terça-feira, 3 de maio de 2011

Gravidez, Maternidade e Paternidade

Se Quer Engravidar
Uma gravidez deve ser planeada. Isso significa que há alguns factores a ter em conta de modo a ter uma gravidez e maternidade tranquilas:

-o orçamento familiar
-a disponibilidade
-os diversos recursos disponíveis (apoio familiar, existência de creches, outros.)

Antes de interromper o método contraceptivo que está a ser utilizado deve-se procurar um médico e realizar a chamada consulta pré-natal. Esta consulta pode ser feita no centro de saúde ou com o ginecologista.

O ideal é estar o casal na consulta. Todas as informações fornecidas por ambos são fundamentais e podem influenciar a saúde do futuro filho ou filha. O estado de saúde do casal, especialmente da mãe condiciona as recomedações que o médico irá fazer.

Se Está Grávida
Como saber se está grávida

Se a menstruação não aparecer na data esperada, ao fim de uma semana pode ser feito um teste de gravidez através da urina. Este teste pode ser feito se for comprado numa farmácia ou num supermercado. Também pode recorrer aos técnicos de um centro de saúde.

A importância de ir ao médico

É muito importante que a grávida seja vigiada e acompanhada durante a gravidez através de consultas periódicas que podem ser feitas num centro de saúde. As consultas permitem diagnosticar precocemente doenças e infecções, evitando assim partos prematuros.

Cuidados essenciais durante a gravidez

Comer várias vezes ao dia. Evitar os doces e beber bastante leite. Não ingerir bebidas alcóolicas. É importante dar um passeio a pé ou manter alguma actividade física. Há também cuidados a ter com a medicação.

Efeitos psicológicos de gravidez

Os sentimentos de alguma insegurança e de inquietação são normais. Os receios por se estar numa fase de grande transformação física e psicológica e são mais evidentes quando se trata da primeira gravidez.

Quando estes sinais se tornarem mais fortes, a mulher deve pedir apoio ao seu companheiro, familiares, amigos ou serviços específicos de ajuda abordando naturalmente os receios que sente.


Se Não Consegue Engravidar
Um casal é considerado infértil quando tem relações sexuais regularmente durante um ano, sem usar qualquer método contraceptivo e não consegue uma gravidez.

Há várias causas para a infertilidade. Cerca de metade dos casos deve-se a alterações relacionadas com o homem, a outra metade com a mulher. Nestas circunstâncias o casal deve ir a um serviço de saúde de modo a identificar as causas e poder ser ajudado.

O médico de família deve reencaminhar as pessoas com o diagnóstico para as consultas de infertilidade existentes nos hospitais públicos ou em serviços de saúde privados.

Com as técnicas existente, muitas das pessoas consideradas inférteis conseguirão ter um ou mais filhos, embora o processo possa ser mais demorado.


Direitos Fundamentais de Mães e Pais
Qualquer grávida, portuguesa ou estrangeira, mesmo que não esteja inscrita na Segurança Social, tem direito a consultas médicas, bem como a exames e internamentos gratuitos, quando aconselhados pelo médico assistente, durante a gravidez, o parto e nos 60 dias a seguir ao nascimento.
O pai tem igualmente direito a exames gratuitos, quando esses exames forem considerados pelo médico assistente da grávida.
As trabalhadoras grávidas têm direito a dispensa de trabalho para se deslocarem a consultas de vigilância da gravidez.
A mãe tem direito a ser dispensada para amamentação ou aleitamento, por dois períodos distintos, com duração máxima de uma hora em cada dia de trabalho, até o filho ter um ano. Este direito não implica a perda de salário ou de qualquer outra regalia.
O pai também tem direito a usufruir desta licença desde que a mulher não queira ou não a possa gozar.
Durante a gravidez e até 3 meses após o parto, a mulher tem direito a não executar tarefas que sejam desaconselhadas à sua situação, tais como:
- tarefas violentas
- manipulação de produtos perigosos ou tóxicos
- exposição a condições que prejudiquem a saúde

As trabalhadoras grávidas têm direito a uma licença de maternidade de 120 dias, 90 dos quais terão de ser obrigatoriamente gozados a seguir ao parto; os restantes 30 dias poderão ser gozados, na totalidade ou em parte, antes do parto.
Em algumas situações o pai tem direito a esta licença em alternativa à mãe (nomeadamente nos casos da incapacidade física ou psíquica da mãe e enquanto esta se mantiver, em caso de morte ou por decisão conjunta dos pais).
O pai tem direito a uma licença de cinco dias úteis, seguidos ou intervalados, no primeiro mês a seguir ao nascimento do filho.
Nos casos de nascimentos múltiplos, o período de licença previsto no número anterior é acrescido de mais 30 dias por cada gemelar além do primeiro.
No caso de a mulher ter de ser internada devido a uma situação de risco, o período de licença anterior ao parto pode ser prolongado por mais de 30 dias, sem perda do direito aos 90 dias de licença a seguir ao parto.
Em caso de aborto, a mulher tem direito a licença com duração mínima de 14 dias e máxima de 30 dias.

Gravidez na Adolescência
A gravidez no período da adolescência produz inevitavelmente um forte impacto psicológico na rapariga e também nos rapazes. As consequências não são apenas a curto prazo, mas prolongam-se no tempo.

Se és adolescente e suspeitas de uma gravidez, clica aqui
Reflexões sobre causas e consequências da gravidez na adolescência
Bibliografia sobre gravidez e maternidade precoces

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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