segunda-feira, 25 de junho de 2012

Os top 8 mitos sobre a pílula… e a verdade

Um dos medicamentos mais conhecidos e receitados em todo o mundo, a pílula contraceptiva faz parte do dia-a-dia de mais 100 milhões de mulheres. No entanto, desde o seu lançamento em 1960 que a pílula tem estado envolta em dúvidas e certezas, mitos e factos. Será que o mais conhecido ainda continua a ser o mais temido? Procure as respostas para as suas dúvidas. 


1. O mito:As pílulas são todas iguais. 
A verdade: Existe uma enorme variedade de pílulas contraceptivas no mercado e nem todas são iguais. As mais comuns são as pílulas que contêm estrogénio e progestina, no entanto, existe outro tipo de pílula que apenas contém progestina. As diferentes marcas dos contraceptivos orais podem conter doses diferentes destas hormonas ou então libertar doses diferentes em alturas distintas na toma de cada caixa. Quando tomada de forma correcta, a pílula tem uma acção anticoncepcional excelente (cerca de 99.7% de fiabilidade) mas, como existem diferenças, estas podem manifestar-se nos benefícios e nos efeitos secundários, dependendo da marca. 

2. O mito:Mulheres com mais de 35 anos não podem tomar a pílula. 
A verdade: Mulheres saudáveis que não fumam podem, na maior parte dos casos, tomar a pílula até chegarem à menopausa. Para além das várias doenças associadas à dependência do tabaco, as fumadoras têm maior probabilidade de desenvolver problemas de saúde associados à toma da pílula contraceptiva. Por isso mesmo, é desaconselhada a sua toma em mulheres fumadoras com mais de 35 anos. 

3. O mito:A pílula não é um medicamento seguro. 
A verdade: A pílula é um dos medicamentos mais estudados e prescritos em todo o mundo, estimando-se que cerca de 100 milhões de mulheres tomam-na diariamente. Como com qualquer medicamento, existem, naturalmente, alguns riscos de saúde relacionados com a pílula, mas os efeitos secundários graves são extremamente raros. Por exemplo, é mais comum ocorrerem coágulos de sangue numa mulher grávida do que numa mulher que toma a pílula. Embora a pílula (ou uma determinada marca) não seja a ideal para todas as mulheres, por norma, é extremamente eficaz e ainda tem alguns benefícios de saúde. 

4. O mito:As mulheres que tomam a pílula durante longos períodos devem fazer uma pausa de vez em quando. 
A verdade: Hoje em dia não faz qualquer sentido uma mulher fazer uma pausa de um mês ou mais por ano na toma da pílula, até porque isso seria ir contra o objectivo principal da mesma. Fazer a chamada “pausa da pílula” pode aumentar a hipótese de uma gravidez não desejada, mas também pode implicar voltar a sentir os efeitos secundários que normalmente afectam as mulheres nos primeiros meses da toma – sensibilidade nos seios, dores de cabeça, náuseas, hemorragias – quando retomar a velha rotina. 

5. O mito: A pílula causa infertilidade. 
A verdade: Independentemente do período de tempo durante o qual uma mulher já toma a pílula contraceptiva, não existe qualquer ligação entre o medicamente e a infertilidade. A fertilidade surge quase imediatamente após a cessação da toma da pílula.

6. O mito: A pílula protege contra doenças sexualmente transmissíveis, por isso, se a toma não há necessidade de usar preservativo. 
A verdade: A pílula não oferece qualquer protecção contra a contracção de VIH/SIDA ou qualquer outra doença sexualmente transmissível (DST). Nestes casos, a única forma de prevenir é utilizar sempre um preservativo, independentemente da toma da pílula ou não. 

7. O mito: A pílula faz engordar. 
A verdade: Este é um dos mitos mais comuns em torno da pílula contraceptiva. Estudos científicos já provaram que não existe nenhuma ligação entre a pílula e o aumento de peso. Porém, o estrogénio presente neste medicamento pode contribuir para que muitas mulheres se sintam “inchadas”, no entanto, este é um sintoma que acaba por desaparecer com o tempo. Como muitas mulheres iniciam a toma da pílula ainda muito novas, esta acaba por coincidir com as fases de desenvolvimento do corpo feminino, onde as flutuações de peso são comuns. 

8. O mito: A pílula causa cancro. 
A verdade: Apesar da relação entre a pílula e o cancro ainda estar a ser alvo de profunda investigação, já existem algumas possíveis conclusões acerca desta questão. Estudos efectuados dizem que a pílula contribui para a diminuição de risco de alguns tipos de cancro, nomeadamente o cancro dos ovários e o endométrio (50%) e, na maior parte dos casos, esta protecção mantém-se mesmo quando a toma da pílula é cessada. Por outro lado, a toma da pílula pode estar associada ao aumento de risco de cancro da mama, mas esta é uma questão ambígua: as mulheres que não têm filhos ou que os têm tarde, têm um maior risco de sofrer de cancro da mama e, por este motivo, é difícil determinar se a hipótese de contrair a doença está relacionada com a pílula ou com a maternidade tardia. O efeito da pílula contraceptiva no risco de cancro cervical ainda é desconhecido. Fonte: Os top 8 mitos sobre a pílula… e a verdade | Planeamento Familiar

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Ardor vaginal

Mensagem: 
As vezes, magoa-me quando acabo o acto sexual. Fica-me a arder a vagina. Será que é melhor dar um "descanso" e só quando estiver "boa" continuar a praticar sexo? Ou isso é normal? Ajudem-me! 

Resposta: 
O ardor que referes pode ser alguma inflamação que deveria ser vista por um médico, pois não é normal. Consulta rapidamente um ginecologista, ok?

terça-feira, 19 de junho de 2012

Contracepção

A contracepção é qualquer processo que evite a fertilização do óvulo ou a implantação do ovo. Os métodos de contracepção são múltiplos, podendo ser classificados de acordo com o seu objectivo em barreiras mecânicas e químicas, impeditivas de nidação e contracepção hormonal.


