamente, é um método seguro. Estima-se que possam ocorrer 10 gravidezes por cada ano em 100 mulheres (Fonte: DGS)

Vantagens
Previne contra as infecções sexualmente transmissíveis
Ausência de efeitos secundários ou contra-indicações graves
Não necessita a supervisão médica
É um método cuja utilização depende da mulher

Acesso
O preservativo feminino é ainda de difícil acesso para aquisição em Portugal. Mas está disponível em delegações da APF, através da Coordenação Nacional para a Infecção VIH/SIDA e organismos do sistema Nacional de Saúde.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Métodos Contraceptivos - Preservativo masculino

Definição
O preservativo constitui uma barreira à passagem do esperma para a vagina durante o coito. A maioria dos preservativos são feitos de latex. Quando usado correctamente, para além de ajudar a prevenir a gravidez, é um método que diminui o risco de contrair IST’s. Trata-se de uma forma de contracepção que envolve o homem.

Nível de eficácia
A eficácia deste método depende da sua utilização correcta e sistemática. 5 a 10 gravidezes por ano em cada 100 mulheres

Vantagens
Não necessita de acompanhamento médico
Previne as IST’s
Pode contribuir para minorar situações de ejaculação precoce
Ausência de efeitos secundários graves ou contra-indicações

Desvantagens
Podem surgir reacções alérgicas

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Métodos Contraceptivos - Adesivo


O que é e como funciona?
Trata-se de um adesivo fino, quadrado, confortável e fácil de aplicar. O adesivo transfere uma dose diária de hormonas, o estrogéneo e progestagéneo, através da pele para a corrente sanguínea.
Estas hormonas são similares às produzidas pelos ovários e usadas também nas pílulas contraceptivas.

O adesivo funciona de duas formas:
- Impede a ovulação (libertação do óvulo)
- Torna mais espesso o muco do colo do útero, dificultando a entrada dos espermatozóides no útero.

Nível de eficácia
Apesar de não haver ainda muita informação, estima-se que a taxa de eficácia se aproxime dos 98%.

Forma de utilização
Cada adesivo é colocado uma vez por semana, durante 3 semanas consecutivas, seguidas de uma semana de descanso:
- O primeiro adesivo é aplicado no 1º dia da mesntruação, o "dia de início". Não é necessário um método contraceptivo adicional.
- Após sete dias, o primeiro adesivo é retirado e substituído por outro - "dia de mudança". Esta mudança ocorrerá no 8º e 15º dia do seu ciclo. O adesivo pode ser mudado a qualquer hora do dia.
- Após três semanas, a mulher faz a sua "semana de descanso", durante a qual pode aparecer uma hemorragia (hemorragia de privação).
- Um novo ciclo recomeça após um período de sete dias sem o adesivo. O novo adesivo é aplicado no 8º dia.
Se a mulher aplicar o adesivo num dia qualquer à sua escolha e não no 1º dia da menstruação (1º dia do ciclo), é necessário que se proteja durante sete dias com um método contraceptivo não hormonal, como por exemplo, o preservativo ou espermicidas.

Vantagens
- A mulher não tem que pensar todos os dias em contracepção, apenas tem que se lembrar de mudar uma vez por semana o adesivo.
- É fácil de usar.
- Ao contrário da pílula, as hormonas não necessitam de ser absorvidas pelo aparelho digestivo, permitindo que a eficácia deste método não seja posta em causa, em caso de vómitos ou diarreia.
- Normalmente torna as hemorragias regulares, mais curtas e menos dolorosas.
- É um método reversível.
O adesivo oferece uma excelente aderência. A mulher pode continuar a realizar as suas actividades diárias como o banho, duche, idas à piscina, exercício físico, sem nenhuma medida especial de precaução.

Desvantagens
- Não protege contras as infecções sexualmente transmissíveis.

Efeitos secundários
Existem situações nas quais é desaconselhada a utilização do adesivo contraceptivo.
Os seus efeitos secundários são similares aos observados com a pílula combinada. Assim, mulheres que têm contra-indicações para o uso da pílula, não podem utilizar este método contraceptivo.

sábado, 9 de abril de 2011

Métodos Contraceptivos - DIU - Dispositivo intra-uterino


O DIU é um pequeno dispositivo de plástico revestido com fio de cobre que é inserido no útero. O DIU impede a gravidez através da alteração das condições uterinas e funcionando também como uma barreira aos espermatozóides. A inserção é feita numa consulta médica, podendo permanecer no útero durante vários anos.

