domingo, 29 de abril de 2012

Higiene íntima: É verdade que os tampões podem matar?

Os tampões não "matam". Acontece que existe um problema designado síndroma do choque tóxico (SCT), que é muito raro e que está associado ao uso de tampões, embora possa surgir noutras circunstâncias (pessoas submetidas a cirurgia ou após o trabalho de parto, por exemplo).
Vários casos foram relacionados com o facto de algumas mulheres usarem tampões que são mais absorventes que o necessário para controlar o fluxo menstrual. Neste caso, o problemas previne-se escolhendo a absorvância mínima necessária, usando tampões apenas enquanto há fluxo menstrual e não usando o mesmo tampão durante períodos muito prolongados.

O SCT é uma infecção normalmente causada por bactérias (estafilococos), que pode evoluir rapidamente, com consequências graves para pacientes que não são atendidos a tempo. Pensa-se que a presença de um tampão pode estimular as bactérias a produzirem uma toxina que invade o sangue através de pequenos cortes no revestimento vaginal ou através do útero, chegando ao interior da cavidade abdominal. Essa toxina parece ser a responsável pelos sintomas que caracterizam o SCT.

Os sintomas começam subitamente com uma febre de 39 a 40oC. Seguem-se as dores de cabeça, dor de garganta, enorme cansaço, vómitos, diarreia e pmanchas na pele. Porque o SCT causa anemia, é comum a ocorrência de lesões renais, hepáticas e musculares, especialmente durante a primeira semana. Também podem ocorrer problemas cardíacos e pulmonares.

Se se pensa que alguém sofra de STC, essa pessoa deve ser imediatamente levada ao hospital. A espera pode ser mortal.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Higiene íntima: Durante a menstruação uma mulher não deve tomar banho ou lavar a cabeça.

Errado.
Afirmações como "uma mulher menstruada não pode tomar banho de chuveiro ou lavar a cabeça porque o sangue vai para a cabeça" ou que tomar banho neste período "provoca dores de cabeça porque a menstruação subiu à cabeça" não são verdadeiras. Pelo contrário, a higiene da mulher neste período deve ser ainda mais cuidada e a lavagem do órgão genital mais freqüente pois o sangue acumulado na vagina, em contacto com ar produz um odor mais intenso e a falta de higiene neste período aumenta os riscos de infecção vaginal.
Lembramos ainda que durante a menstruação a vagina fica menos ácida, o que facilita o crescimento de agentes patogénicos.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Gravidez: É verdade que nunca se engravida na "primeira vez"?

Errado!
A verdade, é que uma mulher pode engravidar na primeira, terceira, vigésima ou milésima vez que tem relações sexuais.
Para engravidar, basta que uma mulher atravesse o seu período fértil e que uma ou ambas as pessoas envolvidas não utilizem qualquer método contraceptivo aquando da relação sexual.

Métodos Contraceptivos



MÉTODOS MECÂNICOS DE CONTRACEPÇÃO



D.I.U
(FEMININO)


DIAFRAGMA
(FEMININO)




PRESERVATIVO
(MASCULINO)














DESCRIÇÃO

   Filamento delgado introduzido no útero. 

Anel de borracha

   Invólucro de borracha muito fino e flexível.

MODO DE ACÇÃO

Suprime a ovulação.

Impede que os espermatozóides atinjam o útero.

Impede que os espermatozóides se difundam na vagina. 

EFICÁCIA

92 A 99 %

70 %

89 %

EFEITOS
SECUNDÁRIOS



Contracções do útero para expulsão.
  Fluxo menstrual abundante.

Possíveis alergias.



Possíveis alergias.


MÉTODOS QUÍMICOS DE CONTRACEPÇÃO




PÍLULA ANTICONCEPCIONAL

ESPERMICIDAS







DESCRIÇÃO

Hormonas sintéticas semelhantes à progesterona e ao estrogénio.

Cremes vaginais.

MODO DE ACÇÃO

Suprime a ovulação.

Extermina os espermatozóides no colo uterino.

