quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Características dos Órgãos Reprodutores Masculinos






Características dos órgãos reprodutores masculinos
Gónadas
Testículos
Glândulas ovóides situadas fora da cavidade abdominal, envolvidas por uma bolsa cutânea - escroto. É onde são produzidos os gâmetas (espermatozóides).

Vias Genitais

Epidídimo
Tubo em espiral situado na parte superior de cada testículo. 
Canal deferente
Canal que vai do epidídimo, entrando na cavidade abdominal, até à uretra.
Uretra
Canal comum aos sistemas urinário e reprodutor. Percorre interiormente o pénis até ao exterior.
Órgãos exteriores
Pénis
Órgão cilíndrico cuja parte terminal é mais alargada constituindo a glande. Esta é revestida por uma prega cutânea chamada prepúcio 
Escroto
Bolsa cutânea que envolve os testículos.
Glândulas anexas
Vesícula seminal
São responsáveis pela produção de secreções (líquido seminal e prostático) que juntamente com os espermatozóides vão constituir o sémen ou esperma que é ejaculado pela uretra.
Próstata

domingo, 23 de setembro de 2012

Gravidez na Adolescência

A gravidez na adolescência, assim como fica claro pelo termo, consiste na gravidez quando ainda se está na fase da adolescência. Entretanto a OMS (Organização Mundial de Saúde) considera a adolescência como o período que vai de dez a vinte anos na vida de uma mulher. 

Cada país especifica a idade em que seus cidadãos, pela lei, passam a ser considerados adultos. A idade média da primeira menstruação é de 12 anos, embora este valor varie de acordo com a etnia, peso. A média de idade da primeira menstruação está diminuindo gradualmente com o passar dos anos. 

Quer a fertilidade precoce leva a gravidez na adolescência depende de uma série de factores, tanto sociais e pessoais. Mundialmente, as taxas de gravidez adolescente variam de 143 por 1000 na África sub-sariana, para 2,9 por 1000 na Coreia do Sul. Grávidas adolescentes enfrentam muitos dos mesmos “problemas” obstétricos que mulheres nos seus anos 20 e 30 apresentam. No entanto, existem outras preocupações médicas para jovens mães, principalmente aquelas com menos de 15 e aquelas que vivem em países em desenvolvimento. Para as mães entre 15 e 19, a idade em si não é um factor de risco, mas riscos adicionais podem ser associados a factores socioeconómicos. 

Dados que sugerem a gravidez adolescente como uma questão social nos países desenvolvidos inclui mais baixos níveis educativos, taxas mais elevada de pobreza, e crianças de mães adolescentes que não tem renda. A gravidez na adolescência em países desenvolvidos é geralmente fora do casamento, e carrega um estigma social em muitas comunidades e culturas. 

Por estas razões, tem havido muitos estudos e campanhas que tentam descobrir as causas e limitar o número de gravidezes entre adolescentes. Em outros países e culturas, em particular no mundo em desenvolvimento, a gravidez adolescente é geralmente dentro do casamento e não implica em estigma social. Riscos e Consequências da Gravidez na Adolescência A saúde do bebé e da mãe é particularmente preocupante entre as jovens que estão grávidas ou cuidando da criança. A nível mundial a incidência de parto prematuro e parto abaixo do peso é maior entre mães adolescentes. Investigações indicam que grávidas adolescentes são menos propensas a receber assistência pré-natal, muitas vezes a procuram apenas no terceiro trimestre, outras vezes nem chegando a procurar. 

Relatos indicam que um terço das adolescentes grávidas recebem atendimento pré-natal insuficiente e que os seus filhos têm mais probabilidades de sofrer de problemas na infância ou ser hospitalizados do que os filhos de mulheres mais velhas. Muitas grávidas adolescentes são sujeitas as deficiências nutricionais de pobres hábitos alimentares comuns na adolescência, incluindo tentativas de perder peso através de dieta, pular refeições, lanches não nutritivos e o consumo de fast food. Nutrição inadequada durante a gravidez é um problema ainda mais acentuado entre os adolescentes nos países em desenvolvimento. As complicações na gravidez resultam na morte de um número estimado de 70000 garotas nos países em desenvolvimento a cada ano. Jovens mães e seus bebés também estão em maior risco de contrair o HIV. 

