quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Métodos de Combate à Infertilidade


A infertilidade atinge muitos casais em todo o mundo. Afinal “fabricar” um bébé é mais complicado do que se imagina. Mesmo nas melhores condições quando um casal tem relações no período fértil da mulher, a gravidez falha três em cada quatro tentativas. Se as condições não são as melhores (mulheres com mais de 35 anos, irregularidades do funcionamento do seu aparelho reprodutor, espermatozóides deficientes ou em pouca quantidade), as hipóteses de uma gravidez desejada tornam-se drasticamente mais baixas.
Felizmente, que novas portas se têm aberto no combate à infertilidade, pois nos últimos anos as pesquisas neste campo, têm-se desenvolvido muito. São diversas circunstâncias que acusam a infertilidade tanto na mulher como no homem:

MULHER
HOMEM

     Dificuldade no amadurecimento do óvulo e sua libertação;
      Dificuldade na implatação do ovo;
     Trompas estragadas ou bloqueadas devido a infecções pélvicas, DST ou endometriose (bocados de tecido que se escaparam do útero);
     Alergia ao esperma do marido (o sangue da mulher tem anticorpos que destroem os espermatozóides).

     Pouca produção de espermatozóides;
     Espermatozóides sem enzimas para entrar no óvulo;
    Falta de agilidade dos espermatozóide.



PARA COMBATER ESTES PROBLEMAS EXISTEM VÁRIOS MÉTODOS:

·       INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL: consiste em introduzir no colo do útero da mulher, na altura da ovulação, espermatozóides do homem do casal ou de um dador. Usa-se este processo quando o marido é estéril (Fig. 1).

FIGURA 1 - INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL.

COM ESPERMA DO DADOR: o esperma é congelado e colocado no colo do útero da mulher durante a ovulação.
COM ESPERMA DO MARIDO: o esperma é recolhido e depois congelado. Selecionam-se os espermatozóides mais eficazes (devido à falta de agilidade por parte dos espermatozóides) sendo depois o esperma introduzido no colo do útero.


·      FECUNDAÇÃO IN VITRO: o óvulo é recolhido e colocado numa proveta em contacto com o esperma (do marido ou do dador). Dias mais tarde introduz-se o embrião no útero da mulher por via vaginal. Faz-se devido à obstrução das trompas ou devido a uma deficiência no endométrio (endometriose) (fIG. 2).

FIGURA 2 - FECUNDAÇÃO IN VITRO.

·       GIFT: recolhe-se óvulos da mulher e espermatozóides do homem que depois se colocam na trompa, próximos um do outro para que o encontro se dê. Ocorre-se a este método quando os espermatozóides são pequenos e em pequenas quantidades e pouco ágeis  e também devido à endometriose.
·       ZIFT: recolhem-se óvulos da mulher e esperma que se colocam em contacto numa proveta. Se houver fecundação o ovo é colocado na trompa. Usa-se devido à esterilidade do marido e à endometriose.

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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