sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Espermatozóides

Mensagem 
Olá! Eu gostava de saber se eu tiver bastantes relações sexuais (todos os dias 1 vez por dia) se posso ficar sem espermatozóides???? Respondam sff ?tou a ficar preocupado. 

Resposta 
Deixa lá que vens "equipado" com "material" suficiente para a vida toda... E se houver problemas, o teu próprio corpo mandar-te-á sinais: cansaço, falta de vontade, etc..

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Transmissão do VIH por via oral

Q1. A transmissão do VIH por via oral foi alguma vez relatada? 
R1. Existe evidência que resulta da confirmação por recentes estudos de casos individuais, que o VIH se transmite por sexo oral. Potencialmente, a forma mais arriscada de sexo oral para uma pessoa não infectada é o felácio receptivo com ejaculação para a boca devido à exposição a maior quantidade de VIH do esperma da pessoa infectada. 

Q2. No que toca à transmissão do VIH, o sexo oral é a forma mais segura de sexo não protegido com penetração? 
R2. A evidência demonstra que o sexo oral é menos perigoso que o sexo desprotegido anal e vaginal. Está bem estabelecido que o sexo anal desprotegido é a forma de sexo desprotegido mais perigosa. O risco associado ao sexo oral, anal e vaginal pode ser aumentado (ex. inflamações, úlceras na boca, vagina, pénis ou recto). O sexo oral é comum entre heterossexuais e homossexuais. Apesar do sexo oral desprotegido poder ser menos arriscado, do que o sexo desprotegido anal e vaginal, a frequência do sexo oral em alguns grupos pode aumentar a sua contribuição relativa para a transmissão VIH. 

Q3. Que proporção de novas infecções podem ser atribuídas ao sexo oral? 
R3. Estudos recentes, essencialmente em homossexuais masculinos, em S. Francisco e em Londres , sugerem que 6 a 8% das novas infecções foram adquiridas apenas por sexo oral. 

Q4. O sexo oral é menos arriscado que o sexo sem penetração? 
R4. O sexo oral coloca mais riscos que o sexo sem penetração, tal como a masturbação mútua, contacto boca a boca, esfregar um corpo contra o outro, e abraços e massagens, em que existe o mínimo de oportunidade de contacto de fluidos corporais potencialmente infecciosos. Não existem relatos de transmissão do VIH relacionados com estas actividades. 

Q5. A boa higiene oral pode diminuir ou aumentar a transmissão VIH via sexo oral? 
R5. Uma boa higiene oral pode diminuir o risco, mas a escovagem e a passagem do fio dental pouco antes do sexo oral pode aumentar a transmissão, especialmente se as gengivas sangrarem. A utilização de culutórios orais antes ou depois do sexo oral podem não ser úteis; em vez de aumentar a protecção pode diminui-la através da remoção de substâncias de protecção normalmente encontrada na cavidade oral. 


Q6. Que factores podem aumentar o risco de transmissão através do sexo oral? 
R6. Doenças ou infecções na cavidade oral, que comprometam a protecção da cavidade oral e garganta podem aumentar o risco de transmissão do VIH durante o sexo oral (ex. úlceras bocais, gengivas inflamadas, garganta irritada, ou gengivas a sangrar após escovagem ou utilização de fio dental). O sexo oro-vaginal durante o período de menstruação pode colocar mais riscos de transmissão do que em outras alturas. Os níveis elevados de vírus no sangue (carga viral elevada) podem corresponder a níveis elevados de vírus no esperma e nos fluidos vaginais, podendo aumentar o risco de transmissão VIH através do sexo com penetração não protegido, incluindo o sexo oral. Os níveis elevados da carga viral estão associados ao início da infecção e a estágios mais avançados da doença. 

Q7. Como é que o VIH é transmitido através do sexo oral? 
R7. O VIH está presente nos fluidos genitais, como o esperma, fluido pré-ejaculatório e secreções vaginais e cervicais. Conhecimentos actuais sobre a quantidade de vírus nos fluidos genitais e saliva indicam que algum material infeccioso pode ser difundido entre parceiros se um deles estiver infectado. O que sabemos sobre a biologia do VIH e da cavidade oral indica que a transmissão do VIH através do sexo oral é possível e suporta a conclusão de que o risco é real, mas menor que outro tipo de exposição através de sexo com penetração. 

Q8. Será que evitar a ejaculação elimina o risco de transmissão? 
R8. Algumas pessoas praticam o sexo oral evitando a ejaculação como uma estratégia de redução de risco. Mas o VIH tem sido encontrado nos fluidos pré-ejaculatórios e têm sido relatados casos de transmissão do VIH através do sexo oral sem ejaculação na boca. É provável que o aumento de volume dos fluidos infectados possam resultar num aumento da exposição ao vírus e que evitar a ejaculação na boca possa diminuir o risco de transmissão. 

Q9. Será que outras infecções podem ser transmitidas através do sexo oral? 
R9. As infecções sexualmente transmissíveis como a gonorreia, a clamídia, a sífilis, o vírus herpes simplex, o HPV, e o vírus da hepatite B podem ser transmitidas através do sexo oral. 

Q10. O que pode ser feito para diminuir o risco de transmissão por via oral? 
R10. A utilização de preservativo durante o sexo oral pode diminuir o risco de transmissão do VIH e outras infecções pela actuação de uma barreira de protecção contra os fluidos corporais (ex. esperma, fluidos vaginais). Adaptado: Coordenação Nacional para a Infecção VIH /SIDA

sábado, 25 de agosto de 2012

A Higiene Feminina e Masculina

Todos nós temos de adquirir hábitos de higiene diários tanto a nível da lavagem diária do nosso corpo como a nível da higiene oral. Quando chegas à puberdade, as glândulas sudoríferas começam a produzir uma espécie de suor pegajoso e com cheiro, sobretudo debaixo dos braços. É imprescindível lavares esta parte do teu corpo, caso contrário deitarás um cheiro desagradável, conhecido por odor corporal. 