A Organização Mundial de Saúde estima que o risco de morte após a gravidez é duas vezes maior para as mulheres entre 15 e 19 anos do que para aqueles com idades compreendidas entre os 20 e 24. A taxa de mortalidade materna pode ser até cinco vezes maior para as garotas com idades compreendidas entre os 10 e 14 do que para as mulheres de cerca de vinte anos de idade. Aborto ilegal também gera muitos riscos para meninas adolescentes em áreas como a África sub-sariana. Riscos de complicações médicas são maiores para as garotas de14 anos de idade ou mais jovens, com uma pélvis ainda subdesenvolvida pode levar a dificuldades no parto. 

Parto com problemas geralmente é solucionado com uma cesariana nas nações industrializadas, no entanto, nas regiões em desenvolvimento onde os serviços médicos podem estar indisponíveis, pode levar a eclampsia, fístula obstétrica, a mortalidade infantil, materna ou morte. Para as mães adolescentes já no final da gravidez na adolescência, a idade em si não é um factor de risco, e os pobres resultados estão mais associados com factores socioeconómicos, em vez de os biológicos. Fonte: Gravidez na Adolescência | Planeamento Familiar

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Glossário: há palavras que têm mais de um significado

Mensagem: 
Já ouvi falar mas não sei o que é, podiam dizer-me o que é um "bico"?

Resposta: 
Do que sabemos (e pensamos que é), um "bico" é "masturbar" o pénis de modo a causar excitação e a consequente ejaculação. Normalmente faz-se com a(s) mão(s) e/ou com a boca. E normalmente é "ela" que o faz a "ele". Tecnicamente chama-se felação (fellatio, em Latim e Inglês). Praticar sexo oral é uma opção, e aproveitamos para dizer que engolir o esperma não tem contra-indicações, a não ser a pessoa poder achar isso menos apetecível...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012


A OMS - Organização Mundial de Saúde - definiu sexualidade como uma energia que encontra a sua expressão física, psicológica e social no desejo de contacto, ternura e às vezes amor.
O desenvolvimento da sexualidade acontece durante toda a vida do indivíduo e depende da pessoa, das suas características genéticas, das interacções ambientais, condições socioculturais e outras, conhecendo diferentes etapas fisiológicas: infância, adolescência, idade adulta e senilidade. Na adolescência aparecem os caracteres sexuais secundários e tornam-se mais evidentes os comportamentos sexuais, tanto a nível biológico como a nível sócio-afectivo.



Caracteres sexuais secundários masculinos
Mudança na voz.
Desenvolvimento corporal por aumento da massa muscular.
Aumento do tamanho do pénis e dos testículos.
Poluções nocturnas.
Aparecimento do acne.
Aparecimento de pêlos nos órgãos genitais, axilas, etc.
Maior secreção da hormona testosterona




Caracteres sexuais secundários femininos
Alargamento das ancas. Maior acumulação de gordura no tecido adiposo.
Desenvolvimento dos seios e das ancas.
Menstruação mensal.
Aparecimento do acne.
Aparecimento de pêlos nos órgãos genitais, axilas, etc.
Maior produção da hormona estrogénio e progesterona.


As alterações corporais são vivenciadas de forma diferente, de jovem para jovem. Podem aparecer sentimentos de vergonha, timidez, pudor e até ansiedade, nomeadamente em casa, junto dos pais e dos irmãos, e na escola, junto dos colegas e das colegas.
Por outro lado as hormonas que são responsáveis por estas modificações, produzem um acentuado aumento do desejo sexual e das sensações eróticas. É a partir desta fase que se vai desenvolver a resposta sexual adulta.
As relações entre os dois sexos também vão sofrer alterações importantes. É frequente professores e pais relatarem situações de afastamento e mesmo hostilidade entre rapazes e raparigas na escola, em casa ou em grupos de amigos.
Outra manifestação é a constituição de grupos e de espaços ferozmente mono-sexuais (proibição absoluta dos rapazes entrarem nos grupos das raparigas e vice-versa). É como se houvesse um período em que se torna interiormente muito importante mostrar claramente, a si mesmo e aos outros, que se pertence a um sexo bem definido, com características muito específicas e opostas ao outro sexo. 
                