O DIU está indicado para quem:
Pretende um método de longa duração, reversível e que não interfira na relação sexual
Tem um relacionamento estável e não há risco de relações com outros parceiros
Tem um ou mais filhos ou acabou de ter
Para quem tolera alterações na menstruação, nomeadamente fluxos menstruais mais abundantes e prolongados
Pretende uma rápida recuperação dos níveis de fertilidade

Nível de eficácia
O nível de eficácia do DIU é muito elevado e aumenta com o tempo de utilização.
0,1- a 2 gravidezes por ano em cada 100 mulheres

Vantagens
Para além do seu grau de eficácia, é um método reversível e de longa duração

Desvantagens
Não protege contra as IST’s
A colocação do DIU tem de ser feita por um profissional de saúde

Efeitos secundários
Aumento do fluxo menstrual ( para o caso dos DIU não hormonais)
Dor pélvica
Corrimento vaginal

São contra-indicações:
Quando há suspeita de gravidez
Nas situações de dip (doença inflamatória pélvica)
Existem infecções sexualmente transmissíveis
Em situações de anomalias ou neoplasias uterinas
Quando existe alergia ao cobre
Quando as mulheres nunca tiveram filhos (nulíparas)




SIU Sistema intra-uterino
A diferença do SIU (face ao DIU) reside no facto de ser um dispositivo que liberta uma hormona que torna mais espessa a parede do útero, dificultando a entrada dos espermatozóides e prejudicando a sua mobilidade. Ao contrário do DIU, o Sistema intra-uterino não aumenta o fluxo menstrual.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Métodos Contraceptivos - Implante

O que é como funciona ?
Trata-se de um método contraceptivo de longa duração. O implante liberta progestagéneo que impede a ovulação, prevenindo a gravidez. A inserção do implante é feita no antebraço por um profissional especializado. Trata-se de um procedimento simples em que apenas é necessário o uso de uma anestesia local.
O efeito de um implante pode prolongar-se de 3 a 5 anos e a sua remoção deve ser feita também por um médico. É recomendável para as mulheres que estejam a ponderar a esterilização, mas ainda não tomaram a decisão final. Em Portugal apenas é comercializada marca Implanon.

Nível de eficácia
O nível de eficácia dos implantes é muito elevado.
0 a 0,07 gravidezes por ano em cada 100 mulheres (ou 99,8%)

Vantagens
O implante é o método adequado para quem pretende um efeito de longa duração e de elevada eficácia.
Não interfere com a relação sexual e não requer a toma diária.
Não interfere com o aleitamento.

Desvantagens
É um método dispendioso
Não protege contra as infecções sexualmente transmissíveis

Efeitos secundários
Instabilidade no ciclo menstrual
Pode causar em determinadas mulheres dores de cabeça, náuseas e variações de humor

terça-feira, 5 de abril de 2011

Métodos Contraceptivos - Contracepção hormonal injectável

O que é e como funciona?
Tal com a designação indica, trata-se de um método contraceptivo que consiste numa injecção intramuscular profunda de uma solução aquosa contendo acetato de medroprogesterona (DMPA). A solução vai-se introduzindo lentamente na corrente sanguínea e, à semelhança da pílula, previne a ovulação. Cada injecção tem um efeito até 3 meses (12 semanas).
A utilização da contracepção hormonal injectável deve ser indicada quando é necessário um método de elevada eficácia e, por razões médicas, não é recomendado o uso da contracepção oral (pílula) ou o Dispositivo Intrauterino (DIU).