EFICÁCIA

99 %

60 a 75 %

EFEITOS
SECUNDÁRIOS



   Pode ocorrer muitas vezes tensão arterial elevada, coágulo sanguíneo (trombose), alterações ligeiras do peso corporal, infecções vaginais, cefaleias e/ou náuseas.

Possíveis alergias.





MÉTODOS DE CONTRACEPÇÃO MÉDICO - CIRÚRGICOS




LAQUEAÇÃO DAS TROMPAS

VASECTOMIA








DESCRIÇÃO

Hormonas sintéticas semelhantes à progesterona e ao estrogénio.

Seccionamento ou obstrução dos canais deferentes.

MODO DE ACÇÃO

Torna impossível o encontro do óvulo com o espermatozóide.

  Fecundação impossível dada a ausência de espermatozóides no esperma.

EFICÁCIA

100 %

100 %

EFEITOS
SECUNDÁRIOS



   Podem ocorrer distúrbios psicológicos devidos à infecundidade

Podem ocorrer distúrbios psicológicos devidos à infecundidade


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Ginecologista: Só as mulheres é que lá vão

Errado.
Os rapazes devem ir ao ginecologista. Alguns rapazes e raparigas dizem que estas consultas são vividas como uma verdadeira cerimónia de iniciação, um rito de passagem... mas aqui falam, fazem perguntas e têm respostas e cuidados de saúde.
Questões relacionadas com dores nos testículos, acne, dor a urinar ou no pénis, dúvidas sobre sonhos molhados, crescimento mamário nos rapazes, pêlos, elasticidade do prepúcio (fimose), pesos e alturas em determinada fase da adolescência são respondidas aqui.

sábado, 21 de abril de 2012

Fazer sexo muitas vezes é mau

Algumas pessoas acreditam que quanto mais vezes se tem relações sexuais, menos vigor vai sobrar para as relações futuras. Mas o sexo não se "gasta". Há, isso sim, uma variação na frequência com que se tem relações sexuais que, regra geral, depende da idade da pessoa. No caso particular dos homens, a diminuição da "energia sexual" pode ser atribuída à menor produção da hormona testosterona com o passar dos anos e à redução da massa muscular e do metabolismo associados ao envelhecimento.
Portanto, não se justifica qualquer preocupação com o número de ejaculações ou de orgasmos ocorridos na juventude. Não vai ser isso que irá privar alguém de sexo depois dos 40 (a sério).

sexta-feira, 20 de abril de 2012

I Conferência Online de Educação Sexual

O Grupo de Estudos e Investigação em Sexualidade, Educação Sexual e TIC (GEISEXT) do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, realizará nos dias 2,3 e 4 de maio de 2012, a I Conferência Online de Educação Sexual ( I COES): Práticas pedagógicas intencionais de educação sexual na escola.

Esta conferência, que resulta de uma parceria entre três grupos de investigação de três Universidades - GEISEXT do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa (Portugal), EDUSEX (Educação Sexual e Formação de Professores) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Brasil), GSEXs (Grupo de Pesquisa e Extensão sobre Sexualidades) da Universidade Estadual Paulista (Brasil) - é o primeiro evento nesta área temática a ser realizado totalmente on line. 

O I COES tem por objetivo reunir professores/as de todos os níveis e áreas de ensino, assim como investigadores/as, interessados/as em ampliar os seus conhecimentos na área da sexualidade, da educação sexual, das relações de género e diversidade sexual, através da partilha de experiências, das investigações, das problematizações, assim como das inquietações que têm acompanhado todos/as aquele/as que atuam nestas temáticas, com vista à realização da educação sexual na instituição escolar. 

Pretende-se refletir sobre algumas das muitas temáticas que envolvem a educação sexual, oferecendo aos professores/as a oportunidade de colaborarem com os seus pares, na (re)construção de novos conhecimentos, e de refletirem sobre as diferentes perspectivas e possibilidades de concretização da educação sexual. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Fazer amor na praia