Existe um misto de hostilidade e de jogo de provocação e sedução. Há um não querer e querer, um não precisar e precisar, um não gostar e gostar.
Outro comportamento importante em alguns dos rapazes e raparigas pré-adolescentes é a masturbação que funciona como uma descoberta do corpo e de novas sensações. Pode ser vivida com um misto de prazer e de curiosidade, mas também com muitas dúvidas ou culpabilidades, dados os comentários negativos ou o silêncio dos adultos sobre este assunto.
Esporadicamente, alguns adolescentes podem envolver-se em relações sexuais. Este não é, no entanto, um comportamento muito frequente nesta fase de desenvolvimento.
No entanto, estes comportamentos não são generalizados, o que quer dizer que as fantasias ou preocupações ligadas à sexualidade não sejam uma característica comum.

sábado, 15 de setembro de 2012

O Planeamento Familiar



O nascimento de um ser humano pode proporcionar uma grande alegria, quando no ambiente que o rodeia existem condições de afecto, amor, segurança, equilíbrio, necessário ao seu desenvolvimento harmonioso. A escolha da melhor época para o nascimento de uma criança implica que os casais façam um planeamento familiar, tendo em conta o respeito de um pelo outro e pela vida. O planeamento familiar permite aos casais decidir, de forma responsável, consciente e livre, o número de filhos que querem ter e a ocasião em que o desejam; ajuda também a evitar o aborto e a resolver problemas conjugais. Para além disto, o planeamento familiar ajuda os casais que têm problemas de infertilidade, actua na prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e ajuda no diagnóstico precoce do cancro da mama e do colo do útero. No planeamento familiar, é importante o casal ser responsável e ter consciência das suas atitudes; deve recusar tudo o que contraria os direitos humanos, tais como o direito à vida, à liberdade e à dignidade. O planeamento familiar inclui métodos denominados contraceptivos ou anticoncepcionais. É vulgar classifica-los em naturais e artificiais. Os métodos naturais têm em conta o período de fertilidade da mulher; pressupõem, portanto, um conhecimento profundo da morfologia dos aparelhos reprodutores e uma grande capacidade de auto-observação. Não é introduzida, no organismo, qualquer estrutura ou substância química. Os métodos artificiais, em que são administrados medicamentos sob a forma de hormonas, designam-se hormonais, enquanto os restantes são considerados não hormonais.

ALGUMAS SUGESTÕES 
Se não deseja uma gravidez, não tenha relações sexuais não protegidas. Use sempre um método contraceptivo.  Vá anualmente ao seu médico de família, ginecologista ou consulta de planeamento familiar mais próxima. Se tiver algum problema ou dúvida sobre o método contraceptivo que está a utilizar, contacte rapidamente um técnico que a esclareça mas não interrompa a utilização do método. Se está a tomar medicamentos e a usar a pílula, informe-se junto do seu médico de família ou do seu farmacêutico, se o medicamento pode interferir com a eficácia do método. Se é mãe ou pai de um(a) jovem adolescente assegure-se que ela ou ele estão devidamente informados sobre a necessidade de contracepção e os locais a que podem recorrer para a obter. Não vale a pena esperar que não aconteça nada… Se tem uns dias de atraso, não interrompa a utilização do contraceptivo e faça rapidamente um teste de gravidez. Se é homem,... não deixe para as mulheres uma responsabilidade que também é sua! 

Onde existem consultas de Planeamento Familiar? 
As consultas de Planeamento familiar existem em muitos Centros de saúde e hospitais. No entanto, mesmo não existindo consulta de Planeamento familiar, este cuidado de saúde faz parte da actividade dos médicos de família. Existem também nalguns locais consultas especialmente dirigidas aos jovens. Para mais informações, dirija-se: · Ao Centro de Saúde da sua área e consulte o seu médico de família, ou... · À sua Farmácia e informe-se junto do seu farmacêutico, ou... · Telefone para uma das seguintes linhas de apoio: “Sexualidade em Linha” 800 222 002 Linha da “Sexualidade Segura” 800 20 21 20 “Sexualidade em Atendimento” – APF Porto / APF Lisboa 22 200 17 98/21 388 89 01

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Engravidar durante a amamentação?