O ACNE 
 Na adolescência é natural que a pele se torne oleosa e que te surjam algumas borbulhas. Não penses que as consegues evitar porque todos os adolescentes passam por esta fase. Mas enquanto tens borbulhas, ao qual se costuma designar por acne, é necessário teres alguns cuidados. Vamos então dar-te algumas dicas: 

 · Nunca espremas as borbulhas porque podes infecta-las, ficando marcas na cara. 
 · Ao lavar a cara não a esfregues violentamente. 
 · Se tiveres muitas borbulhas contacta um médico especialista—dermatologista ou endocrinologista (é um especialista no sistema hormonal). 

 Não te preocupes porque as borbulhas são resultado da actuação das hormonas no nosso sistema reprodutor. Com o tempo as borbulhas desaparecem. 

A HIGIENE DURANTE O PERÍODO MENSTRUAL 
 É importante que durante o período tenhas uma boa higiene pessoal. Para tal existem os pensos higiénicos, os tampões e os protectores. Se não mantiveres uma boa higiene pessoal podes vir a Ter algumas infecções vaginais. 

 O que são pensos higiénicos? 
São um tipo de protecção menstrual externa. São muito fáceis de usar porque se colocam na parte interna das cuecas, fixando-se graças a uma banda adesiva. Durante o dia, devem ser substituídos de 4 em 4 horas aproximadamente, dependendo da quantidade de fluxo. De qualquer forma, como é uma protecção externa será fácil para ti saberes quando tens de substituir. Existem pensos de diferentes espessuras e tamanhos adaptados à quantidade de fluxo menstrual. Os pensos não devem ser deitados na sanita, mas sim ser embrulhados na sua bolsinha ou em papel higiénico e deitados no caixote do lixo. 

 O que são tampões? 
 Os tampões são um método de protecção menstrual interna: absorvem o fluxo antes de sair do corpo. Os tampões são rolinhos compactos de algodão, com um fio preso a uma das extremidades. Empurras o tampão para dentro da vagina, com ajuda de um aplicador ou de um dedo, para que absorva o fluxo menstrual. Sempre que precisares de o mudar, puxas pelo fio e deita-lo simplesmente fora. As paredes da vagina, graças aos músculos vaginais que se fecham suavemente ao redor do tampão, uma vez colocado, impedem que este caia. Os tampões devem ser trocados com frequência de entre 4 a 8 horas, dependendo da quantidade do fluxo. Como o fluxo varia, é muito importante que conheçamos e usemos o tampão mais apropriado. Os tampões também se podem usar durante a noite. E para os dias sem o período, os protectores ou pensos higiénicos diários! 

 O que são protectores? 
 Para os dias sem o período existem os protectores, um produto especialmente concebido para absorver o fluxo vaginal e ajudar a que te sintas limpa e fresca, já que mantém as cuecas sempre limpas. Os protectores fixam-se nas cuequinhas graças a uma tira adesiva, existindo em vários tamanhos. Podes usá-los antes do período, nos últimos dias do período—quando ainda podes manchar as cuequinhas mas já não precisas usar um penso ou um tampão, ou simplesmente como parte integrante da higiene diária. Muitas das vezes fazes perguntas a ti própria que não sabes responder. Por isso nós damos-te a possibilidade de saberes as respostas!!! 

Como é que podes evitar que as tuas cuequinhas fiquem manchadas com fluxo vaginal? Simplesmente usando protectores. 

Devo mudar de protector tantas vezes quanto mudo de penso? 
 Isto depende do fluxo, mas normalmente uma ou duas vezes por dia é suficiente para te sentires tão limpa como quando sais do banho. 

Os tampões fazem doer?
Não. Se o tampão estiver bem colocado, nem sequer vais notar que o estás a usar. Se na primeira vez que colocares um tampão sentires algum desconforto ou dor, retira-o e coloca um novo: o mais provável é que o tenhas colocado mal. Não te preocupes, experimenta um outro mais tarde. 

Posso ir à casa de banho com um tampão colocado?
É claro que sim. Todas as mulheres possuem três orifícios na parte inferior do corpo: a uretra, a vagina e o ânus. Por isso, com o tampão introduzido na vagina, os outros dois orifícios ficam livres para urinar ou defecar. 

Pode perder-se um tampão no interior do corpo? 
Não, de maneira alguma. A vagina ( onde se insere o tampão) está ligada a útero, um pequeno orifício ( do tamanho da cabeça de um alfinete), por isso é impossível que o tampão passe por ele. 

Uma rapariga virgem pode usar tampões? 
 Claro que sim. A utilização de tampões não afecta em nada a tua virgindade. Uma rapariga ou um rapaz só deixam de ser virgens a partir do momento em que tiverem relações sexuais. O tampão é introduzido através da abertura que existe no hímen, que é suficientemente grande para poderes introduzir um tampão sem problemas. 

Os tampões são apenas para a praia, para a piscina... e para fazer desporto? 
Não. Os tampões podem usar-se em qualquer momento do ciclo menstrual. De dia, e de noite, na água, para trabalhar, etc.... verdade que é um método de protecção menstrual ideal para a água, pois não há outra coisa que possas usar; mas há muitas raparigas que os usam sempre. 

Os tampões são maus para a saúde? 
Não. Os tampões não interferem no funcionamento normal dos teus órgãos reprodutivos, porque estão na vagina. Apresentam-se num invólucro individual, para a colocação mais higiénica. Não existe nenhuma indicação de que eu os tampões aumentem o risco de infecções. 


