segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Gravidez na adolescência, o que fazer ...


A taxa de fecundidade na população diminui em todos os grupos etários, mas entre os adolescentes de 15 a 19 anos baixou menos, andando à volta de 13,5 casos de gravidez por cada mil adolescentes (nos Estados unidos da América o número é de 96 casos de gravidez por cada mil adolescentes).

Outro dado importante é a escassa utilização de métodos anticoncepcionais e a alta percentagem de abortos provocados neste grupo de idades. No nosso meio, aproximadamente 10% das mulheres em que são praticados abortos legais têm menos de 20 anos; nos Estados Unidos 40% das adolescentes grávidas recorrem ao aborto.

A gravidez em adolescentes não é um fenómeno novo. Talvez alguns factores sociais actuais permitam uma análise aproximada das suas causas: puberdade numa idade mais precoce, trivialização da sexualidade, erotismo constante nos meios de comunicação, adolescência demasiado longa, etc.

Não obstante, o problema básico pelo qual se verifica é a falta de previsão (sobretudo quanto ao uso de anticoncepcionais) e não só por inconsciência, mas fundamentalmente por desinformação e ignorância.

A adolescente grávida e posteriormente a adolescente e o adolescente pais e sua filha e filho são pessoas com alto risco, tanto médico como social.

Em Portugal, e segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística, havia em 1998, 95 mães com menos de 15 anos e 7308 com idades entre os 15 e os 19.

EXISTEM MUITOS MITOS SOBRE NÃO ENGRAVIDAR

Não se engravida...
Se tomar banho a seguir ao acto sexual?
Se for a primeira vez que se tem relações sexuais?
Durante a menstruação?
Se se tiver relações sexuais em pé?
Se se retirar o pénis entes da ejaculação?
Quando não se atinge o orgasmo?

NÃO! CUIDADO!
Em qualquer destas situações podes engravidar!

Sintomas da gravidez:
Seios doridos;
Muito sono e cansaço;
Ficar sem menstruação;
Ficar enjoada.

CUIDADO! Se sentires alguns destes sintomas deves dirigir-te ao Centro de saúde.

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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