sábado, 15 de setembro de 2012

O Planeamento Familiar



O nascimento de um ser humano pode proporcionar uma grande alegria, quando no ambiente que o rodeia existem condições de afecto, amor, segurança, equilíbrio, necessário ao seu desenvolvimento harmonioso. A escolha da melhor época para o nascimento de uma criança implica que os casais façam um planeamento familiar, tendo em conta o respeito de um pelo outro e pela vida. O planeamento familiar permite aos casais decidir, de forma responsável, consciente e livre, o número de filhos que querem ter e a ocasião em que o desejam; ajuda também a evitar o aborto e a resolver problemas conjugais. Para além disto, o planeamento familiar ajuda os casais que têm problemas de infertilidade, actua na prevenção das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e ajuda no diagnóstico precoce do cancro da mama e do colo do útero. No planeamento familiar, é importante o casal ser responsável e ter consciência das suas atitudes; deve recusar tudo o que contraria os direitos humanos, tais como o direito à vida, à liberdade e à dignidade. O planeamento familiar inclui métodos denominados contraceptivos ou anticoncepcionais. É vulgar classifica-los em naturais e artificiais. Os métodos naturais têm em conta o período de fertilidade da mulher; pressupõem, portanto, um conhecimento profundo da morfologia dos aparelhos reprodutores e uma grande capacidade de auto-observação. Não é introduzida, no organismo, qualquer estrutura ou substância química. Os métodos artificiais, em que são administrados medicamentos sob a forma de hormonas, designam-se hormonais, enquanto os restantes são considerados não hormonais.

ALGUMAS SUGESTÕES 
Se não deseja uma gravidez, não tenha relações sexuais não protegidas. Use sempre um método contraceptivo.  Vá anualmente ao seu médico de família, ginecologista ou consulta de planeamento familiar mais próxima. Se tiver algum problema ou dúvida sobre o método contraceptivo que está a utilizar, contacte rapidamente um técnico que a esclareça mas não interrompa a utilização do método. Se está a tomar medicamentos e a usar a pílula, informe-se junto do seu médico de família ou do seu farmacêutico, se o medicamento pode interferir com a eficácia do método. Se é mãe ou pai de um(a) jovem adolescente assegure-se que ela ou ele estão devidamente informados sobre a necessidade de contracepção e os locais a que podem recorrer para a obter. Não vale a pena esperar que não aconteça nada… Se tem uns dias de atraso, não interrompa a utilização do contraceptivo e faça rapidamente um teste de gravidez. Se é homem,... não deixe para as mulheres uma responsabilidade que também é sua! 

Onde existem consultas de Planeamento Familiar? 
As consultas de Planeamento familiar existem em muitos Centros de saúde e hospitais. No entanto, mesmo não existindo consulta de Planeamento familiar, este cuidado de saúde faz parte da actividade dos médicos de família. Existem também nalguns locais consultas especialmente dirigidas aos jovens. Para mais informações, dirija-se: · Ao Centro de Saúde da sua área e consulte o seu médico de família, ou... · À sua Farmácia e informe-se junto do seu farmacêutico, ou... · Telefone para uma das seguintes linhas de apoio: “Sexualidade em Linha” 800 222 002 Linha da “Sexualidade Segura” 800 20 21 20 “Sexualidade em Atendimento” – APF Porto / APF Lisboa 22 200 17 98/21 388 89 01

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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