Barreiras mecânicas
Impedem o encontro entre o espermatozóide e o óvulo.
Preservativo masculino – Manga em forma de saco, de borracha (látex) muito fina. É colocado no pénis antes da relação sexual e recolhe o sémen num reservatório que tem, impedindo que ele entre na vagina.
Preservativo feminino – Manga em forma de saco colocado na vagina, recobrindo-a internamente.
Diafragma – Dispositivo de borracha em forma de cúpula que é inserido na vagina antes da relação sexual. Cobre a entrada no útero impedindo a passagem dos espermatozóides. Devido a terem diferentes tamanhos, a sua adaptação deve ser feita por um médico.
Barreiras químicasSubstâncias que matam os espermatozóides.
Espermicidas – Espumas, cremes ou óvulos colocados na vagina antes da relação sexual.
Impeditivos de nidaçãoAparelhos que impedem a implantação do óvulo fecundado no útero.
Dispositivo intra-uterino (DIU) – Pequeno dispositivo de metal ou plástico, de formas variadas, inserido no útero por um médico.
Contracepção hormonalComprimidos de hormonas sintéticas
(estrogénio e progesterona) que impedem a ovulação
Pílula – Deve ser tomada diariamente durante 21 dias consecutivos, seguido de uma paragem de 7 dias.
Métodos naturaisBaseiam-se na determinação através de diversas técnicas de observação, do momento de ovulação da mulher. São altamente falíveis em mulheres jovens e não devem ser aconselhados a casais sem vida sexual estável.
Método do calendário – Anotando o dia em que surge a menstruação, durante uns meses, é possível calcular a altura da ovulação.
Método das temperaturas – Implica a verificação diária do temperatura da mulher. Sabendo que a temperatura desce um pouco antes da ovulação para subir de seguida, é possível também determinar a altura do período fértil.
Método de billings – Determina os períodos férteis da mulher com base na secreção e propriedades da mucosa produzida no colo do útero.
Métodos definitivosA forma mais segura de evitar a gravidez pela esterilização,
já que implicam uma intervenção cirúrgica.
Laqueação de trompas – É o corte ou o bloqueio das trompas de Falópio na mulher, que impede que o óvulo seja “encontrado” pelos espermatozóides.
Vasectomia – A vasectomia é o corte ou o bloqueio dos canais deferentes no homem, impedindo assim a saída dos espermatozóides na ejaculação.

domingo, 17 de junho de 2012

Sexualidade



...”Uma energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura e intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; ela influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e por isso influencia a nossa saúde física e mental.”



CONTEÚDOS DA EDUCAÇÃO AFECTIVA E SEXUAL


1 – Desenvolvimento afectivo-sexual humano

1.1 – Atitudes face à sexualidade: perspectivas histórica e multicultural.
1.2 – Evolução afectivo-sexual ao longo da vida.
1.3 – Factores culturais e sociais na sociedade Ocidental: a cultura juvenil; papeis de género; estereótipos de género e outros factores sociais.


2- Factores de risco e de protecção associados à actividade sexual

2.1- Conceito de “saúde sexual”
2.2- Estatísticas relativas aos comportamentos de risco
2.3- Modelos explicativos das condutas de risco na sexualidade;Orientações para melhorar a eficácia das intervenções
2.4- Estilos de vida saudáveis relativamente aos afectos e à sexualidade


3- Educação afectivo-sexual

3.1- Legislação sobre a educação sexual e sua operacionalização progressiva, desde o Projecto Educativo de Escola até ao Plano Curricular de Turma
3.1- Papel dos diferentes agentes educativos: as condições desejáveis e as reais
3.2- Modelos de educação sexual
3.3- Serviços governamentais ou não para apoio à educação e promoção da “saúde sexual”

3.4- Componente informação na educação sexual:

- Anatomia e resposta sexual humana
- Funções da sexualidade
- Variabilidade do comportamento sexual humano
- Métodos anticoncepcionais
- Doenças sexualmente transmissíveis
- Serviços comunitários.


3.5- Componente motivacional na educação para a saúde sexual:

- Mediadores afectivos na comunicação ( compreensão empática, escuta activa, aceitação incondicional e respeito, confidencialidade- técnicas de “counseling”)
- Estratégias para “fazer passar a mensagem” (ex. estudo de casos, role play exposições, transversalidade curricular, informação relevante e adequada `a pessoa e à faixa etária, métodos activos e participativos, como dinâmicas de grupo, recurso a mediadores juvenis, envolvimento da família)
- Estratégias para fomentar a auto-estima, a auto-eficácia, a aceitação de si próprio enquanto ser sexuado
- Internalização da percepção do controlo.


3.6- Componente de desenvolvimento de competências:

- Compreensão das emoções e sentimentos em si e nos outros
- Resolução de problemas
- Comunicação em geral e em especial a assertividade e a negociação
- Projectos de vida e formulação de planos pessoais na área afectivo-sexual
- Clarificação de valores
- Processos de tomada de decisão.


4- Intervenção na comunidade

4.1- A sensibilização e cooperação com a família
4.2- As parcerias com a comunidade, em especial os serviços de saúde.





Sexualidade ao Longo daVida


Introdução

A forma como a sexualidade aparece e se manifesta, é um tema que sempre suscitou muita controvérsia. O debate centrou-se principalmente na questão: é a sexualidade aprendida ou determinada por factores biológicos? Para uns, a sexualidade é sobretudo devida às hormonas que alteram a química do nosso organismo. Para outros, o que é determinado biologicamente são os orgãos sexuais, porque o resto é adquirido através da aprendizagem.

As investigações realizadas para saber até que ponto existe uma determinação ou responsabilidade biológica no interesse sexual, não têm tido resultados consistentes. Ou seja, os resultados não conseguem apontar claramente para que a sexualidade humana seja directamente devida apenas a factores biológicos.

Existem no entanto muitas evidências de que a sexualidade é aprendida, portanto, grande parte do nosso interesse sexual é resultado da aprendizagem. Esta depende de dois factores básicos: o tipo de ambiente social em que se vive e as experiências concretas ou específicas que se tiveram nesse ambiente social.

Assim, pode-se dizer que a sexualidade, depende certamente de factores biológicos e da aprendizagem, tendo esta no ser humano um papel importantíssimo. Mas a aprendizagem não ocorre em pacotes ao mesmo tempo para todas as pessoas. As pessoas diferem não só na rapidez com que aprendem mas também na forma como arrumam essas aprendizagens até formar um conceito de sexualidade.

É pois importante não esquecer que as idades assinaladas são referências para facilitar a compreensão do desenvolvimento sexual no ser humano, que não são seguidas de forma rígida e igual para todas as pessoas.



