domingo, 29 de maio de 2011

O Que é a Infertilidade

Segundo a Associação Portuguesa de Fertilidade, a Infertilidade pode ser definida como a incapacidade de concepção após um ano de relações sexuais não protegidas (6 meses se a mulher tiver mais de 35 anos de idade), ou a incapacidade de manter uma gravidez até ao seu termo.

Estima-se que 1 em cada 10 casais sofre de infertilidade.

Causas da infertilidade e factores de risco

Ninguém se de deve ser sentir responsabilizado por uma situação de infertilidade. Vários factores estão relacionados com a redução dos níveis de fertilidade. Cerca de um terço das causas está associado ao homem e a um terço a problemas na saúde da mulher. Podem ainda surgir causas que combinem ambos, ou então não ser identificada a causa concreta.

Há, porém, factores de risco, tais como:

Doenças infecciosas, como as IST - Infecções Sexualmente Transmissíveis ou outras doenças que afectem o aparelho reprodutor
Idade
Problemas do foro genético, endocrinológico ou do sistema imunitário
Causas para infertilidade na mulher

Desordens da ovulação
Obstrução das trompas
Factores peritoneais como a doença inflamatória pélvica ou a endometriose (presença de tecido endométrico fora da mucosa uterina)
Factores ligados ao colo do útero
Causas para infertilidade no homem

Espermatogénese anormal
Desordens da função secretória de órgãos acessórios
Obstrução do tracto genital
Função anormal dos espermatozóides
Prevenção da infertilidade

Pode prevenir-se a infertilidade prevenindo e tratando atempadamente as infecções sexualmente transmissíveis

As técnicas de Procriação Medicamente Assistida são um método subsidiário e não alternativo de procriação. Isto significa que só quando há um diagnóstico de infertilidade, ou no caso de necessidade de tratamento de doença grave ou de risco de transmissão de doenças de origem genética, infecciosa ou outras, é que se podem aplicar as técnicas de PMA.

Em Portugal, e de acordo com a legislação, só serão beneficiárias da PMA as pessoas:

casadas (que não se encontrem separadas judicialmente de pessoas e bens)
ou as pessoas separadas de facto
ou ainda as pessoas que sendo de sexo diferente, vivam em condições análogas às dos casais, há pelo menos dois anos

A legislação portuguesa prevê a aplicação das seguintes técnicas de PMA:

Inseminação artificial (introdução de espermatozóides directamente no interior da vagina ou no útero)
Fertilização in vitro (técnica através da qual um óvulo é fertilizado em meio laboratorial)
Injecção intracitoplasmática de espermatozóides (procedimento através do qual um único espermatozóide é injectado directamente no interior do óvulo para possibilitar a fertilização. O embrião é depois transferido para o útero.)
Transferência de embriões, gâmetas ou zigotos - introdução nas Trompas de Falópio de embriões, gâmetas (espermatozóides), ou zigotos (óvulos fertilizados)
Diagnóstico genético pré-implementação
Outras técnicas laboratoriais de manipulação gamética ou embrionária equivalentes ou subsidiárias
A utilização de técnicas de PMA só pode verificar-se mediante diagnóstico de infertilidade ou ainda, sendo caso disso,no tratamento de doença grave ou risco de transmissão de doenças de origem genética, infecciosa ou outras.



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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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