Higiene diária 
Quando estás com o período deves ter um pouco mais de atenção com a tua higiene intima. Se mantiveres os teus órgãos genitais limpos, vais evitar odores desagradáveis: lava-te, se puderes, sempre que mudares de protecção. Se tal não for possível, limpa-te bem (da frente para trás). Vais sentir-te limpa e melhor. A uretra feminina (canal por onde sai a urina) é bastante curta, mais do que nos homens, e a sua abertura (meato urinário ou orifício uretral) está situada perto do orifício vaginal. Na uretra podem existir micróbios que podem penetrar na vagina com relativa facilidade, provocando infecções vaginais. 

Principais infecções vaginais 
A) Produzidas por fungos: a mais conhecida é provocada por um fungo chamado Candida albicans. Esta infecção identifica-se facilmente pela secreção de um fluxo vaginal mais espesso, esbranquiçado, acompanhado por um ardor nos órgãos sexuais externos. 

B) Produzidas por bactérias: Uma das bactérias mais comuns que produz infecções no sistema urinário e genital é a Escherichia coli, habitualmente presente no intestino grosso. A infecção pode iniciar-se na vagina e atingir a uretra, onde se produz a cistite. 
Os sintomas mais comuns são: 
 · Frequente vontade de urinar ( apesar de só eliminar umas gotinhas ao ir à casa de banho) 
 · Ardor ou dor ao urinar 
 · Dor difusa na púbis 

Em alguns casos podem também verificar-se calafrios e febres. É aconselhável recorrer a um médico ou médica; com o tratamento adequado, a infecção pode ser tratada facilmente. 

A primeira consulta de ginecologia 
Todas as pessoas são diferentes. Com o período acontece praticamente o mesmo: não há dois iguais. Além disso, uma mudança no estado emocional, no estilo de vida, uma viagem, exames, férias... podem provocar alterações no teu período. O controlo do período através de um calendário é uma boa forma para te ajudar a conhecer o teu ciclo menstrual e a identificar a ocorrência de qualquer alteração. Aquando da tua primeira consulta de ginecologia estas informações serão muito úteis. Mas quando deves recorrer a uma consulta de ginecologia? Por norma, se aos 16 anos ainda não tiveres o período; se o teu período for muito abundante; se apresentares sintomas de uma infecção vaginal ou urinária ( ardor, fluxo vaginal com um odor desagradável ou com uma cor diferente); se já começaste a Ter relações sexuais; ou se quiseres utilizar algum método contraceptivo. De qualquer forma, não é necessário haver uma alteração para se consultar este especialista. Na maioria dos casos trata-se de uma simples consulta de rotina. Lembra-te que a primeira consulta vai servir essencialmente para o médico elaborar o teu historial clinico. O médico ou médica vão perguntar-te a idade, que doenças tiveste quando eras pequena, quando é que te apareceu o período pela primeira vez, quantos dias dura, se sentes dores, etc.. Se tudo estiver correcto, não será necessário fazer nenhum exame. Por isso, e se quiseres, podes pedir à tua mãe ou a outra pessoa para te acompanhar. Além disso, podes escolher entre um médico ou uma médica ginecologista. 

 MITOS ACERCA DO PERÍODO 
São bastantes antigos os mitos que se criaram sobre o período, mas hoje em dia algumas pessoas persistem nestes falsos mitos. 

Vejamos agora esses mitos. 
 · Uma mulher com o período talha a maionese 
 · A cerveja fica azeda 
 · A mulher com o período estraga o vinho da adega 
 · Se estiver com o período e tocares nas plantas estas acabam por morrer
 · A mulher menstruada não pode lavar o cabelo, se não morre 
 · Não pode lavar os órgãos genitais
 · Não se pode praticar ginástica
 · O período faz engordar
 · As pessoas em redor apercebem-se se uma mulher está ou não menstruada 
 · Sente-se mais débil pela perda de sangue
 · Não se pode beber bebidas frias 

Mas como referi atrás estes mitos são totalmente falsos, ou seja: Quando estiveres com o período podes tomar banho à vontade, aliás é importante que quando estás menstruada tenhas mais em atenção a tua higiene diária e podes fazer tudo por que estes mitos são, como o nome indica apenas mitos. São falsos.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Cuidados alimentares durante a gravidez

A grávida deve evitar os excessos relativos a açucares, fritos e gorduras. São igualmente de evitar os patés e alguns queijos, como o brie e o camembert. Também alimentos crus e mal cozinhados, tais como os ovos, peixe, carne vermelha e carne branca que não devem ser consumidos, porque todos eles são eventuais fontes de bactérias que podem prejudicar o feto em desenvolvimento. 

Para além disso, a carne crua e a carne mal passada podem transmitir toxoplasmose, que é uma doença susceptível de causar defeitos ou até a morte ao bebé, podendo-se dizer o mesmo quanto ao leite não pasteurizado. Requer-se igualmente uma especial atenção com as saladas cruas. Neste caso será conveniente e desejável deixá-las de molho durante algum tempo com 3 a 4 gotas de lixívia e lavar com água abundante antes de as preparar. É preciso ter a mesma atenção com os molhos e cremes, em particular durante o tempo quente, pois estes são facilmente contamináveis com microorganismos. 

Substâncias a evitar 

Drogas – As drogas, assim como muitos medicamentos, são bastante perigosos para o bebé e para o seu desenvolvimento. A heroína e a cocaína, apenas para citar alguns exemplos, podem matar o feto ou causar um vasto número de defeitos e ou problemas, na medida em que atravessam a placenta. 

