terça-feira, 11 de outubro de 2011

Andropausa

Durante a andropausa regista-se no homem uma descida nos níveis de testoterona (hormona sexual masculina, segregada pelos testículos), à semelhança do que sucede com a descida dos níveis de estrogénios (hormonas sexuais femininas produzidas nos ovários) da mulher durante a menopausa.

No entanto, se na mulher este ciclo é marcado pelo fim da menstruação, no homem não existe um marco claro que assinale a transição. As mudanças ao nível físico ocorrem gradualmente e podem ser acompanhadas por mudanças na atitude e na disposição, fadiga, bem como perda de energia, de desejo sexual e de agilidade física.

Com a diminuição da testosterona diminuem também as acções que a hormona exerce sobre os tecidos do corpo, em especial nos órgão genitais e a nível cerebral, o que se reflecte a nível psicológico e corporal. A acção da hormona influencia também a densidade capilar, a massa gorda, as células sanguíneas e os ossos.

A investigação tem demonstrado que a diminuição da testosterona está relacionada com problemas como as doenças do coração e a fragilidade dos ossos (a osteoporose, cujo aparecimento também se realaciona com outros factores como a falta de actividade física e o alcoolismo). Estas mudanças ocorrem numa fase da vida em que se questionam as realizações pessoais, familiares, profissionais - e até o "sentido da vida" -, pelo que é difícil avaliar se as mudanças que ocorrem estão relacionadas com a andropausa ou com outas variáveis.

A diminuição da testosterona com a idade é , nos homens, parte do processo de envelhecimento, pelo que existe alguma resistência em identificar a andropausa como um período "real" ou uma condição específica.
A diminuição gradual de hormonas masculinas no homem faz com que alguns especialistas prefiram a utilização da designação hipogonadismo de início tardio, uma das mais usadas, a par com "andropausa".

Regra geral, os sintomas começam a surgir a partir dos quarenta anos, prolongando-se nas décadas seguintes, embora seja difícil de estabelecer uma idade para o seu aparecimento. Refira-se ainda que em cada indivíduo as mudanças podem ser diferentes (muitos homens não admitem sequer que existem mudanças). Além de os sintomas serem vagos e de diferirem de homem para homem, os testes que avaliam a disponibilidade da testosterona são recentes, o que, no passado recente, contribuiu para que este problema fosse pouco diagnosticado e tratado.

O nível de testosterona só é considerado baixo em relação à gama de valores normais em cerca de 13% dos casos. No entanto, análises de sangue mais detalhadas e recentes mostram que a disponibilidade da testosterona decresce em 74% dos casos. A terapia passa por uma reposição dos níveis de testosterona.

A investigação tem vindo a relacionar a deficiência de testosterona com algumas outras doenças, entre as quais a disfunção eréctil, a doença de Alzheimer e a síndroma metabólica (que atinge sobre tudo os homens com mais de quarenta anos e está relacionada com dietas hipercalóricas, obesidade e sedentarismo, caracterizando-se por uma associação de factores de risco para, entre outros, as doenças cardiovasculares ou a diabetes).

Os avanços nos meios de diagnóstico e o aumento da esperança média de vida têm contribuído para uma nova abordagem desta fase tão importante na vida dos homens.

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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