O que é tão surpreendente sobre as pessoas é que quando percebem algo que preocupa a percepção das pessoas, há sempre o risco de que os fatos serão ofuscados pelo mito. Embora seja fácil de reconhecer que essas coisas acontecem, explicar porque acontecem é menos fácil. Uma das coisas que está enrolada de fatos e mito é a gravidez. A cortina de ideias em torno da gravidez é tão intenso que às vezes se torna impossível dizer que uma é verdadeira e que uma é apenas um produto da imaginação de alguém. Um desses mitos é a crença de que não se vai engravidar quando se está amamentando. 


Amamentação e Gravidez 
Antes de partimos para explicar a correlação entre a amamentação e gravidez, é melhor estar ciente de alguns fatos. Quando uma mulher está amamentando, isso significa que ela está alimentando o seu bebé em linha reta de seu corpo. Por outro lado, a gravidez é comummente definida como uma condição em que uma mulher está carregando em seu ventre um bebé. 

Então, qual o relacionamento entre o aleitamento materno e as chances de gravidez? 
É uma crença comum de que uma mulher que amamenta não vai engravidar. É preciso qualificar essa afirmação dizendo que uma mulher que amamenta não vai engravidar enquanto ela está amamentando. Dado que isto é assim, será melhor para explicar por que isso é assim. A verdade é que enquanto a mulher está amamentando, ela não é susceptível de engravidar no decurso da lactação. Esta condição é conhecida no meio médico como o método de amenorréia lactacional (LAM). Método de amenorréia lactacional é um processo natural de evitar a gravidez que se baseia na infertilidade pós-parto que só ocorre quando a mulher está amamentando. 

Amamentação é o Seguro da Mulher contra a gravidez? 
Embora seja uma crença comum de que a amamentação vai ajudar a mulher a evitar a gravidez, este não é o caso. Embora seja verdade que a amamentação pode ajudar a mulher a não engravidar, existem muitas condições que ela tem de cumprir totalmente a fim de evitar a gravidez. Seguindo estritamente a esses requisitos é a chave para tornar o aleitamento materno o melhor meio para evitar a gravidez, porque é um caminho natural para evitar a gravidez. Esses fatores incluem o seguinte: O primeiro requisito para tornar a amamentação um meio eficaz para ajudar a mulher a evitar a gravidez é que a amamentação deve ser a única fonte de nutrição para o bebé. Se a mãe utiliza outros métodos, como bombeamento e alimentação do bebé alimentos sólidos, a eficácia do método de amenorréia lactacional é bastante reduzido; Para tornar a amamentação um meio mais eficaz de evitar a gravidez, a mãe deve amamentar o seu criança, pelo menos, quatro horas durante o dia e pelo menos a cada seis horas à noite; A criança não deve ter mais de seis meses; Outra chave fator na tomada de método de amenorréia lactacional evitar a gravidez é que a mulher não deve ter tido a doença antes; Fonte: Engravidar durante a amamentação? | Planeamento Familiar

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Frigidez

Mensagem: 
Gostava de saber se é normal sentir orgasmos mais facilmente fora da vagina do que dentro, com a penetração do pénis? Ou seja, se a estimulação externa for mais agradável que a interna (tendo esta, muitas vezes, ausência de qualquer prazer), poderá isso significar alguma "frigidez" nas partes mais internas? 

