quinta-feira, 31 de maio de 2012

Adolescência: quais os sinais?

Eu tenho uma grande dúvida. Tenho treze anos e ainda não tenho seios e não sei o que se passa comigo - serei normal? E mais outra pergunta: de há uns tempos para cá comecei a notar nas minhas cuecas uma coisa branca pegajosa; não sei o que é e não tive coragem de contar a minha mãe o que tenho. Estarei doente? Explicam-me o mais rápido possível? Obrigado. Até á próxima.

Resposta
O que te está a acontecer é perfeitamente normal.
Chama-se puberdade e adolescência. O teu peito crescerá regularmente (muito ou pouco, dependendo de factores genéticos) por esta altura e virá a menstruação.
Essa "coisa branca e pegajosa" tem a ver com o desenvolvimento - mas só se não cheirar mal - se for esse o caso vai já ao médico.

Dá-te um bocadinho de tempo: algumas raparigas desenvolvem-se mais depressa, outras mais devagar. Vai com calma.
E se a tua mãe for uma pessoa aberta, fala com ela - ela já passou por isso e é o mais sensato: ela não está contra ti.

terça-feira, 29 de maio de 2012

1.ª vez: sangrar

Olá, tudo bom?Olhem, eu gostava que me respondessem a duas perguntas: 1.ª: É normal uma rapariga sangrar na 1.ª vez que tem relações sexuais? Ou sangrar e não sangrar é igual...? 2.ª: O que deve a rapariga fazer se sangrar? 3.ª: Como ultrapassar a vergonha do depois de ter relações pela primeira vez.. Obrigado e respondam o mais depressa possível.

Resposta:
Esse "deitar sangue" é normal, mas não penses que é um rio... É um bocadinho só. Contudo, como bem comentas, há raparigas que não sangram, são as que têm o hímen elástico. Nenhuma rapariga sabe como vai ser quando for a sua primeira vez, mas isso não é o mais importante.
O mais importante é gostarem um do outro e terem prazer juntos. Irem com calma, com carinho, etc.

A primeira vez nem sempre é boa, como nos querem fazer crer... Há inexperiência, expectativa, medo...
Quanto à vergonha.. Essa não percebemos. Vergonha, porquê? É um acto natural. Sai à rua, olha em volta para as pessoas e tenta descobrir: aquele fez sexo, aquele não, aquele... É impossível, não é? Pois, também o será no teu caso. Se calhar o que vais ter é um brilhozinho nos olhos...

Mas à pergunta sobre o que deve fazer a rapariga se sangrar a resposta é... nada. O sangramento é pequenino, limpa-se e pronto. É como se fosse uma feridinha que pára de sangrar depressa e por si.

domingo, 27 de maio de 2012

"Eu gosto de pés"

Há uns tempos atrás reparei que tenho um gosto diferente dos demais meninos (gosto de pés, principalmente solas); gostaria de saber o ponto de vista feminino diante deste facto. Obrigado!

Resposta:
Numa relação afectiva há sempre partes do corpo que nos atraem mais. Se no teu caso são os pés, pois são os pés!
Não deixes é que esse "gosto" se torne numa obsessão e "esconda" tudo o resto - que é bem mais importante.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Contactos Úteis

Encontre aqui os contactos de entidades que o poderão aconselhar e ajudar.

• APF (Associação para o Planeamento da Família) - Sede Nacional 

• APF - Associação para o Planeamento da Família - Delegação de Lisboa 

• APF - Associação para o Planeamento da Família - Delegação do Porto 

• APF - Associação para o Planeamento da Família - Delegação Regional do Alentejo 

• Associação ILGA Portugal 

• CAOS - Centros de Atendimento e Orientação sobre Sexualidade 

• Centro APARECE 

• Centro de Saúde de Sintra-Queluz (Lisboa) 

• Centro de Saúde Sintra-Agualva (Lisboa) 

• Centro de Saúde Albufeira (Algarve) 

• Centro de Saúde Benfica (Lisboa) 

• Centro de Saúde da Calheta de São Jorge (Açores) 

• Centro de Saúde de Algueirão-Mem Martins (Lisboa) 

• Centro de Saúde de Amadora-Buraca (Lisboa) 

• Centro de Saúde de Amadora-Damaia (Lisboa) 

• Centro de Saúde de Amadora-Reboleira (Lisboa) 

• Centro de Saúde de Amadora-Venteira (Lisboa) 

• Centro de Saúde de Barrocas (Porto) 

• Centro de Saúde de Carvalhosa (Porto) 

