quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Cuidados alimentares durante a gravidez

A grávida deve evitar os excessos relativos a açucares, fritos e gorduras. São igualmente de evitar os patés e alguns queijos, como o brie e o camembert. Também alimentos crus e mal cozinhados, tais como os ovos, peixe, carne vermelha e carne branca que não devem ser consumidos, porque todos eles são eventuais fontes de bactérias que podem prejudicar o feto em desenvolvimento. 

Para além disso, a carne crua e a carne mal passada podem transmitir toxoplasmose, que é uma doença susceptível de causar defeitos ou até a morte ao bebé, podendo-se dizer o mesmo quanto ao leite não pasteurizado. Requer-se igualmente uma especial atenção com as saladas cruas. Neste caso será conveniente e desejável deixá-las de molho durante algum tempo com 3 a 4 gotas de lixívia e lavar com água abundante antes de as preparar. É preciso ter a mesma atenção com os molhos e cremes, em particular durante o tempo quente, pois estes são facilmente contamináveis com microorganismos. 

Substâncias a evitar 

Drogas – As drogas, assim como muitos medicamentos, são bastante perigosos para o bebé e para o seu desenvolvimento. A heroína e a cocaína, apenas para citar alguns exemplos, podem matar o feto ou causar um vasto número de defeitos e ou problemas, na medida em que atravessam a placenta. 

Medicamentos – Alguns medicamentos poderão causar mal-formações ao feto ou causar efeitos secundários graves pelo que nunca se deverá auto-medicamentar mesmo quando se tratem de medicamentos de uso comum ou que tome frequentemente. Deverá sempre consultar o seu médico e informá-lo da sua gravidez. 

Tabaco – Durante a gravidez, o tabaco deve ser evitado por completo. Está provado que fumar durante a gravidez pode provocar vários problemas para o bebé, tais como a dificuldade de aprendizagem, aborto espontâneo, parto prematuro, descolamento prematuro da placenta, diminuição da qualidade e quantidade do leite materno, pouco peso, entre outros. 

Cafeína – Quanto à cafeína, que se encontra no café, no chá, chocolates e alguns refrigerantes, não existem estudos que confirmem, de forma inequívoca, a sua nocividade para a mãe e para o bebé. Não existirão problemas se a mãe ingerir o equivalente a 300/400 miligramas de cafeína por dia. Mas, apesar de se entender que esta quantidade de cafeína não é prejudicial nem à mãe nem ao feto, também não existem certezas absolutas quanto ao que pode acontecer se aqueles valores forem ultrapassados. No entanto, existem indicações de que poderá haver o risco de aborto espontâneo durante o 1º trimestre de gestação, ou que o bebé nasça com peso abaixo do normal. Um outro inconveniente do café é o facto de este ser um diurético, o que origina a perda de líquidos e de cálcio, muito importantes durante a gravidez, como também diminui a capacidade do organismo em absorver ferro, outro nutriente fundamental ao desenvolvimento da futura criança. 

Álcool – Durante a gravidez, a mulher também necessita de ter cuidado com a quantidade de álcool que ingere, pois não se sabe exactamente qual o nível seguro de consumo de álcool para uma grávida, até porque varia de pessoa para pessoa. É certo que o consumo de álcool em excesso durante a gravidez afecta o desenvolvimento fetal, uma vez que entra na corrente sanguínea da mãe e atinge o bebé através da placenta. Pode originar o síndroma de abstinência no recém-nascido e ter efeitos nocivos prolongados, nomeadamente anomalias cardíacas, problemas no sistema nervoso central, dificuldades de aprendizagem ao nível da fala, de crescimento, hiperactividade, entre outros. O álcool em excesso pode levar ao aborto espontâneo, ao parto prematuro ou bebés com peso abaixo do normal. Por estas razões, muitos médicos recomendam a abstinência total durante a gravidez, se bem que tomar um copo de vinho esporadicamente não seja prejudicial. Mas nunca se esqueça que você tem uma criança dentro de si a crescer e que pode prejudicar a criança sem querer por causa dos seus hábitos alimentares e assim. Fonte: Cuidados alimentares durante a gravidez | Planeamento Familiar

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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