Infância (dos 0 aos 2 anos)

A capacidade do corpo humano mostrar uma resposta sexual está presente desde o nascimento, por exemplo, os bebés do sexo masculino têm erecções. No sexo feminino não existem indicações tão claras da resposta sexual, no entanto, tendo em conta a semelhança da resposta fisiológica sexual entre ambos sexos, parece razoável pressupor que os bebés do sexo feminino possuam uma resposta sexual semelhante aos do sexo masculino.

Masturbação
A masturbação é observada na forma de carícias aos genitais. Apesar de que existam dúvidas sobre o quão conscientes estão os bebés em relação ao comportamento, não parecem existir em relação ao facto de que parecem estar envolvidos numa actividade de auto-estimulação sexual prazenteira. Ao longo do desenvolvimento da criança são observáveis períodos mais claramente centrados nos genitais e de "jogo sexual". Ao longo dos anos a maior parte dos rapazes e raparigas progridem de uma estimulação não pensada dos genitais para a masturbação propriamente dita entre os 6 e os 8 anos. A ocorrência de orgasmos fruto da masturbação é possível mesmo com tenra idade, embora a ejaculação nos rapazes não seja possível antes da puberdade.

A masturbação é uma forma de expressão sexual normal e natural da infância. Não é, de forma alguma, sinal de patologia ou problema. Se não existir nenhum tipo de repressão por parte do meio envolvente, o desenvolvimento normal será o descrito acima.

Encontros Sexuais Criança – Criança
O desenvolvimento sexual dos bebés e jovens crianças, tem as mesmas características do desenvolvimento dos outros comportamentos infantis. Assim nos primeiros tempos o comportamento sexual é tipicamente centrado no próprio e de tipo masturbatório. Só mais tarde é que se começam a desenvolver comportamentos afectivos ou sexuais que envolvem outra pessoa, do mesmo sexo ou de sexo oposto.

Experiências Sensuais Não Genitais
Ser acariciado e embalado pode ser uma experiência tenra e sensual. De facto experiências deste tipo desde tenra idade podem influenciar as reacções à intimidade e comportamentos carinhosos na idade adulta. Parece verificar-se no entanto, que em relação a este aspecto as crianças dividem-se em dois grupos, as crianças que gostam de ser acariciadas e as crianças que mostram um certo desconforto e rejeição ao contacto físico, o que indicia dois padrões diferentes de personalidade.

Vinculação
A qualidade do relacionamento com os pais desde tenra idade, pode ser de grande importância para os relacionamentos emocional e sexual que mais tarde surjam. A vinculação é um laço afectivo que se estabelece nas horas após o nascimento e que continua pelo período da infância, adolescência e até idade adulta (com algumas modificações derivadas do próprio desenvolvimento). A vinculação também pode ocorrer com outras pessoas da família ou muito próximas (além dos pais). A qualidade destas vinculações, se são seguras, inseguras, evitantes ou ambivalentes, parecem afectar a capacidade de vinculação emocional da pessoa na idade adulta.

Tomada de Conhecimento das Diferenças entre Rapazes e Raparigas
Entre os 2 e os 2 1/2 anos as crianças apercebem-se de que género são, masculino ou feminino. Embora de início creiam que as diferenças estão no tipo de roupa ou corte de cabelo, por volta dos 2 1/2 anos têm pelo menos uma vaga ideia da existência de diferenças na zona genital e na posição adoptada ao urinar.


Infância (dos 3 aos 7 anos)


Nesta altura existe um aumento do interesse em geral pelas coisas que rodeiam a criança, o mesmo ocorrendo em relação ao interesse e actividade sexual.




Masturbação
As crianças ganham pouco a pouco experiência na masturbação, embora nem todas as crianças se masturbem durante este período. É também durante este período que aprendem que a masturbação é algo que se faz em privado.

Comportamento Heterossexual
A sexualidade torna-se mais social pelos 4 ou 5 anos, existindo algum jogo heterossexual, como por exemplo "brincar aos médicos". Aos 5 anos aproximadamente, as crianças já formaram um conceito de casamento, pelo menos nos seus aspectos não genitais, apercebem-se de que o sexo oposto é o apropriado para o casamento e comprometem-se a casar quando forem mais velhos, adoptando os papeis de casados no "brincar às casas".

Comportamento Homossexual
Durante o período da infância e pré-adolescência o jogo sexual com parceiros do mesmo sexo pode ser mais frequente que o estabelecido com membros do sexo oposto.

Conhecimento Sexual e Interesses
Aos 3 ou 4 anos as crianças começam a ter algumas noções sobre a existência das diferenças genitais entre homens e mulheres, mas as noções são pouco claras, é apenas aos 5, 6 ou 7 anos, que vão adquirindo uma ideia clara do que são as reais diferenças.

Por volta dos 3 anos existe um claro interesse em relação às distintas posturas utilizadas para urinar. Nesta idade, as crianças são também extremamente afectuosas, adoram abraçar e beijar os pais e chegam até a propor casamento ao progenitor do sexo oposto.

Aos 4 anos o interesse pelas casas de banho e a eliminação, mantém-se sendo comuns jogos em que se "mostram". No entanto, aos 5 anos as crianças tornam-se mais pudicas, desenvolvendo princípios de modéstia e privacidade em redor aos 6 ou 7 anos. Nesta idade vão-se apercebendo igualmente, das restrições sociais existentes em relação à expressão sexual.

As brincadeiras sexuais são nesta idade motivadas principalmente pela curiosidade, constituindo uma parte do conjunto das aprendizagens da infância.



Pré-Adolescência (dos 8 aos 12 anos)


A pré-adolescência é um período de transição entre a infância e a puberdade e adolescência. O interesse e expressão da sexualidade permanecem despertos durante esta fase. Nesta altura dá-se um acordar da sexualidade, que na maioria dos casos não ocorre antes dos 10 anos que é, no entanto, um momento muito significativo.

Por volta dos 9 ou 10 anos a puberdade começa com as mudanças corporais, como a formação dos caroços mamários e o crescimento dos pelos púbicos. O aumento da auto-consciência corporal desenvolve-se até ao ponto em que a criança pode sentir-se desconfortável ao sentir que o progenitor do sexo oposto a está a ver nua.


Masturbação
Durante a pré-adolescência cada vez mais crianças ganham experiência com a masturbação. A forma como o fazem as raparigas é distinta por norma à forma como o fazem os rapazes. Tipicamente os rapazes fazem comentários com os pares, vêm os colegas faze-lo ou lêem coisas sobre o tema, nas raparigas é a descoberta acidental na própria o mais comum.