• Centro de Saúde de Faro (Algarve) 

• Centro de Saúde de Mira Sintra (Lisboa) 

• Centro de Saúde de Olhão (Algarve) 

• Centro de Saúde de Portimão (Algarve) 

• Centro de Saúde de São Jorge de Arroios (Lisboa) 

• Centro de Saúde do Carmo (Madeira) 

• Centro Regional de Saúde (Madeira) 

• Centro Regional de Saúde de Porto Moniz (Madeira) 

• Centro Regional de Saúde do Funchal (Madeira) 

• Centro Regional de Saúde Ribeira Brava (Madeira) 

• Centro Regional Saúde de Câmara Lobos (Madeira) 

• Centro Saúde da Foz do Douro (Porto) 

• Centro Saúde do Bonfim (Porto) 

• Centros de Saúde de Tavira (Algarve) 

• Comissão Nacional de Luta Contra a Sida 

• Consulta de Ginecologia para Adolescentes 

• Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada (Açores) 

• ESPAÇO S 

• Gabinete de Atendimento a Jovens - #Chat (Oeiras) 

• LAISH - Linha de Apoio e Informação sobre Homossexualidade 

• Linha da Sexualidade Segura 

• Linha Saúde Pública 

• Linha SIDA 

• Queres Saber 

• Queres Saber? 

• Sexualidade em Atendimento 

• Sexualidade em Linha 

• Sexualidade Juvenil 

• Sexualidade Segura 

• SOS Grávida - Lisboa 

• SOS SIDA 

• UNAIDS 

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Sempre pronto para o sexo

Errado.
Existe uma "exigência social" que impõe ao homem uma postura de obrigatoriedade face ao sexo. Ou seja, "homem que é homem" deve (sempre) "estar a fim". Não será uma carga muito grande? A verdade é que isso é um mito. O homem nem sempre está disponível para o sexo. Tal como várias outras características, isso varia com a idade e as características de cada indivíduo. Normalmente, o jovem do sexo masculino tem maior disposição para a actividade sexual porque tem mais apoio social para procurar alívio sexual que uma jovem mulher. Mas, em qualquer idade, ao longo do dia, a vontade de ter actividade sexual pode variar e é absolutamente normal, em determinadas ocasiões, um homem não apresentar desejo sexual algum.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

SIDA: Uma mulher seropositiva não pode engravidar

Errado.
Para muitas pessoas, não directamente afectadas pelo VIH, os termos "infecção com o VIH" e "SIDA" encontram-se directamente relacionadas com uma doença grave, a invalidez e a morte. Nem conseguem acreditar que os seropositivos pensem sequer em ter filhos. Contudo, graças aos medicamentos actuais, a infecção tornou-se uma doença crónica, algo com que os seropositivos têm de viver. Tecnicamente, uma mulher seropositiva pode ter uma criança sem que esta nasça contaminada pelo vírus VIH.
Sem qualquer tratamento médico, o risco de infecção é muito elevado (até 40%). Mas, com um tratamento adequado, este risco pode ser reduzido para menos de 2%.

Geralmente, a mãe infectada com o VIH é tratada com medicação antiretroviral, pelo menos durante os últimos três meses de gravidez. Se esta não tiver recebido terapia contra o VIH e se o seu estado de saúde o permitir, muitos médicos esperam até à 32.ª semana para iniciar a terapia. Se já está a tomar medicamentos antiretrovirais e se se encontrar em boas condições de saúde, os médicos podem considerar uma pausa na terapia durante os primeiros três meses de gravidez (até à conclusão da formação dos órgãos do feto).

Durante o parto, na maioria dos casos, a mãe recebe AZT por via intravenosa. Uma cesariana planeada antes de rebentarem as águas pode evitar que a criança seja exposta ao sangue e às secreções maternas reduzindo significativamente o risco de transmissão durante o parto.

O recém-nascido é normalmente tratado com AZT imediatamente após o nascimento e durante as primeiras quatro a seis semanas de vida. Uma vez que o vírus pode ser transmitido através do leite da mãe, os médicos não recomendam a amamentação do bebé.

Note-se que a terapia actual de combinação antiretroviral é muito dispendiosa. Não são apenas os medicamentos, mas também os testes periódicos necessários, como a determinação da carga viral e a contagem das células T no sangue do paciente.