Medicamentos – Alguns medicamentos poderão causar mal-formações ao feto ou causar efeitos secundários graves pelo que nunca se deverá auto-medicamentar mesmo quando se tratem de medicamentos de uso comum ou que tome frequentemente. Deverá sempre consultar o seu médico e informá-lo da sua gravidez. 

Tabaco – Durante a gravidez, o tabaco deve ser evitado por completo. Está provado que fumar durante a gravidez pode provocar vários problemas para o bebé, tais como a dificuldade de aprendizagem, aborto espontâneo, parto prematuro, descolamento prematuro da placenta, diminuição da qualidade e quantidade do leite materno, pouco peso, entre outros. 

Cafeína – Quanto à cafeína, que se encontra no café, no chá, chocolates e alguns refrigerantes, não existem estudos que confirmem, de forma inequívoca, a sua nocividade para a mãe e para o bebé. Não existirão problemas se a mãe ingerir o equivalente a 300/400 miligramas de cafeína por dia. Mas, apesar de se entender que esta quantidade de cafeína não é prejudicial nem à mãe nem ao feto, também não existem certezas absolutas quanto ao que pode acontecer se aqueles valores forem ultrapassados. No entanto, existem indicações de que poderá haver o risco de aborto espontâneo durante o 1º trimestre de gestação, ou que o bebé nasça com peso abaixo do normal. Um outro inconveniente do café é o facto de este ser um diurético, o que origina a perda de líquidos e de cálcio, muito importantes durante a gravidez, como também diminui a capacidade do organismo em absorver ferro, outro nutriente fundamental ao desenvolvimento da futura criança. 

Álcool – Durante a gravidez, a mulher também necessita de ter cuidado com a quantidade de álcool que ingere, pois não se sabe exactamente qual o nível seguro de consumo de álcool para uma grávida, até porque varia de pessoa para pessoa. É certo que o consumo de álcool em excesso durante a gravidez afecta o desenvolvimento fetal, uma vez que entra na corrente sanguínea da mãe e atinge o bebé através da placenta. Pode originar o síndroma de abstinência no recém-nascido e ter efeitos nocivos prolongados, nomeadamente anomalias cardíacas, problemas no sistema nervoso central, dificuldades de aprendizagem ao nível da fala, de crescimento, hiperactividade, entre outros. O álcool em excesso pode levar ao aborto espontâneo, ao parto prematuro ou bebés com peso abaixo do normal. Por estas razões, muitos médicos recomendam a abstinência total durante a gravidez, se bem que tomar um copo de vinho esporadicamente não seja prejudicial. Mas nunca se esqueça que você tem uma criança dentro de si a crescer e que pode prejudicar a criança sem querer por causa dos seus hábitos alimentares e assim. Fonte: Cuidados alimentares durante a gravidez | Planeamento Familiar

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Dor na relação sexual

Mensagem 
Fazer sexo dói?

Resposta 
Quer sejas rapaz ou rapariga, podemos dizer-te: a relação sexual não é suposto doer. Nada. Nada mesmo! E na primeira vez deve ser uma "impressão" nova, talvez pouco agradável porque pouco "familiar", mas não "dor". Às vezes nem é nada... No entanto, as raparigas têm normalmente muito medo da primeira vez... medo que doa. Mas ter a predisposição certa, estar relaxada e querer mesmo... ajuda. E os rapazes, alguns também acham que dói... mas o problema principal é a ansiedade. Em qualquer caso, nunca tenham relações sem protecção ou sem ambos quererem MESMO.

domingo, 19 de agosto de 2012

O que é o VIH/sida?


A Sida é provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que penetra no organismo por contacto com uma pessoa infectada. A transmissão pode acontecer de três formas: relações sexuais; contacto com sangue infectado; de mãe para filho, durante a gravidez ou o parto e pela amamentação. O VIH é um vírus bastante poderoso que, ao entrar no organismo, dirige-se ao sistema sanguíneo, onde começa de imediato a replicar-se, atacando o sistema imunológico, destruindo as células defensoras do organismo e deixando a pessoa infectada (seropositiva), mais debilitada e sensível a outras doenças, as chamadas infecções oportunistas que são provocadas por micróbios e que não afectam as pessoas cujo sistema imunológico funciona convenientemente. Também podem surgir alguns tipos de tumores. Entre essas doenças, encontram-se a tuberculose; pneumonia por Pneumocystis carinii; candidíase, que pode causar infecções na garganta e na vagina; citomegalovirus, que é um vírus que afecta os olhos e os intestinos; toxoplasmose que pode causar lesões graves no cérebro; criptosporidiose, uma doença intestinal; sarcoma de Kaposi, uma forma de cancro que provoca o aparecimento de pequenos tumores na pele em várias zonas do corpo e pode, também, afectar o sistema gastrointestinal e os pulmões. A Sida provoca ainda perturbações como perda de peso, tumores no cérebro e outros problemas de saúde que, sem tratamento, podem levar à morte. Esta síndrome manifesta-se e evolui de modo diferente de pessoa para pessoa. 