Comportamento Heterossexual
Em geral existe pouco comportamento heterossexual durante este período, principalmente devido à comum divisão social de rapazes e raparigas em diferentes grupos. No entanto, é durante este período que tomam conhecimento das relações sexuais propriamente ditas pela primeira vez. As reacções a esta nova informação variam entre o choque e o descrédito, sobretudo é muito comum que não consigam acreditar que os pais tenham relações sexuais.

Comportamento Homossexual
É importantíssimo ver a actividade homossexual neste período como uma parte normal do desenvolvimento sexual das crianças. Na pré-adolescência a organização social é essencialmente constituída por grupos de rapazes e raparigas separados, cuja convivência social acaba por ser quase sempre com elementos do mesmo sexo, aos 12 ou 13 anos é o momento em que existe uma maior segregação sexual entre os grupos e ao mesmo tempo existe um maior interesse pelo sexo oposto. Assim, a exploração sexual desta idade é com maior probabilidade de natureza homossexual do que heterossexual.

As actividades sexuais mais prováveis envolvem geralmente a masturbação, o exibicionismo e a exploração dos genitais dos outros. Mas como mencionado anteriormente, o mais provável é que os rapazes façam a sua exploração sexual em grupo, enquanto que as raparigas a façam individualmente.

Namoro
Existe alguma antecipação durante a pré-adolescência dos comportamentos de namoro da adolescência. Jogos que incluam beijos são típicos nas festas ou namorados de faz de conta que geralmente não incluem outros comportamentos que não os beijos.

Em relação aos valores sexuais, os pré-adolescentes tendem a ser conservadores enquanto a tendência dos adolescentes é a de serem progressivamente mais liberais.

Adolescência (dos 13 aos 19 anos)


Neste período dá-se um aumento do interesse sexual devido a vários factores, como as mudanças corporais, o aperceber-se das mesmas, o aumento dos níveis de hormonas sexuais, a crescente ênfase cultural em relação ao sexo e à diferença entres os papeis feminino e masculino.

Masturbação
Nos rapazes existe um grande aumento da frequência do comportamento de masturbação entre 13 e os 15 anos de idade, nas raparigas este aumento parece ser muito mais gradual. Ao longo da adolescência e idade adulta parecem existir algumas diferenças no comportamento sexual entre homens e mulheres, o comportamento masturbatório nos rapazes é mais frequente (ocorre um maior número de vezes) do que nas raparigas, por outro lado a frequência diminui nos rapazes quando estes mantêm relações sexuais enquanto nas raparigas tende a aumentar.

As atitudes em relação à masturbação têm mudado radicalmente neste passado século, tendo aumentado muito a informação sobre a mesma e tendo-se desmistificado muitas crenças. Embora exista um reconhecimento explicito da importância da masturbação (sendo até uma recomendação em terapia sexual), as pessoas continuam a manter sentimentos contraditórios sobre a mesma, como sentir culpabilidade, vergonha ou ainda colocar-se numa atitude defensiva.

Comportamento Homossexual
Uma ou um par de experiências homossexuais durante o período da adolescência, são frequentes para uma certa percentagem dos adolescentes, se incluirmos a excitação sexual com outros jovens do mesmo sexo a percentagem sobe muito.

A grande maioria das experiências homossexuais ocorrem entre os pares e raramente se devem a seduções por parte de pessoas adultas. Muitas vezes estas experiências acontecem de forma bastante ingénua e não premeditada. Os comportamentos homossexuais da adolescência não são indicadores de uma orientação homossexual do adulto.

Comportamento Heterossexual
Durante a fase intermédia e final da adolescência o número de jovens que tem comportamentos heterossexuais e relações sexuais é cada vez maior, assim como existe um aumento da frequência em que os mesmos ocorrem. O comportamento heterossexual aumenta até se tornar na principal fonte de interesse sexual.

Em termos de desenvolvimento individual, a progressão é muito regular começando pelo beijo, continuando pela estimulação dos seios e genitais e terminando com a relação sexual e contacto oral-genital.

Antes da primeira relação sexual os rapazes frequentemente sentem excitação e as raparigas receio, durante a relação as raparigas sentem com maior frequência sentimentos de culpa, pena ou desapontamento, enquanto os rapazes referem com maior frequência sentimentos positivos de alegria e sensação de maturidade, no entanto as raparigas valorizam muito menos a primeira relação sexual que os rapazes.

Com as mudanças culturais é cada vez menos comum manter a virgindade até ao casamento. Os novos comportamentos sexuais na juventude têm diminuído as iniciações masculinas com prostitutas e o recurso a elas. Os jovens têm aumentado muito o seu recurso à estimulação oral-genital assim como ampliado o seu leque técnicas que incluem uma variedade grande de posições durante a relação sexual. Infelizmente também têm sentido uma maior pressão no sentido de um desempenho sexual excepcional.

As atitudes sobre as relações sexuais antes do casamento variam muito com a idade, mas em geral pode dizer-se que existe uma tendência para a aceitação das relações sexuais antes do casamento desde que com afecto. Isto significa que, ao contrário do que se poderia pensar, não se fomentou o sexo impessoal ou casual, pelo contrário, o número de parceiros tende a manter-se baixo e permanece uma clara intenção de fidelidade, embora a duração da relação seja incerta.


A Importância da Sexualidade no Desenvolvimento Psicossocial


Durante o desenvolvimento na infância, adolescência e idade adulta, existem fases de crise ultrapassáveis com maior ou menor facilidade consoante as características de cada pessoa e do meio familiar e social envolvente. Durante a adolescência existem importantes mudanças (tarefas desenvolvimentistas) que o/a jovem tem que realizar, em muitas delas a sexualidade é uma parte essencial no desenvolvimento psicológico. De entre as várias existentes, destacam-se as seguintes:
Tornar-se independente dos pais. A sexualidade é uma forma de expressar a autonomia e independência dos pais.
Estabelecer um sistema de valores morais/éticos próprio e viável. Para muitos adolescentes, algumas das decisões morais mais importantes tomadas de modo independente dos pais, relacionam-se com o seu próprio comportamento sexual. É nesta fase que emerge um sistema pessoal de valores éticos.
Estabelecimento da identidade, especialmente de uma identidade sexual.
Desenvolvimento da capacidade para estabelecer e manter uma relação íntima com outra pessoa.
Conclui-se pois que a sexualidade é uma parte integrante do desenvolvimento psicológico de todas as pessoas.