Resposta: 
Face à questão que coloca, podemos referir que a "normalidade", no âmbito das sensações a nível sexual, é algo individual: cada pessoa responde aos estímulos de sua maneira, e tem as suas sensações próprias, sendo que sentir o orgasmo preferencialmente por estimulação exterior não tem nada de "anormal", mas de particular a si. Por este facto, deve procurar, na vivência da sua sexualidade, as estimulações que lhe proporcionem maior prazer. O interior da vagina, em si, é uma zona pouco enervada, isto é, tem poucos terminais nervosos. Por sua vez, a entrada da vagina e as zonas envolventes (clítoris incluído, claro) são-no muito densamente. Pelo que refere, pensamos que não se pode considerar "frigidez" o que descreve, até porque esta consiste num quadro clínico com sintomas e causas específicos, que não menciona no seu mail.

domingo, 9 de setembro de 2012

Como se Transmite o VIH / SIDA

Como se Transmite o VIH? 
Através de sangue, secreções sexuais e da mãe infectada para o filho. Para que não fique com dúvidas vamos falar-lhe de cada uma destas formas de transmissão. 

SANGUE 
Só transmite se estiver infectado e entrar dentro do nosso organismo. A principal causa de transmissão por esta via ocorre através da partilha de agulhas, seringas e outros objectos contaminados pelo VIH entre os toxicodependentes que utilizam drogas injectáveis. Embora representem um menor risco, não devem ser partilhados objectos cortantes onde exista sangue de uma pessoa infectada, mesmo que esteja já seco. É o caso das lâminas de barbear, piercings, instrumentos de tatuagem e de furar as orelhas e alguns utensílios de manicura. Actualmente todo o sangue usado nas transfusões sanguíneas é testado para o VIH antes de ser utilizado, pelo que não se deve ter medo destas situações. Também o dar sangue não é um problema, já que é utilizado material descartável e esterilizado. 

SECREÇÕES SEXUAIS (esperma e secreções vaginais) 
As secreções sexuais de uma pessoa infectada, mesmo que aparentemente saudável e com “bom aspecto”, podem, com grande probabilidade, transmitir o VIH sempre que exista uma relação sexual com penetração - vaginal, anal ou oral - sem preservativo. O risco é maior em relações sexuais com parceiros desconhecidos, múltiplos parceiros sexuais ou parceiros ocasionais, situações em que o uso do preservativo é imprescindível (lembre-se que as aparências podem enganar). É importante ter sempre em conta que basta uma relação sexual não protegida com uma pessoa infectada (mesmo que aparentemente saudável) para o VIH se poder transmitir. 

DA MÃE INFECTADA PARA O FILHO 
Se a mãe estiver infectada, pode transmitir a infecção ao seu bebé através do leite. Mas não só: também pode transmitir o VIH ao filho durante a gravidez, através do seu próprio sangue, ou durante o parto, através do sangue ou secreções vaginais.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Doenças Sexualmente Transmissíveis


As infecções sexualmente transmissíveis (IST), actualmente, são um problema sanitário de primeiro plano, já que, apesar de na maioria dos casos existir cura, todos os anos aumenta o número de pessoas que padecem destas doenças devido à mudança de hábitos sexuais dos jovens e ao aparecimento da SIDA. Além disso, em muitos casos a falta de informação faz com que se desconheçam os sintomas, que se mantêm ocultos, o que contribui para a sua transmissão.

DOENÇAAGENTESINTOMASTRANSMISSÃOPROGNÓSTICO
GonorreiaNeisseria gonorrhoeae (bactéria)Inflamação do colo do útero, transtornos menstruais, uretrite no homem, secreção amarelada.Contacto sexual, roupa interior, toalhas.H: esterilidade.M: inflamação da pélvis, esterilidade e possível cegueira do recém nascido.
SífilisTreponema pallidum 
(bactéria)
Inicialmente úlceras genitais que não curam. Posteriormente lesões na pele e mucosas.Contacto sexual, via placentária.Lesões no sistema circulatório e nervoso. Malformação ou morte do recém-nascido.
Uretrite e vulvovaginiteClamydia trachomatis (bactéria)Corrimento acinzentado, espumoso, com cheiro a peixe. Nos homens, dor ao urinar.Contacto sexual, roupa interior, toalhas.Artrites. Infecções nos olhos, pele e boca.
Herpes genitalVírus hominis(vírus)Lesões vesiculares nos órgãos genitais externos.Contacto sexual.Pode contagiar o feto. Aumenta o risco de cancro do colo do útero.
Hepatite BVários tipos de vírusLesões hepáticas, hepatite, cirrose.Sangue, esperma, secreção vaginal, via placenta, leite materno, saliva.Produz graves problemas no fígado. Pode causar a morte.
SIDAVIH
(vírus) 
Anemia, febre, perda de peso, alterações imunitárias.Sangue, esperma, secreção vaginal, via placenta, leite materno.Transmite-se ao feto. Infecções generalizadas e morte.
CandidíaseCandida albicans(fungo)Picadas ao urinar, comichão, fluxo vaginal muito abundante.Contacto sexual, roupa interior, toalhas, roupa húmida.  Mais frequente na mulher. Não têm consequências.
TricomoníaseTrichomona vaginalis (protozoário)Ardor, comichão, fluxo vaginal amarelo.Contacto sexual, roupa interior, toalhas.Infecção urinária na mulher e uretrite no homem.
Pediculose púbica 
(chatos)
Phtirius pubis (artrópode)Lesões na pele, picadelas na zona púbica.Falta de higiene, lençóis, toalhas, contacto sexual.Sem consequências se desparasitar a pele e desinfectar a roupa em água fervente.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Da Fecundação ao Parto