Se o pai for seropositivo, a situação é mais simples, pois o esperma pode ser "lavado", o que significa que as células vivas do esperma podem ser separadas dos vírus. O esperma sem vírus é usado para uma inseminação artificial ou para uma fertilização in vitro.

sábado, 19 de maio de 2012

Saúde: Só as mulheres com mais de 45 anos têm cancro da mama

Errado.
Embora a incidência do cancro da mama aumente com a idade, aos 30 anos, ele atinge uma em cada 3000 mulheres e uma em cada 250 mulheres, aos 40 anos. A prevenção é essencial, pelo que a observação regular (auto-exame) dos seios e o rastreio são fundamentais. À medida que o rastreio do cancro da mama tem vindo a ser implementado, vão-se descobrindo cancros em formas mais iniciais, com o consequente benefício quer a nível do tipo de tratamento, quer ao nível da sobrevida da doença. E é preciso não esquecer que, quando os casos são detectados a tempo, cerca de 80 a 85% das biopsias mamárias são benignas.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Saúde: Masturbação "a mais" faz mal?

Não, não é verdade. A masturbação não é causa directa de impotência, nem de cegueira, surdez, problemas mentais, crescimento de pêlos nas palmas das mãos, aparecimento de borbulhas, desenvolvimento anormal dos seios dos rapazes ou qualquer dessas ideias patetas que por aí circulam. O mesmo se aplica à masturbação feminina.
Afinal, o único tipo de prática sexual que não tem consequências sérias conhecidas é a masturbação.

Aproveitamos para esclarecer que a masturbação é qualquer processo utilizado para a auto-excitação e o alcançar do orgasmo. Na maioria das vezes, é feita através do estímulo manual e ritmado das zonas mais sensíveis dos órgãos sexuais (geralmente, o pénis nos homens e o clitóris ou os seios nas mulheres).

Existe uma "sexualidade auto-erótica", que por vezes começa com a masturbação, pois há na adolescência uma evolução psicológica que leva o jovem a centrar-se em si e na sua imagem corporal. Mas a masturbação não é necessariamente um acto solitário. Mais tarde, a masturbação mútua, executada pelos elementos do casal, pode contribuir para um melhor conhecimento e um aprofundar da sua intimidade.

terça-feira, 15 de maio de 2012

É preciso usar soutien desde o início?

Na maior parte das raparigas, os seios começam a desenvolver-se entre os 9 e os 13 anos. Muitas vezes (para grande desespero das protagonistas) o crescimento dos seios não é simétrico, podendo até ser acompanhado de algumas dores.
Esta sensação de dor e desconforto pode ser aliviada com a utilização de um "suporte" adequado a cada caso (e a oferta é abundante). Se uma rapariga tem os seios pequenos e não sente qualquer tipo de desconforto, não é "obrigatório" usar soutien.

É preferível que, nesta fase, se usem peças de algodão ou de outro tecido que permita a respiração da pele, não demasiado justas e sem peças (como aros de metal) que possam magoar.

domingo, 13 de maio de 2012

Saúde: circuncisão

Errado.
Embora actualmente muitas pessoas ainda pensem que ser circunciso é uma característica exclusiva dos homens que prefessam a religião judaica, o facto é que se calcula que, em todo o mundo, um em cada sete homens é circuncisado. Na Europa a percentagem de homens circuncidados varia entre 4% e 10%. Na Austrália e Canadá ela atinge 40% e, nos Estados Unidos da América, 80% dos homens.

Mas o que é a circuncisão?
A circuncisão é uma pequena cirurgia do pénis que consiste na remoção do prepúcio (a pele que reveste a glande – a extremidade do pénis). Da intervenção resulta uma costura a toda a volta da zona cortada. É uma operação que pode ser feita com anestesia local e que não implica internamento. Os pontos podem causar algum incómodo, mas caem ao fim de cerca de uma semana.

Contrariamente ao que sucedia há alguns anos atrás, a circuncisão sem razões médicas ou religiosas, tem vindo a ser desaconselhada pelos médicos. Considera-se que uma boa higiene do pénis oferece todas as vantagens da circuncisão de rotina.

As razões que mais frequentemente levam os homens a serem submetidos a esta cirurgia são: balanite recorrente, maus (ou inexistentes) hábitos de higiene, infecções urinárias, razões sociais ou religiosas, fimose, parafimose.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Saúde: as adolescentes não têm síndrome pré-menstrual.

Antes de tudo, será melhor recordar o que se designa "síndrome pré-menstrual". Trata-se de um conjunto de sintomas que, de forma cíclica surgem associados à fase luteínica do ciclo menstrual e que, em alguns casos, devido à sua intensidade, podem até perturbar o seu quotidiano.