Meia Idade


Existem muitos mitos falsos sobre a actividade sexual na meia idade (40 – 60 anos). Um deles é que o fim da actividade sexual satisfatória acaba após a menopausa, muitas pessoas acreditaram nisto acabando por torna-lo realidade nas suas próprias vidas. Muitas crianças filhas de pais desta idade, são totalmente ignorantes da actividade sexual de seus pais, acreditando que os mesmos não têm relações sexuais. No entanto, com as atitudes progressivamente mais liberais da nossa sociedade e com os avanços na área da saúde, a importância da intimidade sexual nesta fase da vida tem sido cada vez mais destacada.

A actividade sexual diminui apenas ligeiramente durante as décadas dos 40 e dos 50 anos, as grandes diminuições não se devem normalmente a causas fisiológicas, excepto nos casos de determinadas doenças crónicas, cirurgias, certos medicamentos, e excessos alimentares ou de consumo de álcool. As causas mais frequentes de diminuições acentuadas na actividade sexual nesta fase etária devem-se especialmente à monotonia na relação, preocupações financeiras ou com os negócios, cansaço físico ou mental, depressão, dificuldade em colocar a intimidade sexual como importante, medo de não conseguir erecções, ou falta de um parceiro/a.

Para muitos casais, no entanto, o fim do receio de gravidezes inesperadas e o aumento do tempo de privacidade no casal, permitiram conseguir uma vida sexual mais agradável. Muitas mulheres conhecem muito melhor suas necessidades e desejos, e sentem-se mais livres para tomar a iniciativa aumentando o seu interesse. Por outro lado, como a rapidez da resposta sexual masculina diminui um pouco, os períodos de actividade sexual são mais longos, o que ajuda muitas mulheres a alcançarem seus próprios orgasmos com mais facilidade, e aos casais sentirem maior prazer durante a sua intimidade sexual.

Por vezes durante esta fase da vida surgem preocupações excessivas com o envelhecimento. Estas são muito mais acentuadas na mulher que no homem, pois se as rugas e o cabelo grisalho, são muitas vezes associadas à experiência no homem, nas mulheres é muitas vezes associado a ter iniciado o seu declínio. Segundo a psicologia evolutiva (ramo da psicologia que tenta explicar determinados comportamentos humanos à luz da nossa evolução como espécie), esta diferença deve-se a que durante a meia idade a mulher perde a sua capacidade reprodutiva, enquanto o homem diminui a mesma apenas ligeiramente, assim os sinais na mulher seriam vistos como indicadores de que não seria uma parceira adequada para fins reprodutivos. Numa sociedade que já não valoriza as relações apenas pelos seus fins reprodutivos, a hipervalorização da juventude pode tornar as mulheres especialmente vulneráveis ao envelhecimento.

A auto estima diminui quando a pessoa desvaloriza o seu aspecto físico, um esforço por manter-se saudável, jovem e bem fisicamente, desde que não seja obsessivo, pode ser muito positivo e ajudar a aceitar as mudanças progressivas no seu aspecto físico, até porque durante esta fase as capacidades físicas e mentais podem estar num nível bastante elevado.



Idosos

Até à década de 1960 a sexualidade no idoso não tinha sido reconhecida do ponto de vista físico, após os estudos de Masters & Johnson (1966, 1981) sobre a sexualidade humana, é que se começou a reconhecer a sua existência, muitos outros estudos têm confirmado uma grande diversidade na experiência sexual.

As pessoas com vidas sexuais activas durante a sua juventude, são as que mais provavelmente apresentaram maior actividade sexual, embora o mais importante seja manter uma actividade sexual contínua ao longo da vida. Um homem saudável poderá continuar a sua actividade sexual durante os seus 70 ou 80 anos. As mulheres podem manter uma actividade sexual até ao final da sua vida, e o maior obstáculo que podem enfrentar é a ausência de parceiro.

Naturalmente a actividade sexual nesta fase da vida é diferente de muitas formas. As pessoas idosas sentem menor tensão sexual, têm menos relações sexuais e com menor intensidade física. O tónus muscular que acompanha a relação sexual diminui em ambos os sexos.

Nos homens os níveis de testosterona são mais baixos e demoram mais tempo a conseguir uma erecção e a ejacular, podem necessitar mais estimulação manual e os tempos entre erecções tendem a ser superiores. As erecções podem ser mais curtas e menos firmes, desaparecendo com maior rapidez após a ejaculação. A disfunção eréctil pode aumentar especialmente em homens com doenças cardíacas, hipertensão e diabetes, embora possam existir tratamentos.

Nas mulheres todos os sinais físicos de excitação sexual, como o aumento dos seios, a erecção dos mamilos, o entumescimento dos lábios vaginais e do clitóris, são menos intensos. A vagina pode tornar-se menos flexível e precisar de lubrificação. No entanto a maioria dos homens e mulheres idosos podem alcançar o orgasmo e podem sentir prazer na sua actividade sexual.

Os seres humanos são seres sexuais, mesmo que a doença ou as situações de vida impeçam a expressão sexual, os sentimentos persistem. A expressão sexual pode ser muito satisfatória, principalmente se tanto os jovens como os idosos, o reconhecerem como normal e saudável. Os idosos devem aceitar a sua sexualidade sem vergonha ou constrangimento e os jovens devem evitar ridicularizar ou terem atitudes condescendentes perante os sinais de sexualidade saudável dos idosos. Devem ser dadas condições de privacidade, de aceitação e abertura dos técnicos de saúde que cuidam os idosos à comunicação sobre os problemas relacionados com a actividade sexual, assim como condições de socialização que permitam uma vida saudável e a expressão sexual no idoso.

Bibliografia:
Hyde, Janet Shibley (1982). Human sexuality. (2ª ed.) McGraw Hill.
Mahoney, E.R. (1983). Human sexuality.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Orgasmo feminino

Numa altura em que as mulheres afirmam cada vez mais o que querem, não admira que o prazer seja um tema central. Mas será que as inúmeras teorias e estatísticas centradas no clímax são reflexo da realidade? Em entrevista à saber viver, Marta Crawford, sexóloga, desmitificou alguns tabus relacionados com a sexualidade feminina e analisou aquilo que define como o «momento sublime da excitação sexual, o auge em termos de prazer».Ou, por outras palavras, o orgasmo! Aprenda a tirar (maior) partido do seu corpo e vibre de prazer! 