Durante as relações sexuais, o homem e a mulher experimentam algumas alterações nos seus órgãos sexuais que facilitam a chegada ao óvulo dos espermatozóides, dentro do corpo da mulher: o pénis deve estar em erecção e a vagina lubrificada. Dos cerca de 90 milhões de espermatozóides que se encontram numa ejaculação, entre 300 a 500 chegam às trompas e apenas um deles irá fecundar o óvulo. Os espermatozóides chegam ao óvulo em menos de 15 minutos. Se durante a relação sexual um espermatozóide encontra um óvulo nas trompas de falópio e se une a ele, produz-se a fecundação. O ovo desloca-se ao longo da trompa de falópio demorando entre 5 a 7 dias a atingir a parede uterina. Neste trajecto podem observar-se vários estados apresentados pelo embrião nesse período de tempo que decorre desde o estado de ovo até à implantação no endométrio - nidação. 



 As figuras representam as primeiras divisões do óvulo depois da fecundação, entrando na fase embrionária. O ovo ao desenvolver-se, não dá somente origem ao embrião. O endométrio fica mais espesso e origina os anexos embrionários indispensáveis para o crescimento e desenvolvimento de um novo ser ao longo dos nove meses seguintes - gravidez. Ao longo da gravidez, o único ponto de contacto entre mãe e filho é a placenta, que é uma espécie de placa muito irrigada onde terminam os vasos sanguíneos do cordão umbilical. É através da placenta e do cordão umbilical que o embrião recebe nutrientes mas também liberta os seus produtos de excreção. A protecção contra os choques e dessecação é assegurada pelo âmnios e líquido amniótico. O desenvolvimento do embrião evolui ao longo de várias fases: 
 · durante os primeiros dois meses começa a esboçar-se a formação dos diversos órgãos; 
 · ao fim do 2º mês o embrião mede cerca de 3 cm e só pesa algumas dezenas de gramas; 
 · por volta do 3º mês apresenta membros e órgãos já definidos e aparenta mesmo forma humana. Nessa altura, o embrião passa a designar-se por feto . 

O seu crescimento de 1,5 mm por dia é muito rápido, de tal modo, que se continuasse a crescer a esse ritmo após o nascimento atingiria, aos cinco anos de idade, os 3 metros de altura; 
· do 3º ao 6º mês os órgãos completam a sua formação e o feto adquire proporções mais regulares, mantendo, contudo, a cabeça bastante volumosa . Os seus movimentos começam a ser sentidos pela mãe; 
· nos últimos dois meses de gestação ultima-se o desenvolvimento; 
· por volta dos nove meses, o bebé, já totalmente formado, está pronto para nascer. Tem lugar o parto. 