Nível de eficácia
Elevado nível de eficácia 0,0 a 1,3 gravidezes por ano em cada 100 mulheres

Vantagens
Este método é bastante discreto e prático na sua utilização, uma vez que não interfere na relação sexual e não obriga à toma diária, como sucede com os métodos de contracepção orai
Pode melhorar a qualidade do aleitamento
Os riscos de desenvolver a Doença Inflamatória Pélvica, a gravidez ectópica ou o carcinoma do endométrio, são menores
Reduz as perdas de sangue

Desvantagens
O método de contracepção hormonal injectável pode \provocar irregularidades no ciclo menstrual
O retorno aos níveis de fertilidade é mais lento
Não protege contra as infecções sexuais transmissíveis

Efeitos secundários
Irregularidade no ciclo menstrual. Em situações raras, pode conduzir a hemorragias contínuas
Pode causar em certas mulheres: dores de cabeça, perda de cabelo, aumento de peso

Contra-indicações
Gravidez
Neoplasias hormonodependentes
Hipertensão grave
Diabetes mellitus com lesões vasculares
Antecedentes de acidente cardiovascular tromboembólico
Doença hepática em actividade

Não é aconselhável :
Caso se verifique hemorragia vaginal de causa não esclarecida
Para mulheres que desejam engravidar imediatamente após a suspensão do método
Para mulheres que não aceitam irregularidade do ciclo

domingo, 3 de abril de 2011

Métodos Contraceptivos - Pílula

O que é e como funciona?
A pílula contraceptiva é um método que, através da acção hormonal, inibe a ovulação evitando a gravidez. A pílula deve ser prescrita nos casos em que se pretende um método contraceptivo eficaz e se pretenda obter outros efeitos benéficos para a saúde que se encontram indicados como vantagens. A mulher deverá ser acompanhada periodicamente por um médico.
Existem as pílulas de tipo combinado (COC) que contêm estrogéneo e progestagéneo. Existem ainda pílulas que contêm só progestagéneo (POC), que devem ser receitadas caso o estrogéneo não seja recomendável.
Nível de eficácia Se tomada de correctamente, a pílula apresenta um elevado grau de eficácia.
Combinado (COC): 0,1-1 gravidezes por ano em cada 100 mulheres
Progestativo (POC)1,15 gravidezes por ano em cada 100 mulheres

Vantagens
Contraceptivos orais combinados (COC)

Para além do elevado grau de segurança na prevenção da gravidez, a pílula apresenta as seguintes vantagens:
Não interfere na relação sexual
Pode regularizar os ciclos menstruais
Melhora a tensão pré-menstrual e a dismenorreia
Não afecta a fertilidade
Diminui o risco de doença inflamatória pélvica (dip)
Reduz em 50% o risco de cancro do ovário e do endométrio
Diminui a incidência de quistos funcionais do ovário e a doença poliquística
Contraceptivos orais progestativos (POC)

Desvantagens
Algumas mulheres têm dificuldade em fazer a toma diária e regular da pílula
Não protege contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST's)

Contra-indicações
Gravidez
Neoplasia hormonodpendente
Hemorragia genital anormal sem diagnóstico conclusivo
Tumor hepático ou doença hepática crónica
Icterícia colestática na gravidez
Riscos de AVC, doença arterial cerebral ou coronária
Mulheres como mais de 35 anos e fumadoras

São consideradas contra-indicações RELATIVAS, se a mulher:
Sofrer de diabetes mellitus
Sofrer de hipertensão ou hiperlipidémia
Sofrer de depressão grave, epilepsia, cefaleia grave
Tiver varizes acentuadas

Efeitos secundários (de ambos)
Náuseas e vómitos
Alteração de peso
Mastodínia – alteração da tensão e sensibilidade mamária
Alteração do fluxo menstrual
Spotting – perdas de sangue ao longo dos primeiros ciclos de utilização da pílula
Depressão

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Por que somos diferentes?

A diversidade de comportamentos eróticos nas diferentes culturas e no interior de cada sociedade deixa a ciência intrigada. O ambiente e os genes têm muito a dizer.

Tonga é um pequeno país insular situado a Leste da Austrália, no Pacífico Sul. O actual rei continua a desempenhar certas funções (trata-se de uma monarquia constitucional), mas há muito que já não tem a obrigação de desflorar as mulheres virgens da ilha. Um dos seus antepassados, Fatefehi, foi obrigado a cumprir o extenuante dever durante anos: estima-se que iniciou nas artes do amor 37.800 raparigas, entre 1770 e 1784, a um ritmo de seis ou sete por dia.