Sintomas 
A fase aguda da infecção com VIH ocorre uma a quatro semanas após o momento do contágio. Algumas pessoas apresentam sintomas semelhantes aos de uma gripe, como febre, suores, dor de cabeça, de estômago, nos músculos e nas articulações, fadiga, dificuldades em engolir, gânglios linfáticos inchados e um leve prurido. Calcula-se que pelo menos 50 por cento dos infectados tenham estes sintomas. Algumas pessoas também perdem peso e outras, ocasionalmente, podem perder a mobilidade dos braços e pernas, mas recuperam-na passado pouco tempo. A fase aguda da infecção com VIH dura entre uma a três semanas. Todos recuperam desta fase, em resposta à reacção do sistema imunológico, os sintomas desaparecem e observa-se um decréscimo da carga vírica. Os seropositivos vivem, depois da fase aguda, um período em que não apresentam sintomas, embora o vírus esteja a multiplicar-se no seu organismo o que pode prolongar-se por diversos anos. É neste período que se encontram, actualmente, 70 a 80 por cento dos infectados em todo o mundo. Na fase sintomática da infecção (mas ainda sem critérios de Sida), o doente começa a ter sintomas e sinais de doença, indicativos da existência de uma depressão do sistema imunológico. O doente pode referir cansaço não habitual, perda de peso, suores nocturnos, falta de apetite, diarreia, queda de cabelo, pele seca e descamativa, entre outros sintomas. A fase seguinte na evolução da doença designa-se por Sida e caracteriza-se por uma imunodeficiência grave que condiciona o aparecimento de manifestações oportunistas (infecções e tumores). A evolução da infecção descrita acima, designada como “Evolução Natural da Infecção” pode, actualmente, ser modificada pelo tratamento com os fármacos anti-retrovíricos, podendo os seropositivos nunca chegar a uma fase sintomática da doença. 

Diagnóstico 
O diagnóstico faz-se a partir de análises sanguíneas para detectar a presença de anticorpos ao VIH. Estes anticorpos são detectados, normalmente, apenas três a quatro semanas após a fase aguda, não podendo haver uma certeza absoluta sobre os resultados nos primeiros três meses após o contágio. As primeiras análises a um infectado podem dar um resultado negativo se o contágio foi recente. Por isso, os testes devem ser repetidos quatro a seis semanas e três meses após a primeira análise. O período em que a pessoa está infectada, mas não lhe são detectados anticorpos, chama-se «período de janela». Aos seropositivos realizam-se também testes de carga vírica para avaliar o nível de VIH no sangue. Estes, juntamente com os exames para efectuar a contagem de células CD4, são fundamentais para fazer um prognóstico sobre a evolução da doença. Se a carga vírica for elevada e a contagem das células CD4 baixa, e se o seropositivo não começar a fazer tratamento, a doença progredirá rapidamente. Os testes à carga vírica são, igualmente, importantes para avaliar a reacção do doente aos tratamentos. Os dois exames são, geralmente, repetidos de três em três meses. Uma pessoa saudável tem entre 500 e 1 500 células CD4 por mililitro de sangue. A seropositividade transforma-se em Sida quando as células CD4 baixam para menos de 200 por mililitro de sangue, ficando assim o organismo mais desprotegido e tornando-se um alvo fácil das chamadas doenças oportunistas. No caso dos recém-nascidos, filhos de mães seropositivas, os testes aos anticorpos só têm completa validade ao fim de 18 meses, já que os anticorpos existentes no seu organismo podem ter sido herdados da mãe. Ao fim desse período, se a criança não apresentar anticorpos é porque o VIH não se encontra presente e o bebé torna-se seronegativo. Nestes casos, pode também fazer-se uma análise para detectar a presença de material genético do vírus. 

Contágio 
Através de sangue, sémen, fluidos vaginais, leite materno e, provavelmente, dos fluidos pré-ejaculatórios dos seropositivos. O VIH não se transmite pelo ar nem penetra no organismo através da pele, precisando de uma ferida ou de um corte para penetrar no organismo. A forma mais perigosa de transmissão é através de uma seringa com sangue contaminado, já que o vírus entra directamente na corrente sanguínea. A transmissão por via sexual nas relações heterossexuais é mais comum do homem para a mulher, do que o contrário, porque o sémen é mais virulento do que os fluidos vaginais. O contágio pode ocorrer em todos os tipos de relação, seja vaginal, anal ou oral, já que as secreções vaginais ou esperma, mesmo que não entrem no organismo, podem facilmente contactar com pequenas feridas e cortes existentes na vagina, ânus, pénis e boca. As relações sexuais com mais riscos são as anais. De mãe para filho, o vírus pode ser transmitido durante a gravidez, o parto ou ainda através da amamentação. O VIH pode encontrar-se nas lágrimas, suor e saliva de uma pessoa infectada. Contudo, a quantidade de vírus é demasiado pequena para conseguir transmitir a infecção. É durante a fase aguda da infecção, que ocorre uma a quatro semanas após a entrada do vírus no corpo, que existe maior perigo de contágio, devido à quantidade elevada de vírus no sangue. Actualmente, a transmissão por transfusão de sangue ou de produtos derivados do sangue apresenta poucos riscos, uma vez que são feitos testes a todos os dadores. 

Prevenção 
Usar sempre preservativo nas relações sexuais, não partilhar agulhas, seringas, material usado na preparação de drogas injectáveis e objectos cortantes (agulhas de acupunctura, instrumentos para fazer tatuagens e piercings, de cabeleireiro, manicura). É, também, preciso ter atenção à utilização de objectos, uma vez que, se estiverem em contacto com sémen, fluidos vaginais e sangue infectados, podem transmitir o vírus.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A Sexualidade e a Relação Sexual


As vantagens da reprodução sexual 
A utilidade real do sexo é encontrada na combinação de dois conjuntos diferentes de cromossomas. Não é necessário para a reprodução envolver sexo é possível imaginar uma raça humana inteiramente constituída por mulheres que dão à luz, a intervalos regulares, réplicas de si próprias, derivadas de células nos seus corpos que contêm informações genéticas idênticas às contidas em todas as outras células. Algumas criaturas humanas primitivas reproduziam-se deste modo. Mas muito cedo, na evolução da vida, as vantagens da reprodução sexual tornaram-se irresistíveis. Num mundo no qual o meio ambiente externo está em mutação, uma espécie que fosse incapaz de se adaptar, depressa morreria. Uma raça de membros idênticos poderia apenas sobreviver num mundo estável de temperatura constante e fornecimento alimentares imutáveis e contínuos, sem preocupações com predadores ou espécies comprometidas.