É um momento sublime para a mãe e para o bebé. Mas é também um momento em que há tanta coisa para fazer bem feita que nem há muito tempo para pensar nisso. Na primeira fase do parto o colo do útero alarga-se e dá-se a saída do líquido amniótico – é aquilo a que vulgarmente se chama o “libertar das águas”. Em seguida, as paredes do útero começam a contrair-se cada vez com mais força, a frequência das contracções aumenta, o colo do útero e a vagina dilatam-se até que o feto, já maduro, sai para o exterior . O parto é a etapa final da gravidez, o acto do nascimento. Após o parto, a criança recém-nascida iniciará o seu desenvolvimento até ao estado adulto e quando lá chegar, será também ela, talvez, capaz de conceber.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Carta dos Direitos Sexuais e Reprodutivos

Nem todas as pessoas sabem, mas existe uma Carta de Direitos Sexuais e Reprodutivos que tem como objectivo a promoção e protecção dos direitos e liberdades sexuais e reprodutivas em todos os sistemas políticos, económicos e culturais. Essa carta, da autoria da IPPF – Federação Internacional para o Planeamento da Família – contempla o seguinte: 

1 – DIREITO À VIDA 
Nenhuma mulher deve ter a vida em risco por razões de gravidez. Nenhuma pessoa deve ter a vida em risco por falta de acesso aos serviços de saúde e/ou informação, aconselhamento ou serviços relacionados com a saúde sexual e reprodutiva. 

2 – DIREITO À LIBERDADE E SEGURANÇA DA PESSOA 
Todas as pessoas têm o direito de poder desfrutar e controlar a sua vida sexual e reprodutiva, no respeito pelos direitos dos outros. Todas as pessoas têm o direito de não estarem sujeitas a assédio sexual. Todas as pessoas têm o direito de estar livres do medo, vergonha, culpa, falsas crenças ou mitos e outros factores psicológicos que inibam ou prejudiquem o seu relacionamento sexual ou resposta sexual. 

3 – O DIREITO À IGUALDADE E O DIREITO A ESTAR LIVRE DE TODAS AS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO 
Ninguém deve ser discriminado, no âmbito da sua vida sexual e reprodutiva, no acesso aos cuidados e/ou serviços. Todas as pessoas têm o direito à igualdade no acesso à educação e informação de forma a preservar a sua saúde e bem-estar, incluindo o acesso à informação, aconselhamento e serviços relativos à sua saúde e direitos sexuais e reprodutivos. Nenhuma pessoa deve ser discriminada no seu acesso à informação, cuidados de saúde, ou serviços relacionados com as suas necessidades de saúde e direitos sexuais e reprodutivos ao longo da sua vida, por razões de idade, orientação sexual, “deficiência” física ou mental. 

4 – O DIREITO À PRIVACIDADE 
Todos os serviços de saúde sexual e reprodutivos, incluindo a informação e o aconselhamento, deverão ser prestados com privacidade e a garantia de que as informações pessoais permanecerão confidenciais. Todas as mulheres têm o direito de efectuar escolhas autónomas em matéria de reprodução, incluindo as opções relacionadas com o aborto seguro. Todas as pessoas têm o direito de exprimir a sua orientação sexual a fim de poder desfrutar de uma vida sexual segura e satisfatória, respeitando contudo o bem-estar e os direitos dos outros, sem receio de perseguição, perda da liberdade ou interferência de ordem social. Todos os serviços de cuidados em saúde sexual e reprodutiva incluindo os serviços de informação e aconselhamento devem estar disponíveis para todas as pessoas e casais, em particular os mais jovens, numa base de respeito aos seus direitos de privacidade e confidencialidade. 

5 – O DIREITO À LIBERDADE DE PENSAMENTO 
Todas as pessoas têm direito à liberdade de pensamento e de expressão relativa à sua vida sexual e reprodutiva. Todas as pessoas têm o direito à protecção contra quaisquer restrições por motivos de pensamento, consciência e religião, no seu acesso à educação e informação relativas à sua saúde sexual e reprodutiva. Os profissionais de saúde têm o direito de invocar objecção de consciência na prestação de serviços de contracepção e aborto e o dever de encaminhar os utentes para outros profissionais de saúde dispostos a prestar o serviço solicitado de imediato. Este direito não é contemplado em casos de emergência, quando esteja em risco a vida de uma pessoa. Todas as pessoas têm o direito de estar livres de interpretações restritas de textos religiosos, crenças, filosofias ou costumes, como forma de delimitar a liberdade de pensamento em matérias de cuidados de saúde sexual e reprodutivos. 