As mulheres nayares da Índia também podem manter um número considerável de relações sexuais, mas não como uma obrigação; fazem-no por diversão. Nesta casta de guerreiros hindus (ou seja, a nayar), as meninas devem passar por uma cerimónia que dura quatro dias antes da primeira menstruação. No fim do ritual, recebem o tali, um colar que simboliza que contraíram matrimónio. A partir desse momento, podem manter relações sexuais com quantos amantes (sambandha) quiserem, um de cada vez ou no número que considerem mais apetecível. Um deles poderá tornar-se seu marido, mas isso não é obrigatório. De facto, não costuma ser habitual.

Os jovens etoros da Papuásia/Nova Guiné, pelo contrário, tratam de restringir o número de parceiros eróticos e a quantidade de relações sexuais que mantêm ao longo da existência. Praticam a castidade ("a mais desnaturada das perversões sexuais", segundo o escritor inglês Aldous Huxley ) com as suas companheiras durante a maior parte do tempo. O motivo é simples: acreditam que a quantidade de sémen é limitada e que morrerão quando esgotarem as suas reservas. A quantidade do precioso fluido de que um homem etoro poderá dispor ao longo da vida é adquirida durante a adolescência. Como? Através da prática de sexo oral aos homens maduros da tribo. Por isso, um jovem não pode ter um aspecto demasiado saudável: considera-se que abusou do sexo oral e que ingeriu demasiado sémen. Nesse caso, é obrigado a manter relações sexuais com mulheres para recuperar o equilíbrio.

No mundo ocidental, semelhante teoria seria liminarmente descartada; ninguém acredita que se tenha de limitar o número de coitos para racionar o sémen. O que se verifica na nossa sociedade é a castidade voluntária: um número considerável de indivíduos não praticam sexo porque não desejam fazê-lo. A Sociedade Assexual Americana estima que esse grupo integra cerca de três por cento da população mundial, mas talvez a percentagem real seja ainda maior, agora que já não se esconde a opção assexual. No Japão, país que muitos especialistas consideram ser um exportador de tendências, cada vez se mantêm menos relações. Uma sondagem da Associação Japonesa de Planeamento Familiar efectuada junto de pessoas entre os 16 e os 49 anos mostrou que 31% não tiveram contactos sexuais no último mês, "sem qualquer razão especial".

A variedade de comportamentos que emerge destes exemplos dá uma ideia da diversidade sexual humana. Os antropólogos assinalam que a nossa conduta erótica poderá ser mais heterogénea do que a forma de vestir, os hábitos alimentares ou as normas éticas. A cantora e actriz norte-americana Bette Midler perguntava há tempos: "Se o sexo é um fenómeno tão natural, por que existem tantos livros sobre como fazê-lo?" A verdade é que os cientistas continuam a interrogar-se por que motivo reagimos de forma tão variada a algo que é, na sua essência, uma imposição biológica.

A motivação sexual é o mecanismo que favoreceu a selecção natural para aumentar a probabilidade de sobrevivência da espécie. Quando duas pessoas se sentem atraídas, não costumam parar para pensar que estão a ser guiadas pelos seus genes, mas o prazer que as move é um mecanismo mental, dirigido pela pulsão biológica, que é fruto da adaptação. Talvez essa inconsciência que a natureza estabelece seja a causa para se ter demorado tanto a começar a estudar as estratégias sexuais humanas.

Um dos primeiros especialistas a tentar quebrar o tabu foi Alfred Kinsey, professor catedrático de biologia e zoologia da Universidade do Indiana: surpreendido por haver tantas referências à sexualidade animal e tão poucas à nossa, decidiu efectuar um macro-inquérito. Foi alvo de acesas críticas por parte de sectores médicos e grupos religiosos, que chegaram a ameaçar incendiar-lhe a casa, mas não conseguiram intimidá-lo. O célebre Relatório Kinsey, publicado em 1948 (homens) e 1953 (mulheres), reunia dados sobre a vida erótica de 11.240 pessoas e os resultados deixaram a sociedade norte-americana atónita, pois mostravam um panorama inesperadamente heterogéneo que não correspondia ao que era considerado "normal". Por exemplo, 37% dos homens tinham tido uma experiência homossexual, 62% das mulheres tinham-se masturbado e quase metade tinham tido relações antes do casamento.

