terça-feira, 23 de outubro de 2012

Higiene íntima feminina: tudo que você deve saber


Vida de mulher não é fácil. Em se tratando de saúde, então… é TPM, enxaqueca e outras coisas mais. É melhor nem explanar porque a lista é longa e o assunto aqui é higiene íntima. Atualmente, existem várias opções de produtos para cuidar do caso: lencinhos humedecidos, sabonetes específicos, protetores de calcinha, desodorizantes. São tantos os produtos que a variedade pode até nos confundir. Aí, o que seria um prosaico momento de limpeza se revela um verdadeiro banho de dúvidas.
O que pouca gente sabe é que a vagina também possui glândulas sebáceas e elas secretam um sebo capaz de exalar um cheiro característico quando entram em contato com o ar. O odor da genitália feminina é, portanto, normal por uma questão puramente fisiológica. Mas, se o cheiro começar a mudar ou ficar muito forte, você pode estar com algum tipo de infeção. O mesmo vale para o corrimento. Ele pode ser natural, mas, muitas vezes, é proveniente da chamada vaginite – ou seja, inflamação dos tecidos da vagina.
A vaginite ocorre, na maioria das vezes, pela ação de fungos, que produzem uma secreção espessa e esbranquiçada; de bactérias, que produzem um corrimento mal cheiroso; e de protozoários, que causam um corrimento espumoso e de cheiro desagradável. Portanto, meninas, a higiene é fundamental!

Higiene Íntima
Na hora do banho, a dupla água e sabão aliada a uma boa técnica de limpeza são ainda os cuidados mais importantes. “Não tenha medo de passar os dedos entre os grandes e os pequenos lábios para limpá-los, enxaguando bem, e prefira os sabonetes com pH neutro (ou os glicerinados) aos perfumados, para evitar irritação”, recomenda a ginecologista Sónia Valentim. E ela complementa: “Mulheres virgens devem lavar apenas a parte externa do órgão com sabonete. Já para quem tem vida sexual ativa, de tempos em tempos, a limpeza deve ser feita passando o dedo lá nas paredes do canal vaginal. Toda vez que não usar a camisinha é bom fazer assim também, para eliminar os resquícios de esperma”, ensina.
Mas, atenção: essa limpeza mais profunda não deve ser feita sempre, para não destruir a flora vaginal. Pelo mesmo motivo, as duchas internas também não são recomendadas, pois o forte jato de água acaba com a defesa natural da vagina. Já toda vez que fizer xixi ou evacuar, procure se limpar com água e sabonete. Fique atenta ainda ao modo correto de utilizar o papel. “Ele deve ser passado da frente para trás, ou seja, da vulva para o ânus”, explica a ginecologista. Dessa forma, impedimos que as bactérias que vivem na região anal passem para o órgão genital e provoquem infeções. A médica recomenda ainda o uso de lencinhos humedecidos quando a mulher utilizar banheiros fora de casa.
Outra dúvida recorrente da maioria das mulheres é em relação à depilação. Apesar de o aspeto ser mais higiénico, a ausência de pelos pubianos na região da vulva não é aconselhável. Segundo a ginecologista Maria Luiza Ruas, os pelos devem ser apenas aparados, pois protegem a pele da área genital, que é muito sensível.

Higiene e menstruação
Durante a menstruação, as mulheres sofrem uma variação de pH da mucosa vaginal. É muito importante, portanto, redobrar os cuidados com a higiene íntima neste período. As médicas recomendam lavar a região genital mais de uma vez ao dia, sempre que o absorvente for trocado. De acordo com elas, o que causa o mau cheiro não é o sangue, mas o contato dele com o ar, que permite a proliferação de bactérias. Ao lavar, evita-se o odor peculiar e possíveis infeções. “As trocas de absorventes ficam a critério de cada uma, depende do fluxo”, diz Dra. Sónia.
Já para quem usa absorvente interno, um alerta: não se pode passar mais de três ou quatro horas com o mesmo. Além de infeção vaginal, corre-se o risco de ter uma séria infeção na região pélvica. Outra má notícia: esqueça os protetores diários de calcinha. Eles impedem que a área respire, tornando o ambiente húmido e abafado, perfeito para a proliferação de fungos.
Evite
O arsenal de limpeza é vasto, os cheirinhos também. No entanto, talcos, desodorizantes, perfumes íntimos e absorventes perfumados não são indicados. Ao contrário do que muitas mulheres pensam, eles não ajudam na higiene e podem causar alergias e irritação em função das essências.
Calças compridas, muito apertadas, e a meia-calça também estão condenadas, já que comprimem a região genital, abafando e favorecendo a proliferação de fungos e bactérias. Em relação às calcinhas, dê preferência aos tecidos de algodão, porque os sintéticos, como a lycra ou a renda, impedem a ventilação.
Fique atenta, também, ao biquíni. Evite ficar com ele molhado por muito tempo, ou em contato direto com a areia e locais desprotegidos. “Sempre peço às minhas pacientes para não vestirem as peças íntimas com sapato ou chinelo. Se encostarem sem querer, ela pode ficar contaminada e infeccionar a vagina”, alerta Dra. Sónia Valentim.

Lembre-se!
Não é objetivo dos produtos de higiene íntima acabar com qualquer tipo de corrimento. É importante reforçar que esses produtos servem apenas para facilitar a remoção dos resíduos vaginais, diminuindo os riscos de infeções e doenças ginecológicas. Se você notar algo de diferente na secreção ou no cheiro das suas partes íntimas, nada de tomar ou passar remédios recomendados por amigas. Procure um médico imediatamente. Quanto antes você começar o tratamento correto, mais fácil resolver o problema. Mas, não esqueça, a prevenção é o melhor remédio. Cuide-se!


Fonte: Higiene íntima feminina: tudo que você deve saber | Planeamento Familiar

Um comentário:

Anônimo disse...

Quais os risco de uma camisinha ficar dentro de uma mulher por descuido por uns 5 dias e logo apos sair,, oq se deve fazer?

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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