Qual é a importância do orgasmo? 
O orgasmo não é o objectivo principal. Pode até não ocorrer e a relação ser satisfatória. Contudo, mesmo numa relação ocasional, todo o envolvimento entre as pessoas é importante para atingir o clímax. 

Quais são as principais fases até o clímax? 
O desejo, a excitação e o orgasmo. Por vezes, a excitação surge antes do desejo. Através da estimulação, a excitação é provocada e o desejo da relação sexual acontece. O desejo é estar disponível para interagir sexualmente (ou sozinha) e receptivo à vontade do outro. Neste processo, há alterações fisiológicas, nomeadamente ao nível da respiração, da tensão muscular, da lubrificação (na mulher) e da erecção (no homem). O corpo prepara-se para a relação sexual. O auge é o momento em que as alterações físicas atingem o nível máximo, isto é, o clímax. O orgasmo é subjectivo, uma vez que cada pessoa o vivência à sua maneira, mas é um momento em que há uma espécie de descarga. 

O que distingue o orgasmo feminino do masculino? 
A mulher com a sua capacidade de ter vários orgasmos vive-os de forma mais interessante. O homem vive a sua sexualidade de um modo mais linear, rápido, como se atingir o orgasmo fosse o prémio de consolação. 

Que relação existe entre o ponto G e o orgasmo? 
Tenho um certo descrédito quanto ao ponto G. Penso que o prazer deve existir no sentido de estimular mais a mulher e não de estimular um determinado ponto em particular. 

É possível atingir o clímax via Internet?
Sim, estes meios estão cada vez mais em foco e através da masturbação atinge-se o orgasmo. Diante do ecrã, as pessoas desprendem-se dos seus medos e, como consequência, as conversas tornam-se rapidamente mais íntimas e erotizadas. A única vantagem é impedir as doenças sexualmente transmissíveis. 

Que factores podem impedir o orgasmo?
Os problemas educacionais, medos e preconceitos relativamente à sexualidade podem dificultar o momento de prazer supremo. Se a mulher fez auto-descoberta do corpo, se sente bem quando está nua e na relação com outra pessoa isso leva-a a libertar-se para o orgasmo. Quando não é o caso, é complicado atingir o ponto máximo de excitação. 

Como podemos superá-los? 
Através do diálogo, da capacidade de perceber que há um problema e técnicos específicos para ajudar. É preciso aprender outras alternativas para viver uma sexualidade em pleno. Interessa é que cada um consiga encontrar o equilíbrio no qual ambos tenham satisfação na relação. 

A que especialista se deve recorrer? 
A um sexólogo ou terapeuta sexual para avaliar e tentar resolver o problema. As abordagens dependem do caso e podem ser muito complexas, todavia muitas questões estão relacionadas com o foro sexual e com relacionamento, nomeadamente na conjugalidade, na gestão do quotidiano, nas questões de poder, nas relações com filhos ou na comunicação. 

A dificuldade em atingir o orgasmo pode dever-se a problemas de saúde? 
Normalmente, a maior parte das pessoas que procura ajuda já tem a noção de que, eventualmente, se trata de uma questão psicológica ou vivencial. Pode haver razões físicas, a nível clitoriano, por exemplo, em situações como radioterapia sobre a pélvis, lesões dos nervos da região pélvica e genitália externa, como consequência de acidente, doenças crónicas ou lesão medular. 

A forma como se vive o orgasmo muda ao longo da vida? 
A sexualidade tem imensos tempos e todos podem ser brilhantes até ao fim da vida. As vivências não têm que ter sempre a mesma forma e intensidade. Com o avançar da idade a mulher sente-se mais confiante com o corpo, com a vida e consigo. Terá mais maturidade para uma vivência sexual mais intensa. 

Que técnicas ajudam a melhorar o orgasmo feminino? 
O lubrificante normal facilita a sexualidade, aumenta a excitação e torna mais fácil atingir o orgasmo. Fundamentais são os preliminares! Directamente ligados ao tipo de relação que se tem com o parceiro ou parceira, o respeito que existe entre o casal, a manutenção da relação e as pequenas atenções do dia-a-dia. 

Sexo é sinónimo de orgasmo? 
O sexo é muito mais abrangente, não é apenas o coito. Tudo é sexo desde que os dois queiram e se sintam bem no que estão a fazer independentemente de haver coito ou não. Sexo oral, masturbação, carícias, beijos são comportamentos sexuais e todos eles permitem chegar a um ponto alto de excitação e ao orgasmo. Um último conselho para as leitoras da revista saber viver… Olhe para si, descubra como é a sua vagina, a sua vulva, aprenda a acariciar-se sem ter vergonha de o fazer, porque, de facto, primeiro somos um e depois é que somos dois. Fonte: Orgasmo feminino | Planeamento Familiar

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Amor de infância

Mensagem 
Olá. Eu tenho uma rapariga de quem sou amigo desde os 6 anos. Aos oito anos tivemos uma experiência um pouco "pó" maluca, ela deixava-me mexer na passarinha dela... Coisas estúpidas de crianças, não sabíamos o que estavámos a fazer. Mas penso que ela pode ter ficado um pouco chateada pois foi toda contente dizer à mãe, e esta disse-lhe que o que nós fazíamos era mau. Entretanto mudámos de escola e não nos vimos desde os 10 até aos 12 anos, quando soube a escola em que ela estava. Falei com ela, estava contente em ver-me mas ao fim de uma semana parecia já estar um pouco incomodada. Mas sabia que ela gostava de ter a minha companhia, mas eu como nao tenho muito jeito para falar com raparigas, sabem, não consigo descontrair, penso muito no que vou dizer e quando dou por mim já são horas de ir embora. Não falava muito com ela, mas ela foi sempre a minha fantasia de namoro. Sempre que passo por ela, vejo um sorriso bastante aberto por parte dela, mas sou um pouco tímido e penso que se falar com ela só vou dizer asneiras, de maneira que agora ficamo-nos apenas pelo cumprimento. Este novo ano escolar, agora com 15 anos, fui à escola dela falar com uns meus amigos e aproveitei para perguntar se sabiam alguma coisa dela, e a resposta foi de que ela estava com um rapaz. Fiquei um pouco decepcionado, pensei que ela também fosse tímida. Eu nunca estive com uma rapariga a não ser com ela (em pequeno). Não consigo tirá-la da cabeça, até já pensei em mudar-me para a escola dela, que por acaso fica dois quarteirões abaixo da minha, de maneira que vou quase todos os dias lá, mas raramente a vejo; vou lá mais para 'tar com os amigos. O ponto a que queria chegar era que gostava de saber se haveria alguma maneira possível de a conseguir conquistar. Penso que ela gosta de mim, mas apenas como amigo, e eu não tenho muito jeito com raparigas. Não sei o que lhe dizer, e além disso estou com muitos ciúmes pois ela tem andado com outro rapaz. Desculpem se o texto foi muito longo mas espero que compreendam. Espero que respondam. Obrigado pela vossa atenção. P.S.- A rapariga é muito bonita, loira, inteligente. 

