quarta-feira, 25 de maio de 2011

Infecções Sexualmente Transmissíveis

As principais vias de transmissão de IST são:
-as relações sexuais vaginais, não protegidas, entre mulher e homem. Ou seja, quando o pénis, sem preservativo é introduzido na vagina.
-as relações sexuais anais, não protegidas, entre mulher e homem ou entre homem e homem. Ou seja, quando o pénis é introduzido no ânus sem a protecção de um preservativo.
-e, para algumas doenças, as relações sexuais orais. Ou seja, quando a vagina, o clitóris ou o pénis estão em contacto com a boca do parceiro.
Quando não estão em contacto com o corpo, a maior parte dos agentes infecciosos responsáveis pelas IST morre rapidamente.

Alguns sinais podem traduzir-se na existência de uma IST:
-corrimento vaginal anormal, frequentemente com mau cheiro ou corrimento uretral
-presença de vermelhidão, bolhas, verrugas ou vesículas nos órgãos genitais ou à sua volta
-dor ou sensação de queimadura ao urinar
-dores difusas no baixo ventre
-sensação de dor ou queimadura aquando das relações sexuais
febre

Certas infecções provocam sintomas apenas no homem outras somente na mulher e, por vezes, pode existir infecção sem qualquer tipo de sintoma.

Em certos casos, as consequências de uma IST não tratada manifestam-se mais tarde sem que, entretanto, se tenha detectado qualquer sinal anormal.

O tratamento das IST deve ser sempre feito aos parceiros envolvidos na relação sexual, mesmo que não haja nenhum sintoma. Desta forma, evitam-se complicações graves como é o caso da infertilidade.

É essencial para a saúde que as pessoas conversem com os seus parceiros sobre se têm ardores, dores ou incómodos na zona genital e que consultem um médico ou um centro de aconselhamento em planeamento familiar com a maior brevidade possível. Indo à consulta, rapidamente se faz o diagnóstico e se inicia o tratamento.


Mensagens importantes
- A melhor estratégia para prevenir o aparecimento de uma IST é a prática de sexo MAIS seguro.
- O preservativo é o método mais eficaz para evitar uma IST.
- É fundamental estar consciente dos riscos, sobretudo quando se tem vários(as) parceiros(as) sexuais.
- Logo que se sintam incómodos ou se detectem lesões na zona genital, deve consultar-se um médico.
- Quando se diagnostica uma IST, deve informar-se o(a) parceiro(a).
- Os exames periódicos são essenciais para despiste das IST, uma vez que os sintomas são muito difíceis de detectar.
- A prevenção e a detecção precoce são a melhor maneira de evitar complicações de saúde mais graves.
- Esteja atento(a) aos sinais...


Existe diferença entre IST e DST?
IST é abreviatura para Infecções Sexualmente Transmissíveis e são estas infecções que podem desencadear as doenças, ou seja as DST, Doenças Sexualmente Transmissíveis. Apesar desta precisão, ambas as palavras são muitas vezes entendidas como sinónimos. O mais importante é saber que a sua principal via de transmissão são as relações sexuais, sejam elas relações sexuais vaginais, sexo oral ou sexo anal.

Quais os principais sintomas de uma IST?
Uma IST nem sempre se manifesta de forma clara, pelo que os exames clínicos são muito importantes para o diagnóstico.
Mas os principais sintomas costumam ser: corrimentos vaginais ou, nos homens, uretrais; presença de vermelhidão, bolhas, verrugas ou vesículas nos órgãos genitais e à sua volta; dor ou sensação de queimadura ao urinar; dores na zona pélvica (baixo ventre); sensação de dor ou queimadura quando se tem relações sexuais; febre.

Como se pode evitar uma IST?
A utilização de preservativo é ainda o método mais eficaz na prevenção de uma IST sempre que há relações sexuais.

As IST são fáceis de tratar?
Depende. Há infecções bacterianas que podem ser tratadas com antibióticos. Mas outras infecções, como o VIH, que permanecem no organismo e implicam um tratamento durante toda a vida.

Onde posso fazer um teste de VIH/SIDA?
É possível fazer um teste de VIH/SIDA recorrendo aos Centros de Aconselhamento e Detecção de VIH (CAD), pedindo ao médico de família ou a um médico particular e nos centros de rastreio. Em Lisboa, na Lapa, existe um Centro de Rastreio Anónimo com teste gratuito (Tel:21 393 01 51)

É possível ficar infectado com sexo oral?
Sim. Existe sobretudo o risco de contrair infecções como a Gonorreia, a Clamídia, a Sífilis ou o VIH, quer recebendo, quer fazendo sexo oral.

O que é o herpes genital?
O herpes genital é uma IST provocada por um vírus (normalmente o vírus simplex do tipo 2), através do contacto sexual. É das infecções mais frequentes. Como é difícil de detectar, muitas vezes o vírus passa para o/a parceiro/a sem que se saiba da sua existência.
O herpes pode ser tratado para atenuar as queixas e sintomas. Mas não existe cura, sendo o seu aparecimento recorrente.

O cancro do colo do útero é uma DST?
O cancro do colo útero é uma doença que resulta de infecções persistentes pelo Vírus do Papiloma Humano, o HPV.
Este vírus propaga-se, sobretudo, pelo contacto sexual pelo que é fundamental a prática de sexo mais seguro.
Em Portugal, é já possível vacinar as raparigas contra o HPV.


Onde posso obter preservativos femininos gratuitos?
Em centros de saúde, hospitais e algumas Organizações Não Governamentais, como a Associação para o Planeamento da Família.

O preservativo feminino não está ainda disponível em farmácias.

Os preservativos femininos são tão eficazes contra as IST como os preservativos masculinos?
Sim. O nível de protecção é o mesmo.

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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