quarta-feira, 15 de agosto de 2012

A Sexualidade e a Relação Sexual


As vantagens da reprodução sexual 
A utilidade real do sexo é encontrada na combinação de dois conjuntos diferentes de cromossomas. Não é necessário para a reprodução envolver sexo é possível imaginar uma raça humana inteiramente constituída por mulheres que dão à luz, a intervalos regulares, réplicas de si próprias, derivadas de células nos seus corpos que contêm informações genéticas idênticas às contidas em todas as outras células. Algumas criaturas humanas primitivas reproduziam-se deste modo. Mas muito cedo, na evolução da vida, as vantagens da reprodução sexual tornaram-se irresistíveis. Num mundo no qual o meio ambiente externo está em mutação, uma espécie que fosse incapaz de se adaptar, depressa morreria. Uma raça de membros idênticos poderia apenas sobreviver num mundo estável de temperatura constante e fornecimento alimentares imutáveis e contínuos, sem preocupações com predadores ou espécies comprometidas.

A descoberta da sexualidade 
Em paralelo com as muitas transformações físicas que acontecem no rapaz e na rapariga, por acção das hormonas sexuais e quando novos sentimentos e emoções são experimentados, também surgem sensações em relação ao próprio corpo, mais ou menos agradáveis. É a energia que existe dentro de cada pessoa a manifestar a sua dimensão sexual. O despertador da sexualidade faz parte do desenvolvimento harmonioso do ser humano. Vai afirmar-se através das sensações confortáveis despertáveis ao tocar certas partes do corpo que vão determinar o desejo de as prolongar e intensificar. Logo na primeira fase da infância, desde que nasce até aos dois anos, a criança manifesta a sua sexualidade através da exploração de diferentes partes do corpo, incluindo os genitais, e demonstra experimentar prazer genital: nos meninos observam-se erecções e nas meninas lubrificação vaginal. Aos três e quatro anos, a criança toma consciência das diferenças corporais e de género e revela a sua curiosidade em relação a elas.

Orientação sexual 
 A orientação sexual é definida como a preferência do indivíduo por um determinado sexo. No âmbito da sexualidade do (a) adolescente há que ter presente a identidade sexual, a realização sexual e a escolha do objecto sexual. Dificuldades a este nível podem gerar sofrimentos e perturbações psicológicas com alguma gravidade. Nas questões da realização sexual existem determinados factores que a podem condicionar. Na mulher, por exemplo, as dores menstruais podem ser reflexo da dificuldade de aceitação da feminilidade e da sexualidade. Também uma primeira experiência - ejaculação, masturbação, relação sexual ou outra - pode ter sido traumática em si ou estar relacionada com traumas sexuais infantis e comprometer a realização sexual do indivíduo . Na escolha do objecto sexual, a orientação que predomina é para o sexo oposto - a heterossexualidade . Quanto à homossexualidade, e elegendo como exemplo a homossexualidade masculina, passamos a enumerar alguns dos motivos que constituem uma dificuldade à referida escolha: receio da reacção dos pais e da sociedade, receio de se sentirem atraídos por pessoas do mesmo sexo, de terem uma homossexualidade latente ou de terem perturbações da personalidade e de virem a ser vítimas de abuso por parte de homossexuais. Só muito recentemente a homossexualidade deixou de ser considerada doença. No entanto, a sociedade continua a exercer atitudes de discriminação e a penalizar os homossexuais pela sua preferência relativamente ao objecto sexual.

A relação sexual
A relação sexual geralmente começa com duas pessoas a tocarem-se, a acariciarem-se, a beijarem-se e a abraçarem-se. Passado algum tempo, a vagina da rapariga fica húmida e escorregadia, o clitóris torna-se duro, e o pénis do rapaz torna-se erecto, rijo e maior. Por vezes, um pouco de líquido transparente, que pode conter alguns espermatozóides, sai da ponta do pénis e torna-o molhado. Agora é possível que o pénis erecto do rapaz entre na vagina da rapariga que se alarga de modo a envolver o pénis. A humidade da vagina torna mais fácil a entrada do pénis. Durante a relação sexual, à medida que o homem e a mulher se movimentam para trás e para a frente, aumenta a probabilidade de ocorrer ejaculação, em que o sémen ou esperma é lançado do pénis para o colo do útero. O homem sente um orgasmo. Simultaneamente, os músculos na vagina e no útero contraem-se e depois descontraem-se. Uma pequena quantidade de líquido pode sair da vagina. Chama-se a isto «ter um orgasmo feminino». Sendo o orgasmo o prazer máximo que se pode obter numa relação sexual. Uma mulher e um homem podem ter o orgasmo em alturas diferentes. E, às vezes, uma pessoa tem um orgasmo e a outra não. Depois de um orgasmo, a maioria das pessoas sentem-se descontraídas, satisfeitas, e, por vezes, até sonolentas. De todas as vezes que um casal tem relações sexuais com penetração, o acto pode resultar num bebé - a não ser que a mulher já esteja grávida.

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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