6 – O DIREITO À INFORMAÇÃO E EDUCAÇÃO 
Todas as pessoas têm o direito de receber uma educação e informação suficientes de forma a assegurar que quaisquer decisões que tomem, relacionadas com a sua vida sexual e reprodutiva, sejam exercidas com o seu consentimento pleno, livre e informado. Todas as pessoas têm o direito de receber informações completas quanto às vantagens, eficácia e riscos associados a todos os métodos de regulação e fertilidade e de prevenção. 

7 – O DIREITO DE ESCOLHER CASAR OU NÃO E DE CONSTITUIR E PLANEAR FAMÍLIA 
Todas as pessoas têm o direito de acesso aos cuidados de saúde reprodutiva, incluindo casos de infertilidade, ou quando a fertilidade esteja comprometida devido a doenças transmitidas sexualmente. 

8 – O DIREITO DE DECIDIR TER OU NÃO FILHOS E QUANDO OS TER 
Todas as pessoas têm o direito ao acesso à gama mais ampla possível de métodos seguros, eficazes e aceitáveis de contracepção. Todas as pessoas têm o direito à liberdade de escolher e utilizar um método de protecção contra a gravidez não desejada, que seja seguro e aceitável.

9 – O DIREITO AOS CUIDADOS
Todas as pessoas têm o direito a usufruir de cuidados de saúde sexual e reprodutiva, incluindo o direito: Informação dobre os benefícios e riscos dos métodos contraceptivos Acesso à maior variedade possível de serviços Opção para decidir utilizar ou não serviços e para escolher o método contraceptivo a usar Segurança relativa aos métodos e serviços ao seu dispor Privacidade na informação e serviços prestados Confidencialidade relativa a informações pessoais Dignidade no acesso e na prestação dos cuidados em saúde sexual e reprodutiva Confiança e comodidade relativa à qualidade dos serviços oferecidos Continuidade que garanta a disponibilidade futura dos serviços Opinião sobre o serviço oferecido 

10 – O DIREITO AOS BENEFÍCIOS DO PROGRESSO CIENTÍFICO 
Todas as pessoas utentes dos serviços de saúde sexual e reprodutiva têm o direito ao acesso a todas as novas tecnologias reprodutivas seguras e reconhecidas. 

11 – O DIREITO À LIBERDADE DE REUNIÃO E PARTICIPAÇÃO POLÍTICA 
Todas as pessoas têm o direito de influenciar os governos para que a saúde e os direitos em matéria de sexualidade e reprodução sejam uma prioridade dos mesmos. 

12 – O DIREITO A NÃO SER SUBMETIDO NEM A TORTURA, NEM A TRATAMENTO DESUMANO OU DEGRADANTE 
Todas as crianças têm o direito a protecção contra todas as formas de exploração e, especialmente, da exploração sexual, da prostituição infantil e todas as formas de abuso, violência e assédio sexuais. Fonte: Carta dos Direitos Sexuais e Reprodutivos | Planeamento Familiar

sábado, 1 de setembro de 2012

Esperma "a jacto" e gravidez

Mensagem: 
Tenho uma dúvida... uma mulher só pode engravidar se, na penetração ouver "jacto" de esperma, certo? Não poderá engravidar se não ouver esse "jacto" ou "pressão", certo? Ou estarei errado? Espero atenciosamente a vossa resposta, muito brevemente, assim que possivel! 

Resposta: 
Desde que um (1) espermatozóide atinja o óvulo (que fica bem dentro da mulher) e com ele se funda, ela normalmente fica grávida. Claro que o jacto do esperma - a ejaculação - é o método natural para garantir que isso aconteça. Os espermatozóides - que "navegam" aos milhões no esperma - só têm um objectivo: chegar ao óvulo. O corpo da mulher está preparado para facilitar esse encontro, por isso, o tal jacto faz falta, mas não é essencial - eles também arranjam modo de chegar lá, se tudo estiver a seu favor...
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Postagens populares

Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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