A descoberta da sexualidade 
Em paralelo com as muitas transformações físicas que acontecem no rapaz e na rapariga, por acção das hormonas sexuais e quando novos sentimentos e emoções são experimentados, também surgem sensações em relação ao próprio corpo, mais ou menos agradáveis. É a energia que existe dentro de cada pessoa a manifestar a sua dimensão sexual. O despertador da sexualidade faz parte do desenvolvimento harmonioso do ser humano. Vai afirmar-se através das sensações confortáveis despertáveis ao tocar certas partes do corpo que vão determinar o desejo de as prolongar e intensificar. Logo na primeira fase da infância, desde que nasce até aos dois anos, a criança manifesta a sua sexualidade através da exploração de diferentes partes do corpo, incluindo os genitais, e demonstra experimentar prazer genital: nos meninos observam-se erecções e nas meninas lubrificação vaginal. Aos três e quatro anos, a criança toma consciência das diferenças corporais e de género e revela a sua curiosidade em relação a elas.

Orientação sexual 
 A orientação sexual é definida como a preferência do indivíduo por um determinado sexo. No âmbito da sexualidade do (a) adolescente há que ter presente a identidade sexual, a realização sexual e a escolha do objecto sexual. Dificuldades a este nível podem gerar sofrimentos e perturbações psicológicas com alguma gravidade. Nas questões da realização sexual existem determinados factores que a podem condicionar. Na mulher, por exemplo, as dores menstruais podem ser reflexo da dificuldade de aceitação da feminilidade e da sexualidade. Também uma primeira experiência - ejaculação, masturbação, relação sexual ou outra - pode ter sido traumática em si ou estar relacionada com traumas sexuais infantis e comprometer a realização sexual do indivíduo . Na escolha do objecto sexual, a orientação que predomina é para o sexo oposto - a heterossexualidade . Quanto à homossexualidade, e elegendo como exemplo a homossexualidade masculina, passamos a enumerar alguns dos motivos que constituem uma dificuldade à referida escolha: receio da reacção dos pais e da sociedade, receio de se sentirem atraídos por pessoas do mesmo sexo, de terem uma homossexualidade latente ou de terem perturbações da personalidade e de virem a ser vítimas de abuso por parte de homossexuais. Só muito recentemente a homossexualidade deixou de ser considerada doença. No entanto, a sociedade continua a exercer atitudes de discriminação e a penalizar os homossexuais pela sua preferência relativamente ao objecto sexual.

A relação sexual
A relação sexual geralmente começa com duas pessoas a tocarem-se, a acariciarem-se, a beijarem-se e a abraçarem-se. Passado algum tempo, a vagina da rapariga fica húmida e escorregadia, o clitóris torna-se duro, e o pénis do rapaz torna-se erecto, rijo e maior. Por vezes, um pouco de líquido transparente, que pode conter alguns espermatozóides, sai da ponta do pénis e torna-o molhado. Agora é possível que o pénis erecto do rapaz entre na vagina da rapariga que se alarga de modo a envolver o pénis. A humidade da vagina torna mais fácil a entrada do pénis. Durante a relação sexual, à medida que o homem e a mulher se movimentam para trás e para a frente, aumenta a probabilidade de ocorrer ejaculação, em que o sémen ou esperma é lançado do pénis para o colo do útero. O homem sente um orgasmo. Simultaneamente, os músculos na vagina e no útero contraem-se e depois descontraem-se. Uma pequena quantidade de líquido pode sair da vagina. Chama-se a isto «ter um orgasmo feminino». Sendo o orgasmo o prazer máximo que se pode obter numa relação sexual. Uma mulher e um homem podem ter o orgasmo em alturas diferentes. E, às vezes, uma pessoa tem um orgasmo e a outra não. Depois de um orgasmo, a maioria das pessoas sentem-se descontraídas, satisfeitas, e, por vezes, até sonolentas. De todas as vezes que um casal tem relações sexuais com penetração, o acto pode resultar num bebé - a não ser que a mulher já esteja grávida.

sábado, 11 de agosto de 2012

Diafragma

Mensagem: 
Só queria saber, por curiosidade, como é que as raparigas colocam um diafragma. 

Resposta: 
Existem vários tipos de diafragma, pelo que é necessário fazer um exame ginecológico antes de optar por este método contraceptivo. Para colocar o diafragma, antes da relação sexual, a mulher deve pegar-lhe com uma das mãos, fazendo um bocadinho de força a fim de estreitar o aro com os dedos indicador e polegar. A outra mão é utilizada para, na vagina, afastar os pequenos lábios enquanto nela insere o diafragma, que é empurrado ao longo da vagina até ao colo ("entrada", mais estreita) do útero. O aro do diafragma deve tocar as paredes laterais da vagina. A mulher não deve sentir qualquer sensação de incómodo. Para ser minimamente eficaz, o diafragma não deve ser retirado antes de 6 a 8 horas após a relação sexual e não deve permanecer mais de 24 horas (há risco de infecção). Depois de ser utilizado e retirado, o diagragma deve ser deverá ser lavado, desinfectado e seco, para se manter em bom estado de conservação. Esperamos ter esclarecido as tuas dúvidas. Fica bem!

