segunda-feira, 23 de maio de 2011

Disfunções Sexuais Masculinas

Muitos homens sentem-se ainda muito retraídos na procura de ajuda médica relativamente a problemas de carácter sexual e reprodutivo que possam ter. Mas quanto mais cedo assumirem que podem precisar de apoio e aconselhamento médicos, mais qualidade de vida ganham. É importante partilhar para não sofrer. Muitas das disfunções são facilmente tratáveis.

As disfunções sexuais mais comuns são:
Disfunção eréctil (ou impotência)
Ejaculação precoce
Ejaculação retardada


Disfunção eréctil
Definição

A disfunção eréctil ou impotência sexual é a incapacidade de obter ou de manter uma erecção suficiente para que haja penetração e satisfação sexual.

Para a resolução da disfunção eréctil é fundamental não só a ida a um médico, para diagnóstico adequado, assim como o diálogo aberto com a(o) parceira(o).

Causas

As causas da disfunção eréctil podem ser muito variadas:

Doenças vasculares (arteriosclerose, problemas cardíacos, hipertensão,etc.)
Problemas neurológicos (lesões nervosas, esclerose múltipla, doenças degenerativas, etc.)
Diabetes
Problemas hormonais (redução na produção de hormonas)
Uso de determinados medicamentos
Problemas psicológicos (ansiedade, stresse, depressão)
Formas de tratamento

Uma vez que as causas da disfunção eréctil são de natureza diversa, os tratamentos à disposição dos homens são variados. Antes de qualquer decisão, o médico começa por dar alguns conselhos que podem ser benéficos. Assim, recomenda-se normalmente, a prática de exercício físico, dieta, redução do consumo do álcool ou tabaco, bem como um maior tempo de descanso. Caso não se obtenham logo resultados, será necessário ponderar outras opções, como:

- Prescrição de fármacos
- Terapia ou aconselhamento sexual
- Auto-injecção peniana
- Terapia intra-uretral
- Uso de dispositivos de vácuo
- Aplicação de prótese ou implante peniano


Ejaculação precoce
Definição

Dificuldade em controlar a ejaculação, que ocorre de uma forma frequente antes, durante ou pouco depois da penetração, limitando a satisfação sexual. É uma das disfunções sexuais mais comuns, sobretudo entre os mais jovens.


Causas e tratamento

As causas são sobretudo psicológicas, relacionadas com alguma ansiedade. Pode também estar associada a consumo de álcool ou drogas.

Existem técnicas ao nível da psicologia e sexologia que podem ajudar o homem a controlar a relação sexual e evitar a ejaculação precoce.


Ejaculação retardada
Definição
A ejaculação retardada ou inibição da ejaculação consiste na incapacidade de ejacular durante o coito apesar da erecção. Trata-se de uma situação que pode desencadear alguma tensão e frustração, uma vez que o orgasmo é normalmente o objectivo da relação sexual. Por outro lado, pode aumentar outro tipo de prazer e satisfação, uma vez que prolonga no tempo a erecção. No entanto quando se torna perturbador, e não apenas ocasional, deve procurar-se apoio especializado.


Causas
A ejaculação retardada pode dever-se a cansaço, a stresse, a relações sexuais muito frequentes num curto espaço de tempo. O consumo de álcool ou droga pode também provocar situações de ejaculação retardada. Algumas razões de natureza psicológica devem também ser equacionadas.

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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