sexta-feira, 13 de maio de 2011

Disfunções Sexuais Femininas

Disfunções Sexuais Femininas
As disfunções sexuais englobam os problemas que impedem uma vida sexual satisfatória. Podem abarcar a falta ou diminuição de desejo, a inexistência de orgasmo, dor durante a relação sexual e, em casos mais graves, aversão à actividade sexual.

Muitos factores podem estar na origem das disfunções sexuais: inflamações ginecológicas, uso de medicamentos, problemas psicológicos e de ansiedade, desequilíbrios hormonais, traumas sexuais, falta de experiência sexual e de conhecimento do corpo, problemas afectivos ou de natureza relacional.

Se a vivência sexual deve ser gratificante e comportar satisfação e prazer, então importa perceber as razões que levam à manifestação de uma disfunção. Frequentemente, a consulta junto de um terapeuta especializado é a forma mais eficaz de desbloquear medos e ansiedades.

Principais disfunções sexuais femininas

Perturbações de desejo
Vaginismo
Dor durante a relação sexual (Dispareunia)
Anorgasmia ou ausência de orgasmo


Perturbações de desejo
Uma das disfunções sexuais mais comuns é a falta de desejo ou desejo hipoactivo. Segundo investigações mais recentes, o desejo sexual feminino pode nem sempre ser espontâneo, i.e., pode surgir apenas quando a relação sexual foi já iniciada.

Vários factores podem estar na origem de um desejo hipoactivo, podendo estar relacionados com:

o grau de intimidade e tipo de relação com o companheiro/a
auto-imagem
estimulação sexual
existência de depressão
estilo de vida
medicação
idade


Vaginismo
O vaginismo consiste na dificuldade da mulher em tolerar a penetração. Trata-se de um problema que pode ter consequências na vivência sexual e relações afectivas.

Causas

Podem estar na origem do vaginismo factores orgânicos ou factores psicológicos e emocionais que incluem:

- Falta de informação e crenças erradas ou negativas sobre a sexualidade (culpa, educação conservadora)

- Inexperiência que pode conduzir a medos ou bloqueios
- Experiências prévias com dor
- Traumas sexuais (abusos sexuais)

Tratamento
As abordagens terapêuticas do vaginismo passam pela terapia sexual e a sugestão de exercícios e técnicas de relaxamento. A participação do companheiro é também útil no processo de eliminação de medos.Em determinados casos, pode ser necessária a prescrição de fármacos para atenuar a ansiedade.


Dispareunia
Designa-se por dispareunia a dor persistente na zona genital ou pélvica durante as relações sexuais, nomeadamente no momento das tentativas de penetração.

Causas

A dor pode surgir devido a problemas fisiológicos como inflamações ginecológica. Pode também estar relacionada com a falta de lubrificação ou excitação antes do coito, e estar ainda associada a factores traumáticos, como abusos sexuais decorridos na infância.

Tratamento

Nas situações em que se atribui a dor a factores psicológicos, o tratamento passa por terapia sexual onde tem lugar o aconselhamento e se exercitam técnicas de relaxamento. A intervenção medicamentosa ou médica é necessária para tratar os problemas fisiológicos.

Anorgasmia (ausência de orgasmo)
A anorgasmia é a incapacidade de obter um orgasmo.

A anorgasmia pode ser "primária", quando a mulher nunca experimentou um orgasmo, ou "secundária", quando ocorre apenas em determinadas circunstâncias.

Causas
As causas da anorgasmia podem ser diversas, destacando-se sobretudo a ansiedade. Mas para além desta, outros factores são inibidores do orgasmo:
- uso de determinados medicamentos (sobretudo antidepressivos)
- transtornos hormonais
- certas doenças crónicas
- atitude negativa em relação à actividade sexual
- conflitos relacionais

Tratamento

A educação e a informação sobre as respostas sexuais é muito importante e eficaz na resolução ou diminuição das perturbações do orgasmo. A descoberta gratificante do prazer ou a construção de atitudes positivas em relação ao sexo fazem normalmente parte da terapia.

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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