Não é bem...
Existem alguns problemas. O primeiro é que, pelo menos no nosso país, é um bocado difícil encontrar uma praia deserta no Verão. Ou seja, depois de encontrar "a" praia, o casal pode enfrentar o risco de ser abruptamente interrompido ou até observado.
O segundo é que as praias, além de estarem cheias gente, estão também cheias de... areia. Fazer amor acariciado pelas ondas é uma aventura apetecível mas é preciso ter cuidado com a areia: se esta entrar na vagina poderá causar pequenas feridas. E a água do mar poderá afectar a eficiência dos preservativos.
Se o cenário escolhido for uma piscina ao luar, não se deve esquecer que as piscinas escorregam, logo, cuidado para a noite não acabar na urgência com a cabeça partida e uma daquelas histórias muito estranhas.
Finalmente, há que não esquecer que os corpos dentro de água (especialmente salgada) flutuam, o que poderá comprometer a exequibilidade de algumas posições ditas "clássicas" mas constituirá um desafio à imaginação dos mais ousados.

PS - Mas esta é uma experiência que poderá suscitar umas boas gargalhadas e, efectivamente, o riso é um dos melhores afrodisíacos.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Doenças sexualmente transmissíveis (DST): são fáceis de tratar

Errado!
A dose e tipo do medicamento prescrito deve ser adequada à doença. Por outro lado, uma aparentemente normal infecção d uretra provocada por tricomonas ou Candida albicans pode tornar-se "eterna" se apenas o elemento feminino do casal fizer o tratamento (que deve ser feito por ambos, sob vigilância médica).

domingo, 15 de abril de 2012

Contraceptivos: os preservativos não funcionam

Há vários mitos à volta do preservativo e da utilização que lhe é dada. A maior parte deles é falsa. Senão vejamos:

Os preservativos não funcionam. Falso. Os preservativos previnem de forma eficaz a transmissão do VIH se forem usados correctamente de cada vez que houver relações sexuais.

Os preservativos rebentam frequentemente. Mais uma vez, falso. Menos de 2% dos preservativos rebentam quando usados correctamente. E o que significa "usar correctamente"? Significa:
- não usar lubrificantes oleosos com preservativos de látex;
- não usar dois (ou mais...) preservativos sobrepostos;
- atenção ao tamanho do pénis e ao tamanho do preservativo porque: nada estica até ao infinito; sim, é verdade, há preservativos com vários tamanhos;
- não usar nunca preservativos fora de prazo.

O vírus da SIDA (VHI) transmite-se através dos preservativos. Falso. O VIH não passa através dos preservativos de látex ou poliuretano (o mesmo já não acontece com preservativos de pele de carneiro - existem em alguns locais).

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Contraceptivos: nos dias de intervalo da pílula a mulher pode engravidar

Errado!
A pílula, se for tomada como indicado, protege sempre, mesmo nos dias de intervalo.
Nos dias de pausa há um sangramento semelhante à menstruação, mas que de facto não o é. É causado pela interrupção da toma das hormonas integradas na pílula (que, ao aumentar artificialmente os níveis de estrogénio, faz com que o corpo "pense" que está grávido, por isso não há "outra" fecundação e não se engravida).

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Caracteres Sexuais Masculinos e Femininos

A reprodução é o mecanismo que assegura a perpetuação da espécie. Para que o ser humano consiga reproduzir-se é necessário que o corpo esteja preparado e capaz de produzir um filho. 

Deste modo, o corpo feminino e masculino passa por mudanças tanto a nível morfológico , como a nível do desenvolvimento do sistema reprodutor até atingir a capacidade de se reproduzir. Estas mudanças são acompanhadas por transformações psicológicas que se reflectem no comportamento e modo de pensar. A esta fase da vida de um ser humano chama-se puberdade. 

 A puberdade tem início, entre os 9 e 10 anos de idade, quando os rapazes e as raparigas começam a apresentar mudanças morfológicas e de comportamento. As mudanças morfológicas correspondem aos caracteres sexuais secundários que nos rapazes desenvolvem-se devido à actuação de hormonas produzidas nos testículos -testosterona-, e nas raparigas desenvolvem-se devido à actuação de hormonas produzidas nos ovários - estrogénio e progesterona. Nos quadros seguintes estão apresentadas, por idade, os caracteres sexuais secundários femininos e masculinos.



Amamentação: estraga o peito?