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Documentário "Vida no Ventre"



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ConteúdoDuração
(mm:ss)
MB
"Vida no Ventre"Apresentação do documentário
2:12
2.85
FecundaçãoConheça a viagem do espermatozóide até ao óvulo e a sua fecundação3:397.07
Os nossos genesConheça os cromossomas que contêm o nosso código genético, porque somos todos diferentes?2:526.13
Até às 6 semanasO início da gravidez. O desenvolvimento do bebé até à 6 semana10:2314.68
Das 6 às 8 semanasConheça o desenvolvimento das 6 às 8 semanas, o que é a placenta e quais as suas funções. Porque podemos enjoar no início da gravidez?4:286.12
9ª semanaComo está o bebé à 9ª semana. O sistema nervoso.2:233.50
10ª semanaA 1ª ecografia. Conheça o que é a ecografia, como funciona e para o que serve. Veja imagens incríveis das novas ecografias a 4 dimensões. Os gémeos.6:258.40
11ª semanaComo está o bebé à 11ª semana. O reflexo de andar.2:113.98
12ª semanaComo está o bebé à 12ª semana. Os orgãos sexuais.1:351.60
16ª semanaComo está o bebé à 16ª semana. Inicia o seu processo de percepção do espaço à sua volta. O reflexo de agarrar.5:318.60
Das 18 às 24 semanasO desenvolvimento das 18 às 24 semanas. O sistema digestivo. O reflexo de pestanejar. A 2ª ecografia.3:585.85
24ª semanaComo está o bebé à 24ª semana. Os bebés prematuros. Os sentidos ganham vida... O paladar, o olfacto e a visão.7:1710.32
25ª semanaComo está o bebé à 25ª semana. A continuação do desenvolvimento dos sentidos. A cor dos olhos. A audição.7:108.81
26ª semana (I Parte)Como está o bebé à 26ª semana. O reflexo do susto. O reflexo de chuchar.3:374.56
26ª semana (II Parte)O coração do bebé, já é possível ouvir  através da barriga da mãe. Como as emoções da mãe afectam o bebé. Os soluços do bebé. Os pulmões.6.865:32
26ª semana (III Parte)Veja uma operação realizada dentro do útero com vista à resolução de um problema no diafragma do bebé.4.333:23
28ª semanaComo está o bebé à 28ª semana. A memória, o bebé já está a guardar recordações.6:177.93
33ª semanaComo está o bebé à 33ª semana. O nosso bebé já sonha.3:466.42
38ª semanaComo está o bebé à 38ª semana. Os últimos dias dentro do útero.2:052.50
O PartoO parto. "O seu nascimento marca o início da sua viagem no mundo mas ela já percorreu um caminho incrível durante a sua odisseia de 9 meses dentro do ventre"7:3911.41

domingo, 5 de agosto de 2012

Ciclo Ovárico e Ciclo Uterino




O ciclo sexual feminino é, sensivelmente, de 28 dias, podendo ser de 25 até 30 dias. Nas adolescentes os primeiros ciclos menstruais podem ser muito irregulares, não constituindo razão para preocupações. No entanto, se o ciclo menstrual continuar a ser muito irregular para além do prazo de dois anos, é aconselhável consultar um médico ginecologista. Uma vez que num ciclo sexual os principais acontecimentos ocorrem num ovário e no útero, considera-se existir um ciclo ovárico e um ciclo uterino. Ambos os ciclos ocorrem simultaneamente. 



O Ciclo do Ovário 
A formação das células reprodutoras femininas ocorre nos ovários e podem distinguir-se em três fases: fase folicular, fase da ovulação e fase do corpo amarelo. 

Þ Fase Folicular (ocorre do 1º ao 14º dia)
A célula reprodutora feminina - óvulo - desenvolve-se em estruturas designadas por folículos. Na puberdade, alguns folículos entram em actividade, mas em cada ciclo apenas um atinge a maturação. Nesta fase, as hormonas que as células foliculares produzem são, principalmente, os estrogénios. 

Þ Fase da Ovulação (ocorre ao14º dia) 
Quando o folículo está maduro funde-se com a parede do ovário e o óvulo é libertado do ovário e entra na trompa de falópio. 

Þ Fase do corpo Amarelo (ocorre do 15º ao 28º dia)
Depois da ovulação o folículo transforma-se numa estrutura de cor amarela designando-se, por isso, de corpo amarelo. Este transforma-se em algumas horas e funciona alguns dias, produzindo uma pequena quantidade de estrogénio e, principalmente, progesterona. Na ausência de fecundação, o corpo amarelo regride deixando na parede do ovário uma pequena cicatriz. Se ocorrer fecundação, o corpo amarelo mantém-se durante três meses a produzir as hormonas femininas. 

O Ciclo do Útero 
O útero é um orgão muito musculado revestido internamente por uma mucosa muito vascularizada - o endométrio. Esta mucosa uterina sofre transformações ao longo do ciclo, com a função de criar condições óptimas para que o óvulo fecundado se aloje no endométrio, e aí se desenvolva o embrião e, posteriormente, o feto ao longo dos 9 meses. As transformações que ocorrem no endométrio podem ser agrupadas em três fases: fase menstrual, fase proliferativa e fase de secreção. 

Þ Fase Menstrual (ocorre do 1º ao 5º dia)
Quando não há fecundação a parede do útero desagrega-se sendo destruída cerca de 4/5 mm da sua espessura. Os fragmentos de tecido e sangue proveniente dos vasos que irrigam a parede do útero, são libertados constituindo a menstruação. A menstruação traduz-se numa hemorragia e marca o início de todo o ciclo sexual feminino e, por isso, quando aparece a menstruação deve-se contar esse dia como sendo o primeiro dia, não só do ciclo uterino mas de todo o ciclo sexual. 

Þ Fase Proliferativa (ocorre do 6º ao 14º dia)
após a menstruação a mucosa uterina é reconstituída, em que os vasos sanguíneos e tecidos são reconstituídos, passando de 1 a 5 mm de espessura. 

