segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Masturbação

A masturbação é o acto de acariciar, tocar e estimular partes do corpo, com o objectivo de proporcionar prazer. É um acto que pode ser praticado isoladamente ou pelo casal, uma vez que é considerada uma das melhores formas de auto-conhecimento sexual.
Quem pratica a masturbação consegue, assim, saber e conhecer melhor as zonas do seu corpo (erógenas) — para além das genitais —que lhe proporcionam maior prazer, podendo contribuir para uma vida sexual mais gratificante. Para além do toque aquando da masturbação, as fantasias sexuais individuais accionam a excitação e o prazer momentâneo.

A masturbação pode ser praticada por pessoas de ambos os sexos e não acontece apenas na adolescência. Faz parte da sexualidade humana, ao longo da vida, embora possa ser mais frequente nesta fase, que está associada à descoberta do corpo.

Não existe nenhum estudo científico que demonstre que a masturbação causa problemas de saúde ou alterações/reacções físicas, como o crescimento anormal de pêlos, impotência, aparecimento de borbulhas, perda da virgindade, aumento de peso ou, ainda, que cause infertilidade, entre outros.

As referências a estas alterações físicas hipoteticamente decorrentes da masturbação são consideradas pela comunidade médica como sendo mitos sociais sustentados pela ideia de que a actividade sexual do ser humano deve ter como objectivo final a reprodução, em detrimento do prazer físico e psicológico. Mas os mitos não passam disso mesmo.

É importante esclarecer que a masturbação não faz mal à saúde. É uma simples e natural prática sexual, em que se explora e descobre o próprio corpo em busca de prazer. Só poderá ser considerada prejudicial quando altera a rotina diária do indivíduo, em que este se refugia na masturbação, evitando sociabilizar, por pensar que é mais fácil e simples do que procurar a companhia e o relacionamento com outras pessoas. Nesta perspectiva, é importante gostarmos do que vemos quando nos olhamos ao espelho e a masturbação faz parte dessa descoberta, de nós próprios e dos outros.
Segundo a Declaração dos Direitos Sexuais, “a sexualidade é uma parte integral da personalidade de todo o ser humano. O desenvolvimento total depende da satisfação de necessidades humanas básicas, tais como desejo de contacto, intimidade, expressão emocional, prazer, carinho e amor”.

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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