Sim e não. Toda a gente conhece as vantagens da amamentação para o bebé. Quanto à flacidez dos seios, esta poderá depender, em grande parte, do cuidado (e da auto-disciplina) que a mãe tiver após o parto. Praticar exercício físico localizado ajuda a tornar firmes os músculos que sustentam os seios e faz com que estes não fiquem flácidos.

Há muitas mães que não conseguem deixar de se sentir culpadas quando afirmam que não vão amamentar o seu bebé porque querem manter "um peito bonito". O facto é que amamentar, tal como ter filhos, não é uma obrigação; é uma escolha associada ao acto de dar e receber.

No entanto, há formas diferentes de dar e expressar amor e cada um de nós deve ser capaz de fazer opções e os outros devem ser capazes de as respeitar. Neste caso, há também que considerar que esses outros que estarão aqui a ser postos em causa não são os que mais beneficiam ou são afectados pela escolha aqui envolvida.

sábado, 7 de abril de 2012

Voz esganiçada

PERGUNTA:
Estou com um problema que não consigo resolver. Tenho 17 anos e a minha voz continua a falhar e é muito aguda. Acha que vou ficar com voz de pífaro até ao fim dos meus dias?

RESPOSTA:
Calma, rapaz. Pode acontecer atrasares-te na mudança de idade. Que altura tens? Já tens pelos? Estás crescido? Os teus testículos já cresceram? Claro que 17 anos já não é muito cedo, mas pode ser normal. Pelo sim, pelo não, acho que seria melhor se fosses ao médico, para seres observado e, eventualmente, fazeres umas análises.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Virgindade: ainda sim ou já não

PERGUNTA:
Como é que se pode saber se uma pessoa é virgem?

RESPOSTA:
"Perder a virgindade" quer apenas dizer que se teve uma relação sexual em que o acto sexual foi consumado. E que o hímen, que é uma membrana que cobre a entrada da vagina, foi rompido. No entanto, as raparigas podem ter uma ruptura do hímen por vários outros motivos (andar de bicicleta, a cavalo ou masturbação).

terça-feira, 3 de abril de 2012

Violações e direitos

PERGUNTA:
Estou a escrever porque a minha melhor amiga foi violada duas vezes no último mês, uma pelo padrasto e outra por um colega mais velho. E ela já tem a "história". O que é que ela deve fazer? Está aflita e não quer contar nada porque tem receio de que não acreditem ou que achem que ela andou a incitá-los a fazer isso. Ela realmente gosta de andar de mini-saia, mas eles foram sempre brutos com ela e ela nunca aceitou nada nem gostou. Está muito atrapalhada e não consegue nem sequer rir, quanto mais estudar...

RESPOSTA:
Em primeiro lugar, quero dizer-te que a tua amiga tem que falar com alguém e comunicar o facto porque está a ser vítima de um crime. Leste bem: de um crime. Tens hoje mesmo que falar com um médico, um enfermeiro, um professor, algum adulto da família com quem ela tenha mais intimidade e que acredite nela. Se não, se ninguém acreditar, vai com ela à Comissão de Protecção de Crianças e Adolescentes em Perigo, à polícia ou a um tribunal. Por todas as razões e porque ela pode engravidar, apanhar uma doença de transmissão sexual, etc, é urgente pôr fim a isso e fazer com que os criminosos sejam levados a assumir as responsabilidades por esse crime.
É essencial que ela seja ajudada e que não tenha medo, apesar de ir passar alguns momentos desagradáveis. Mas ela que fique ciente de que não tem culpa nenhuma, porque a mini-saia não adianta nada: uma pessoa não pode ser violada, mesmo que ande nua. Só o próprio é dono do seu corpo e ela não pode cair na chantagem que esses homens estão a fazer com ela. Ela é a vítima, não uma cúmplice.

domingo, 1 de abril de 2012

Vibradores

PERGUNTA:
Gostaria de saber se ao utilizar um vibrador, há probabilidades de perder a virgindade (rebentando o hímem).

RESPOSTA:
Sim. Se o vibrador for utilizado para penetrar a mulher, é como um pénis.
Se é como um pénis, fará o mesmo que o órgão normal numa relação sexual consumada: rompe (não "rebenta") o hímen.
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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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