Todavia, o que mais chamava a atenção era a grande diversidade na actividade sexual quotidiana. Surgiam homens e mulheres que afirmavam nunca ter tido um orgasmo, e outros que usufruíam de quatro ou mais por dia. Os dados também mencionavam pessoas absolutamente monógamas que há décadas mantinham relações com a mesma pessoa (a única parceira sexual da sua vida) e outras que não conseguiam manter-se fiéis mais de um ano. Isto para não falar das singularidades e dos comportamentos excêntricos: daqueles cuja maior fonte de excitação eram os dentes, os sapatos de salto alto ou as reuniões de trabalho.

O que tornava o estudo revolucionário era a sua metodologia. Kinsey adoptou uma abordagem relativamente ao sexo inédita na altura: o chamado "ponto de vista etic". Os antropólogos designam assim os estudos que procuram investigar o funcionamento de uma cultura de forma objectiva, baseando-se em números e dados reais, e não no que os indivíduos supõem sobre o que os seus vizinhos fazem ou não. O biólogo sabia que, quando se trabalha com interpretações (com o que os membros de uma cultura pensam que acontece na sociedade em que vivem, o "ponto de vista emic"), é fácil cair num padrão de normalidade fictícia. Kinsey averiguou o que se passava verdadeiramente nos quartos sem deixar que ninguém lhe filtrasse a realidade, e descobriu uma grande variedade de comportamentos eróticos.

A partir do relatório que publicou, a homogeneidade foi cientificamente descartada e os estudos centraram-se em procurar explicar a diversidade. Marvin Harris, professor de antropologia nas universidades de Columbia (Nova Iorque) e da Florida, é um dos principais representantes dessa corrente. O "pai" do materialismo cultural coloca em questão "que existam em absoluto modos de sexualidade humana obrigatórios, para além dos impostos por prescrição cultural". Nada funciona de forma idêntica em todas as culturas. Segundo Harris, as condições materiais constituem o principal factor a condicionar os conceitos sobre sexualidade. A proporção de comportamentos homossexuais, o grau em que se permitem relações consanguíneas ou as leis implícitas e explícitas sobre o adultério podem ser explicadas com base na adaptação ao meio em que cada colectividade vive. E indica um exemplo: quando o investimento na prole se torna muito dispendioso, a sociedade torna-se mais puritana, pois é mau negócio andar a criar e educar filhos alheios. Em contrapartida, nas populações onde esse custo é menor, os costumes tornam-se mais permissivos relativamente ao adultério e à promiscuidade.

O antropólogo francês Pascal Dibie, professor da Universidade de Paris VII, oferece outro exemplo de como a socieade nos molda em função das necessidades materiais. Em Etnologia do Quarto de Cama, fala do ghotul, uma escola erótica frequentada de noite pelos adolescentes da etnia muria, na Índia. As regras deste local de iniciação sexual foram alteradas: antes, os que ali se dirigiam ficavam com o mesmo par dia após dia para aprender as artes do amor. Todavia, no ghotul moderno, as relações duradouras são proibidas: permanecer mais de três dias com o mesmo companheiro ou companheira acarreta sanções.

O motivo, segundo Dibie, é a necessidade de preservar a ordem social numa cultura cada vez mais permeada por valores e formas de vida alheias. Até agora, os jovens não questionavam os casamentos arranjados tradicionais dos murias. Agora, no entanto, reivindicam o amor e as uniões espontâneas ou por paixão. Como esse tipo de relações quebraria alianças antigas, criaria tensões desnecessárias e complicaria o pagamento de certas dívidas, os adultos procuram proibi-las. Para dissuadir os adolescentes e atenuar a sua curiosidade sexual, permitem que se deitem com todos os membros do ghotul. Argumentam que se reduz, deste modo, o risco de adultério e os ciúmes nos futuros casamentos. Mais uma vez, vemos uma explicação emic (a suposta vantagem para a harmonia do casal) a servir para disfarçar causas etic (a preservação das convenções sociais e económicas). A necessidade adaptativa promove uma promiscuidade que seria sancionada noutro contexto.