Os sintomas podem inculir dores musculres localizadas sobretudo na zona púbica, dores de cabeça, retenção de líquidos, tensão mamária, falta de concentração, irritabilidade, intensa e breve sensação de calor, etc..

As adolescentes podem sofrer de síndroma pré-menstrual.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Pénis: quanto maior melhor?

Errado.
As ideias falsas (e muitas vezes despropositadas) que existem em relação ao tamanho do pénis são, desde há muitos anos para cá, causa de angústia para muitos homens. Persiste no imaginário popular a ideia de que quanto maior é o pénis mais prazer se sente.

A verdade é que, quando pénis de diferentes tamanhos ficam erectos, a diferença de tamanho tende a desaparecer. Além disso, a vagina é flexível e adapta-se aos vários tamanhos de pénis.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Menstruação: as mulheres que estão "com o período" não podem fazer ginástica

Errado! (excepto em alguns casos pontuais)
E começamos desde já por esclarecer: há efectivamente mulheres que sentem dor e mal-estar durante o período menstrual, um quadro que fará com que a actividade física (e não apenas no contexto da disciplina de Educação Física) se torne mais ou menos penosa.

No entanto, na maior parte dos casos esta ideia está errada. Tão errada, como aquelas que afirmam que uma mulher que esteja menstruada:
- Não deve tomar banho e/ou lavar a cabeça.
- Não deve praticar qualquer desporto.
- Não deve ter relações sexuais.
- Não deve comer gelados.
- Não deve bater bolos.
- Não deve andar descalça.
- Não deve ir à praia.
- Etc., etc., etc..

Estas crenças têm uma origem cultural e baseiam-se na ideia antiga e errada de que o sengue menstrual seria impuro e, por isso, de algum modo, «contaminaria». Assim, a mulher era (e, infelizmente, ainda é, em certas regiões do planeta) considerada «impura» durante o período menstrual. Existem, em obras antigas, descrições de todos os malefícios que uma mulher menstruada podia causar.

Importa salientar que tais ideias não têm qualquer fundamento. O período menstrual é algo absolutamente natural, um período durante o qual a mulher pode e deve fazer a sua vida normal.

sábado, 5 de maio de 2012

Homossexualidade: sinais de identificação

Essa não é uma afirmação correcta.
Além de a maior parte das pessoas assumir à partida que todos os indivíduos são heterossexuais (sobretudo os que conhece, raramente pensando que um deles possa ser homossexual), existe também uma imagem estereotipada de qual é a aparência "típica" desses indivíduos. Uma imagem que, regra geral, considera que todos os gays têm uma aparência efeminada e que todas as lésbicas têm atitudes másculas. O facto é que pessoas com estes maneirismos existem, sim, (e cada um de nós tem o direito de vestir-se e comportar-se como quiser desde que isso não interfira com a liberdade/dignidade de outrem) mas são uma minoria.

O facto é que se, de repente, os homossexuais fossem identificados por algo muito evidente, essas pessoas ficariam surpreendidas com a quantidade de indivíduos (parte do seu quotidiano) que são homossexuais e que não exibem as tais características "típicas" que lhes atribuem.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Homossexualidade: Podemos escolher ser homossexuais ou heterossexuais.

O facto de nos apaixonarmos por pessoas de sexo igual ou diferente do nosso parece ser influenciado por vários aspectos.
Quando questionadas quanto a este tema, a maior parte das pessoas dirão que a sua orientação sexual foi algo que surgiu naturalmente. Tão naturalmente que "lutar" contra aquilo que realmente somos (seja o que for) pode resultar num grande conflito interno. Ou seja, podemos tentar contrair a nossa vontade (que nos impele numa ou noutra direcção) e, frequentemente, tentar escolher a direcção que aqueles que nos rodeiam definem como "certa" - mas será a nossa?

terça-feira, 1 de maio de 2012

Homossexualidade: é "normal" ser homossexual?

Afinal, o que é ser "normal"? Quem é que se pode outorgar o direito a definir a "normalidade" no que toca a opções sexuais que, claro, não infrinjam aspectos basilares da lei ou dos Direitos do Homem? Se recorrermos a uma abordagem "quantitativa", o facto é que estudos recentes indicam que uma parte já considerável da população mundial (cerca de 10%) é assumidamente homossexual.
Mas o facto a reter é que cada um é como é, e ser homossexual não é de todo sinónimo de ser "anormal".
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Postagens populares

Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Recomendamos ...

Arquivo do blog