Resposta 
Se calhar já muita coisa aconteceu desde que nos escreveste, mas se tiveste tempo para aguentar o gostares tanto dela, é natural que esteja tudo ainda mais ou menos parecido. Sabes, há duas coisas que vais ter de resolver contigo próprio... 1 - A primeira é o "gostares dela". Vais ter de destrinçar muito bem se gostas mesmo dela - do género de amar mesmo, ter afecto realmente ou descobrires se (como dizes) ela não é mais do que a tua "fantasia de namoro". Talvez devas olhar em volta e descobrir que há muito mais miúdas e que podes estar só a tentar refugiar-te numa ilusão. Talvez tenhas receio de conhecer outras raparigas ou de olhar para outras como "olhos puros" - terás receio de levar uma tampa, uma nega, de uma desilusão de amor? Será que ela te dá a segurança da amizade da infância? Será que para ela o que fizeram enquanto crianças já está esquecido? Será que ela "cresceu" (como tu) e "está noutra"? Repara que ela te liga pouco. És tu que a procuras... A timidez só te acontece com raparigas? Com os teus amigos não há problemas, certo? Sabes porquê, é uma questão de confiança em ti e de com eles não sentires que estás a correr riscos ou a ser julgado. As raparigas têm realmente uma cabeça diferente, mas gostam de conversar e se tu consegues conversar com eles, também saberás conversar com elas - quando se está bem, os assuntos surgem e o silêncio não incomoda. 2 - Gostas mesmo dela? Já "descascaste" as questões do ponto 1? Se gostas mesmo dela, tens de respeitar o facto de ela gostar de outro... Se ela andar com o outro só "porque sim" (pode acontecer), tens a tua oportunidade, mas tudo isso passará por... Falar! É isso, é a parte mais difícil mas a mais essencial. Terás de falar com ela para esclarecer tudo, para dizer o que sentes (é arriscado, mas é honesto) e para correres o risco de levar a tampa da tua vida... Ou não. Não forces, se ela não gostar de ti nem tu a conseguires fazer mudar, também não ia valer a pena ter uma relação que (por esse motivo) nunca iria dar certo. Se o contrário acontecer... Boa Sorte!

sábado, 9 de junho de 2012

Características dos Órgãos Reprodutores Femininos




Características dos órgãos reprodutores femininos
Gónadas
Óvários
Glândulas em forma de amêndoa onde são formados os gâmetas (óvulos).
Vias Genitais
Trompas de Falópio
Canais com 12 a 14 cm de comprimento, que se estendem desde cada um dos ovários até à parte superior do útero. Iniciam-se por uma porção em forma de funil - pavilhão - que envolve parcialmente o ovário.
Útero
Órgão musculoso e oco revestido por uma membrana mucosa chamada endométrio. Divide-se em duas partes: a superior ou corpo, mais volumosa onde vão dar as trompas de Falópio; a inferior, mais estreita, chamada colo oucérvix que comunica com a vagina.
Vagina
Canal muscular que faz a comunicação do útero com o exterior.
Órgãos exteriores
Vulva
Constituída por dois pares de pregas cutâneas - grandes lábios e pequenos lábios - que envolvem os orifícios vaginal e urinário, bem como o clitóris.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A Explorar em Educação Sexual

 1- A João é uma "maria-rapaz". Não gosta de se arranjar e não tem paciência para as conversas das amigas. Prefere jogar futebol e passa muito tempo com os rapazes. Está apaixonada por um rapaz que a vê apenas como um boa amiga. 

Dá-lhe três conselhos! 

 2- O Diogo é muito mais pequenos do que os seus colegas rapazes e está muito preocupado. Pensa que não vai ser um homem igual aos outros. 

 Dá três conselhos ao Diogo que o ajudem a sentir-se melhor! 

 3- A Magda não tem amigas. Pensa que todas as raparigas têm inveja dela por ser muito bonita e atrair muito os rapazes. Por vezes sofre com isso. 

 Dá-lhe três conselhos! 

 4- A Rosário está muito triste porque nunca namorou. Não gosta de se ver ao espelho e acha que não é tão bonita como as outras. 

 Dá-lhe três conselhos! 

 5- A Luísa está a fazer uma dieta porque acha que tem as ancas muito largas. Os colegas consideram que ela está demasiado magra. A Luísa não concorda e vai continuar a fazer dieta. 

 Dá-lhe três conselhos! 

 6- A Sílvia tem 14 anos. É a única rapariga da sua turma que ainda não tem o período menstrual. Está muito preocupada, mas não fala disso com ninguém. 

 Dá-lhe três conselhos! 

 7- O Alberto fica muito embaraçado sempre que se apercebe de que teve "sonhos molhados". Não sabe porque é que isso acontece e costuma esconder os lençóis com vergonha dos pais. 

 Dá-lhe três conselhos! 

 8- O Dinis está convencido de que o seu pénis é mais pequenino do que o dos amigos da mesma idade.

 Dá-lhe três conselhos!

terça-feira, 5 de junho de 2012

8 Dicas para Perder Peso após a Gravidez sem ficar faminta

Actualmente está grávida e sente-se desencorajada quando pensa no trabalho que dará perder peso após a gravidez? Ou talvez seja uma mamãe de primeira viagem que está esgotada e a última coisa em sua mente é ir à academia? Perder peso após a gravidez é sempre uma tarefa complicada para todas mulheres, porém não há motivos para que não volte à velha forma e mais linda do que nunca. De qualquer forma, as seguintes dicas ajudarão a perder o peso ganho durante a gravidez facilmente. 