Os casos já referidos recordam-nos o valor evolutivo da heterogeneidade, algo que não suscita, sobretudo desde a revolução darwiniana, qualquer dúvida aos cientistas. A variabilidade é a matéria-prima da evolução, pois o que funciona num ambiente pode ser um desastre noutro. Assim, para que a selecção natural possa agir sobre uma característica, tem de haver diferentes versões do gene (ou genes) que o controlam. Ronald Fisher, um dos fundadores da genética de populações, demonstrou matematicamente que quanto mais alelos (variantes) existirem de um gene, maior será a probabilidade de um se conseguir impor aos restantes. Isso implica que uma maior variabilidade genética se traduz num maior ritmo de evolução de uma população.

A sexualidade constitui a base de propagação e sobrevivência dos genes. Quanto maiores as diferenças entre nós, maiores probabilidades teremos de subsistir em qualquer tipo de circunstâncias. Marilyn Monroe afirmou: "O sexo faz parte da Natureza, e eu dou-me maravilhosamente com a Natureza." A ciência actual recorda que darmo-nos bem com o biológico implica entender e respeitar a diversidade. Castos ou promíscuos; pessoas que associam o sexo ao amor e outras a quem os sentimentos diminuem a líbido; heterossexuais, homossexuais, bissexuais e "quadsexuais" (uma nova categoria lançada por Angelina Jolie que engloba os que gostam de homens, mulheres, homossexuais e transsexuais)... Todos contam.

Ainda persistem curiosos comportamentos sexuais noutras culturas, surpreendentes ou mesmo questionáveis, de acordo com a nossa perspectiva.

A iniciação sexual em muitas tribos africanas é muito precoce. Os chewas (ou chicheuas, da Zâmbia e do Malawi) acreditam que se deve manter uma intensa actividade erótica durante a infância para se ser fecundo na idade adulta. Todavia, o elevado risco de contágio da sida fez subir a idade de iniciação.

Na tribo dos nandi, no Quénia, as meninas de oito anos são consideradas maduras para terem relações e tornam-se propriedade de todos.

Os turus da Tanzânia aceitam que as esposas tenham amantes desde que mantenham as aparências. Os vizinhos colaboram e não as denunciam.

Os adolescentes das ilhas Trobriand, na Papuásia/Nova Guiné, dispõem de uma casa de solteiros onde mudam de parceira todas as noites.

Algumas mulheres do Iémen pintam a pele de negro com pigmentos naturais antes de se deitarem com um homem, pois pensam que essa cor aumenta a potência sexual masculina.

No ritual matrimonial dos arandas, na Austrália central, a noiva deve passar uma noite com os pais do noivo antes de ir para a cama com ele.

Em Samoa, ver um umbigo é muito excitante; na ilha de Celebes, o mais apetecível é mostrar o joelho, enquanto para os hotentotes, etnia do Sudoeste africano, picante é observar os genitais dos animais.

Entre os sakalaves de Madagáscar, o estranho é ser exclusivamente heterossexual, pelo que praticam uma espécie de pansexualidade.

Entre vários povos da Nova Guiné, os adolescentes preparam-se mantendo relações homossexuais, mas, depois do casamento, tornam-se heterossexuais.

Normal vs. perverso

Ao longo da História, as instituições religiosas e jurídicas tentaram controlar o comportamento erótico dos cidadãos, apesar das diferenças naturais que existiam em matéria de gostos e tendências sexuais. Para atingir os seus objectivos, classificavam como perversão tudo o que se afastava da alegada normalidade.

O tabu era criado com base em critérios religiosos (pecado) ou jurídicos (delito); começaram também a ser esgrimidos, desde o século XIX, motivos de saúde para anatemizar os instintos desregrados.

Por exemplo, o médico britânico William Acton tornou público, em 1857, um estudo em que afirmava que algumas mulheres tinham orgasmos durante o coito, concluindo que esse efeito era um distúrbio produzido pela sobre-estimulação. Um século depois, William Masters e Virginia Johnson trocaram-lhe as voltas e afirmaram que o anómalo era a anorgasmia.

Até 1973, a homossexualidade foi considerada uma doença mental e constituía um delito em muitos países. Ainda hoje é considerada crime em cerca de 70 estados. Em Portugal, só foi despenalizada em 1982.

L.O. super interessante 148
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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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