terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Monotonia na relação

PERGUNTA:
Em primeiro lugar gostava de dar os parabéns pelo site excelente que vocês tem. Agora o que eu gostava de partilhar convosco não é bem uma dúvida sexual, bem aqui vai. Eu namoro com um rapaz há quase 3 anos. A nossa relação ao príncipio era maravilhosa, sentia que ele gostava de mim, mas há uns tempos para cá a nossa relação tem vindo a torna-se demasiado monótona. Ele parece que se habituou a mim, por vezes tenho imensas dúvidas se ele ainda gosta de mim, por vezes parece que está farto de mim. Eu pergunto-lhe se está tudo bem, se ainda me ama, ele diz que sim mas as suas acções demonstram o contrário. E ainda para mais discutimos por tudo e por nada. Eu gostava de saber se uma relação assim é normal (é a primeira vez que tenho uma relão de longa duração). Há alguma coisa que eu possa fazer para acender novamente aquela "chama"!? Gostava de saber a vossa opinião!

RESPOSTA:
Sabes, pode acontecer que haja uma saturação na vossa relação. Mesmo que ele não o admita, as pessoas sentem essas coisas, sentem quando tudo está bem e quando não está.

Tenta pensar na resposta a estas perguntas:
1. Vocês andam a discutir mais, porquê?
2. Por que é que antes não discutiam?
3. Os assuntos complicados ainda não tinham sido falados ou agora discutem por "ninharias"?
4. Será que a tua reacção à indiferença dele é criar discussão para obteres uma reacção dele?
5. Ele também começa discussões?
6. Vocês têm falado sobre o que gostam ou não gostam ou caíram na rotina do namoro?
7. Ele tem a sua margem de liberdade? E tu, tens a tua?
8. O que é que havia entre vocês de especial que agora está adormecido?
9. Acomodaram-se um ao outro?
10. Respeitam-se?
11. Tentam agradar ao outro?
12. O que sentem quando estão separados? Alívio ou saudades?

E como estas perguntas podia haver muitas mais... Se calhar este e-mail era bom para os dois analisarem o que se está a passar.
Se calhar ele ainda não percebeu como as mudanças na sua atitude e na vossa relação a estão a afectar. E tu também não, pois também mudaste, de certeza..

. Conversem abertamente sobre o que sentem.
Pode ser que vejam pontos em que mudaram e que podem voltar a mudar para corrigir a situação. Ou podem ver que no fundo há diferenças de maneira de ser e de projecto de vida que vão fazer a relação falhar - e aí é melhor que acabe já.

Mas não vejam a coisa pelo lado negativo. Franqueza, abertura, diálogo e espírito construtivo é o que vos faz falta. E humildade e coragem para mudar o que for preciso.

Boa sorte!

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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