1- Não Utilize a Gravidez Como Uma Desculpa Para Relaxar 
Gravidez é o momento para tornar-se rigorosa sobre a sua nutrição. Comer “porcarias” irá produzir um bebé pequeno e uma mamãe grande. Use a sua gravidez como um marco para iniciar uma nova vida e acabar com velhos hábitos de comer “porcarias”. Precisa desenvolver hábitos que irão supri-la bem durante a gravidez e tornarão perder peso após a gravidez mais fácil. Ao mesmo tempo, não fique obcecada com o ganho de peso. É comum adquirir entre 12 e 20 quilogramas durante a gravidez, mas isso não deve ser desculpa para você não voltar a usar as suas velhas roupas alguns meses após o parto. Concentre-se em ter uma boa alimentação, manter-se activa e irá perder peso após a gravidez com certeza. 

2- Alimente o Bebé Com Leite Materno 
A amamentação queima em torno de 500-700 calorias por dia. Viu, não é nada mau quando você está apenas sentada no sofá relaxando! Seu corpo ganha entre 4-5 quilogramas durante a sua gravidez especificamente com a finalidade da lactação. O peso extra está em suas coxas para garantir que você terá bastante gordura para queimar a fazer leite para o bebé. Vamos chamar isso de “seguro contra fome”. Porquê, perguntam vocês? Bom, adivinha? Se não amamentar, o peso ganho, não vai a lugar algum! Vários estudos mostram que mães que amamentam seus filhos regressam ao seu peso original mais rapidamente. Amamentar também ajuda o seu útero a contrair-se mais rapidamente de volta ao tamanho pré-gravidez. Além disso, terá um belo decote para mostrar! 

3- Dê Uma Volta Todos os Dias 
Andar a pé é provavelmente o exercício perfeito para as novas mães. Não é estressante para suas articulações (que ainda estão meio “marias-moles” por causa dos hormônios). É gratuito e não exige uma ama ou qualquer equipamento especial. Caminhar expõe-te ao sol, o que ajuda a regular o seu sono, fazendo com que tanto você quanto o bebé durmam melhor durante a noite e, eventualmente, ajuda a prevenir a depressão pós-parto. E pode fazê-lo com uma amiga. Se está dormindo pouco por causa do bebé e não tem vontade de se exercitar para perder peso após a gravidez, ligue para uma amiga e combine de caminhar todos os dias de manhã. 

4- Controle Seus Desejos 
Mães após o parto sentem desejos por várias razões. Uma delas é porque os níveis de serotonina estão caindo, o que leva a desejos por qualquer coisa que tenha açúcar. Substitua a vontade de fazer uma “boquinha” por alguma actividade saudável como brincar com seu bebé ou dar uma volta com seu marido. Outro motivo pelo qual as mulheres sentem desejos pode ser o baixo nível de açúcar no sangue devido a uma nutrição inadequada (comer após longos intervalos ou comer muito açúcar). Mantenha o seu nível de açúcar no sangue sob controle fazendo pequenas refeições frequentes e equilibradas em nutrientes. Mantenha alguns lanchinhos à mão para que possa pegar rapidamente antes de alimentar o bebé. Você precisa de gorduras, proteínas e carboidratos complexos. Coisas como frutos secos, nozes, granola, iogurte integral (os normais geralmente tem muito açúcar), legumes, grãos/cereais, pão, frutas, etc, irão manter o seu nível de açúcar no sangue constante e proporcionar boa nutrição. E continue tomando sua vitamina pré-natal para ajudar a prevenir deficiências que podem causar os desejos. 

5- Evite Excesso de Cafeína 
Beber muita cafeína leva a picos de insulina que fazem o seu nível de açúcar no sangue cair. Quando isso acontece, a maior parte das pessoas sai correndo para comer algo que contenha carboidrato para trazer de volta o nível de açúcar no sangue. Isso não é bom. Então dê um tempo no café. 

6- Obtenha Repouso Suficiente 
Mais fácil falar do que fazer se é uma nova mãe. Mas, se tal for possível, faça um sesta com o seu bebé. Quando seu sono está terrivelmente atrasado tende a ganhar peso, e quanto mais peso ganho, mais difícil será perder peso após a gravidez. Considere trazer o bebé para a sua cama se estiver amamentando. Vai dormir melhor, o bebé irá dormir melhor, e o papai vai dormir melhor (tornando até mais provável que pela manhã ele leve o bebé para passear e a deixe dormir sossegada!). As mulheres de todo o mundo vem fazendo isso por milhares de anos. Contanto que você não esteja morbidamente obesa, utilizando pílulas para dormir ou algo parecido, dormir com o bebé é seguro. 

7- Concentre-Se Em Ter Uma Boa Nutrição 
Este também é um desafio para uma nova e estressada mãe. Fale com outras mães e procure saber como elas conseguiram passar por essa fase e se alimentar. Algumas mães que eram antigas viciadas em “porcarias” conseguiram superar o problema e não se importam em dar conselhos a novas mamães. Antes de comer alguma coisa também se pode perguntar: “Será que daria isto para meu bebé?” Se a resposta for não, provavelmente não é bom para si também. 

8- E Por Último, Dê Tempo Ao Tempo 
Seja realista, não espere estar usando novamente sua calça jeans favorita apenas algumas semanas após o parto. Enquanto não volta à velha forma aproveite para apreciar suas novas curvas (sobretudo seu novo decote). Não se preocupe tanto com o seu peso. Provavelmente, o seu parceiro estará muito mais indulgente com as suas mudanças. Acima de tudo, desfrute do seu novo bebé e perder peso após a gravidez irá acontecer sem que você perceba. Fonte: 8 Dicas para Perder Peso após a Gravidez sem ficar faminta | Planeamento Familiar

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Amizade e amor

Mensagem: 
Já fui muito amiga de um rapaz e ele até já gostou de mim. Só que ultimamente não me fala, porque há uns tempos atrás contei-lhe que gostava dele e como não esperava ouvir um "não" como resposta, andei uns tempos mal. Ele um dia veio pedir-me desculpa mas nunca mais a nossa amizade foi a mesma... Agora estamos de férias e não nos vemos... Já fiz de tudo para deixar de gostar dele mas não consigo. Agora vão começar as aulas e não sei o que fazer. Como poderei conquistá-lo? Que posso fazer para o esquecer? 

Resposta: Lembra-te sobretudo de que deves sempre evitar uma relação de afecto unilateral. Isto é, um gostar, mas não ser "gostado". Nunca dá certo... Se ele não gostar de ti, dói, mas seria uma relação que não funcionaria a médio prazo. Pois ele, por pena, até te poderia dizer que sim, mas...
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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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