segunda-feira, 11 de junho de 2012

Amor de infância

Mensagem 
Olá. Eu tenho uma rapariga de quem sou amigo desde os 6 anos. Aos oito anos tivemos uma experiência um pouco "pó" maluca, ela deixava-me mexer na passarinha dela... Coisas estúpidas de crianças, não sabíamos o que estavámos a fazer. Mas penso que ela pode ter ficado um pouco chateada pois foi toda contente dizer à mãe, e esta disse-lhe que o que nós fazíamos era mau. Entretanto mudámos de escola e não nos vimos desde os 10 até aos 12 anos, quando soube a escola em que ela estava. Falei com ela, estava contente em ver-me mas ao fim de uma semana parecia já estar um pouco incomodada. Mas sabia que ela gostava de ter a minha companhia, mas eu como nao tenho muito jeito para falar com raparigas, sabem, não consigo descontrair, penso muito no que vou dizer e quando dou por mim já são horas de ir embora. Não falava muito com ela, mas ela foi sempre a minha fantasia de namoro. Sempre que passo por ela, vejo um sorriso bastante aberto por parte dela, mas sou um pouco tímido e penso que se falar com ela só vou dizer asneiras, de maneira que agora ficamo-nos apenas pelo cumprimento. Este novo ano escolar, agora com 15 anos, fui à escola dela falar com uns meus amigos e aproveitei para perguntar se sabiam alguma coisa dela, e a resposta foi de que ela estava com um rapaz. Fiquei um pouco decepcionado, pensei que ela também fosse tímida. Eu nunca estive com uma rapariga a não ser com ela (em pequeno). Não consigo tirá-la da cabeça, até já pensei em mudar-me para a escola dela, que por acaso fica dois quarteirões abaixo da minha, de maneira que vou quase todos os dias lá, mas raramente a vejo; vou lá mais para 'tar com os amigos. O ponto a que queria chegar era que gostava de saber se haveria alguma maneira possível de a conseguir conquistar. Penso que ela gosta de mim, mas apenas como amigo, e eu não tenho muito jeito com raparigas. Não sei o que lhe dizer, e além disso estou com muitos ciúmes pois ela tem andado com outro rapaz. Desculpem se o texto foi muito longo mas espero que compreendam. Espero que respondam. Obrigado pela vossa atenção. P.S.- A rapariga é muito bonita, loira, inteligente. 

Resposta 
Se calhar já muita coisa aconteceu desde que nos escreveste, mas se tiveste tempo para aguentar o gostares tanto dela, é natural que esteja tudo ainda mais ou menos parecido. Sabes, há duas coisas que vais ter de resolver contigo próprio... 1 - A primeira é o "gostares dela". Vais ter de destrinçar muito bem se gostas mesmo dela - do género de amar mesmo, ter afecto realmente ou descobrires se (como dizes) ela não é mais do que a tua "fantasia de namoro". Talvez devas olhar em volta e descobrir que há muito mais miúdas e que podes estar só a tentar refugiar-te numa ilusão. Talvez tenhas receio de conhecer outras raparigas ou de olhar para outras como "olhos puros" - terás receio de levar uma tampa, uma nega, de uma desilusão de amor? Será que ela te dá a segurança da amizade da infância? Será que para ela o que fizeram enquanto crianças já está esquecido? Será que ela "cresceu" (como tu) e "está noutra"? Repara que ela te liga pouco. És tu que a procuras... A timidez só te acontece com raparigas? Com os teus amigos não há problemas, certo? Sabes porquê, é uma questão de confiança em ti e de com eles não sentires que estás a correr riscos ou a ser julgado. As raparigas têm realmente uma cabeça diferente, mas gostam de conversar e se tu consegues conversar com eles, também saberás conversar com elas - quando se está bem, os assuntos surgem e o silêncio não incomoda. 2 - Gostas mesmo dela? Já "descascaste" as questões do ponto 1? Se gostas mesmo dela, tens de respeitar o facto de ela gostar de outro... Se ela andar com o outro só "porque sim" (pode acontecer), tens a tua oportunidade, mas tudo isso passará por... Falar! É isso, é a parte mais difícil mas a mais essencial. Terás de falar com ela para esclarecer tudo, para dizer o que sentes (é arriscado, mas é honesto) e para correres o risco de levar a tampa da tua vida... Ou não. Não forces, se ela não gostar de ti nem tu a conseguires fazer mudar, também não ia valer a pena ter uma relação que (por esse motivo) nunca iria dar certo. Se o contrário acontecer... Boa Sorte!

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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