Þ Fase de Secreção (ocorre do 15º ao 28º dia)
O endométrio enriquece-se de glândulas e vasos sanguíneos. As glândulas produzem um muco que é particularmente abundante na ovulação. Deste modo, o útero está pronto para receber e alojar nesta camada “fofa e esponjosa” um embrião. Caso não tenha ocorrido um fecundação esta camada degenera, iniciando-se assim um novo ciclo com a fase menstrual.

Relação entre os Ciclos Ovárico e Uterino 
Existe uma estreita relação entre o ciclo do ovário e o uterino. Efectivamente, sem ovários não há ciclo uterino. Com ovários reimplantados, em qualquer parte do corpo, o ciclo reinicia-se. Isto acontece porque o ovário actua sobre o útero através de hormonas que lança no sangue, não sendo por isso determinante a sua localização. Estas hormonas ováricas - estrogénios e progesterona - actuam no útero comandando as transformações do endométrio, ou seja, o ciclo uterino. Durante a fase folicular os estrogénios, produzidos em quantidade crescente pelo folículo em desenvolvimento, estimulam o crescimento da mucosa uterina, o que corresponde à fase reparativa ou proliferativa. Após a ovulação, durante a fase do corpo amarelo, este produz principalmente progesterona mas também estrogénios. Estas hormonas, ao chegarem ao endométrio, provocam o seu crescimento e aumentam a sua complexidade, isto é, determinam o início da fase de secreção. Se não houver fecundação, o corpo amarelo degenera, deixando de produzir os estrogénios e a progesterona. A diminuição destas hormonas ováricas faz degenerar o endométrio, ocorrendo a fase menstrual.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A Sexualidade nos Adolescentes

O instinto sexual é algo que, desde os insectos ao ser humano, aparece de uma maneira extremamente forte, levando a certos comportamentos e gastando energias que só se justificam biologicamente porque tornam possível algo fundamental à vida: a propagação da espécie. 

Mas, se nas espécies inferiores como os insectos, répteis ou peixes, esse instinto se inicia e acaba com o acto sexual em si, à medida que se caminha para as espécies superiores, começa a ver-se que muitas vezes o instinto também serve para criar laços ou relações mais ou menos fortes entre os parceiros sexuais. Normalmente, o objectivo é que ambos os progenitores ajudem na criação dos filhos, que é tanto mais complexa, demorada e exigente de cuidados quanto mais evoluída é a espécie. 

Hoje em dia, sobretudo graças às técnicas de contracepção e também de concepção ou reprodução assistida, altamente eficazes aparecidas nos últimos 50 anos, sexo e reprodução já não andam necessariamente juntos. Convém ter presente as ideias acima expostas para podermos compreender melhor a nossa sexualidade. Frequentemente ela é apenas sentida como uma necessidade básica de satisfazer um impulso fisiológico, ou seja, do nosso corpo. 

Este impulso pode ser satisfeito, por exemplo, através da masturbação ou através de um(a) parceiro(a) casual ou pago(a) para o efeito. Mas na maioria das vezes esse “sexo pelo sexo” não é de modo algum completamente satisfatório em termos psicológicos e afectivos, ou seja, dos nossos sentimentos. Isso acontece porque, como somos seres humanos, para realizarmos ou vivermos completamente a nossa sexualidade, existe sempre a necessidade de criarmos laços ou relações afectivas e de cumplicidade com a pessoa que escolhemos como companheiro(a). 

O relacionamento sexual tem assim, na nossa espécie, além da função reprodutiva, dois papéis importantíssimos: a satisfação de um instinto básico, tal como existe nos outros animais, e sobretudo, a criação de laços fortes entre duas pessoas que buscam o prazer mútuo e uma vida em comum. Fonte: A Sexualidade nos Adolescentes | Planeamento Familiar

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Curtir vs Sexo

Mensagem: 
Eu queria que me ajudassem, pois estou muito confusa e já não sei o que pensar. No outro dia fui para casa de um amigo meu, pois ele estava a dar uma festa e tinha-me convidado. Quando lá cheguei o rapaz de quem eu gosto perguntou-me se eu queria curtir e eu aceitei - já não era a 1.ª vez que estavamos a curtir. Quando estávamos nos "amassos" ele parou e perguntou se eu queria (fazer sexo), e eu disse que não, era muito cedo, e ele pareceu não se importar.... Mas eu acho que ele se importou porque da 3.ª vez, que foi hà pouco tempo, ele já não estava como costumava estar quando curtíamos... No outro dia ele disse que me amava pelo chat e eu fiquei confusa porque ele diz para toda a gente ouvir que não gosta de mim. Eu falei disso com a minha melhor amiga e ela disse-me para não me fiar muito nisso e que podia ser só conversa. Eu já não sei o que pensar, porque eu gosto muito dele mas tenho medo de ser rejeitada mais uma vez e tenho a certeza que fiz a coisa certa. Dêem-me a vossa opinião. Obrigada. 

Resposta: 
Sim. Sem saber mais e sem vos conhecer tu fizeste a coisa certa, pois não deixaste avançar numa coisa para que não te sentias preparada. Se ele queria mais e se te "penaliza" por isso, achamos que isso só prova que ele não gosta de ti (ama/respeita), mas que queria os "benefícios" de "curtir" contigo... Se ele gostasse de ti mesmo, não "cobrava" o facto de não teres aceite o que ele pediu, aguardaria o momento que tu quisesses e aí respeitar-te-ia. Mas - pensa nisto - pensa bem no que implica fazer sexo sem o afecto que deve sempre ir junto e sem a pessoa sentir que quer mesmo. Confia na tua cabeça e no teu coração, porque o que tu sentes vale mais que tudo. Ah, e foge de intrigas e conversa de ouvir-dizer. Se há coisas a resolver, por muito que custe é cara a cara.
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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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