sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Nidação: o que é, como acontece, quais os sintomas...


Vamos falar um pouco sobre a nidação, pois muitas mulheres tem dúvidas, não sabem o que é e como ocorre.

Após a fecundação nas trompas, o óvulo fecundado inicia um deslocamento lento para chegar até ao útero. Chegando ao útero ele precisa fixar-se para que a gravidez possa evoluir, esse processo de fixação chama-se nidação.

Como esse processo de deslocamento das trompas ao útero pode levar entre 4 a 15 dias, então a nidação ocorre entre esse tempo (4 a 15 dias após a fecundação). E só após a nidação, que o corpo inicia a produção do HCG (Hormônio Coriônico Gonadotrófico), por isso é tão importante aguardar o atraso para fazer um teste de gravidez, pois antes disso o exame pode não marcar. Ou seja, não existe falso negativo e sim um teste/exame feito muito cedo.

Nesse período em que o óvulo se desloca ao útero, vai acontecendo a divisão celular, essa fase é chamada de mórula. E é nessa fase que o ovo fica mais vulnerável, pois os o sistema imunológico da mãe pode considerá-lo um corpo estranho e acabar atacando-o e o expulsando espontaneamente do corpo. Isso também pode ocorrer porque o organismo verifica que houve algum problema no processo de divisão celular, fazendo uma selecção natural, evitando que uma má gestação com problemas continue.

Pesquisas indicam que de cada 3 óvulos fecundados, apenas um consegue chegar ao útero da mãe. Aí mais um motivo para muitas vezes se demorar a conseguir engravidar. 

O endométrio é parte importante para que ocorra a nidação, pois ele precisa ser proliferativo, ter um espessura entre 7 e 15mm e ter 3 camadas, pois só assim a nidação acontece de forma segura para o desenvolvimento da gestação.

A nidação pode ser visível ou não, podem ocorrer cólicas leves, pequenos sangramentos em sangue escuro, vivo ou bem claro, ou ainda um corrimento escuro ou caramelo. Esse sangramento ou corrimento pode ocorrer uma única vez, ou várias vezes, sempre em pouca quantidade. Pois nesse processo podem ocorrer pequenas descamações do endométrio.

Se houver um sangramento em maior quantidade, semelhante ao fluxo menstrual, pode ser uma deficiência de progesterona, uma gravidez ectópica e/ou um início de aborto, ou um pequeno descolamento do endométrio com a implantação que se não estiver espesso o suficiente poderá fazer com que a gravidez não evolua. 

Se a gravidez tem mais tempo, ou seja a nidação já aconteceu, pode ser um deslocamento de placenta. Por algum problema, o ovo pode acabar se aderindo a parede da trompa, o que produz uma gestação tubária e ocasiona sangramento. Então é sempre bom consultar o médico em qualquer dessas situações.

Só com a nidação é que se que pode considerar, tecnicamente, o início da gravidez e a partir dela que inicia-se a formação da placenta.


Fonte: Nidação: o que é, como acontece, quais os sintomas... | Planeamento Familiar

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Homossexualidade: será que sou?

Mensagem:
Bom, tenho 14 anos e há cerca de alguns meses que tenho uma dúvida. Tem a ver com a homosexualidade. Eu muitas vezes que navego na net e vou ver sites pornográficos "excito-me" mais a ver pénis erectos e sites gay do que a ver mulheres. No entanto até hoje nunca me senti atraido por homens.. só por mulheres. Resumindo: Eu gosto de mulheres no que toca ao amor... mas no que toca ao sexo.. prefiro ver homens nus. Será normal ou apenas uma fase do meu crescimento?!


Resposta:
Por nós, o facto de te excitares mais ao veres pénis do que com mulheres não faz de ti um homossexual. Do que contas, essas são as experiências com a internet e com revistas e filmes. As tuas inclinações com gente de carne e osso são para mulheres, certo?
Talvez os pénis te cativem mais porque também tens um, porque comparas, porque é símbolo de poder...

Não dês muita importância à questão. E investe um pouco mais nas relações com gente a sério, pode dar-te segurança, autoconfiança e experiências mais válidas.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Chá abortivo: Mitos e verdades sobre o chá de canela

O que é mito e o que é verdade sobre o chá de canela? Ele é realmente um chá abortivo? Tomado quanto tempo depois da relação ele pode impedir a gravidez ou abortar? Existe alguma restrição em tomar esse chá?

O chá de canela não é um chá abortivo. Essa história é mito, pois qualquer substância abortiva seria controlada para venda.

O único medicamento de emergência é a chamada pílula do dia seguinte, que pode ser tomada em até 72 horas pós coito, e algumas vezes provocará irregularidade do ciclo e impedirá a nidação (implantação do embrião no útero).

Tomem cuidado com essas histórias de chás que são abortivos ou não. Se você realmente quer cuidar do seu corpo e evitar uma possível gravidez, procure um ginecologista e peça que ele indique o melhor método contraceptivo, além da camisinha.


Fonte: Mitos e verdades sobre o chá abortivo | Planeamento Familiar

domingo, 11 de novembro de 2012

Homossexuais, bissexuais e transgenders: qual a diferença?

Mensagem:
Qual a diferença entre homossexuais, bissexuais e transgenders

Resposta:
Sinteticamente: são homossexuais (gays ou lésbicas) as pessoas que se sentem sexual e emocionalmente atraídas por pessoas do mesmo sexo.
As pessoas designadas bissexuais tanto se envolvem com pessoas do sexo feminino como do sexo masculino.
A palavra transgenders é geralmente utilizada para designar um grupo de pessoas que não se encaixa nas definições de "homem" e "mulher" comummente utilizadas; inclui transexuais, andrógenos, travestis e transformistas.
Podemos dizer que as palavras homossexual e bissexual são, regra geral, utilizadas para indicar a orientação sexual de uma pessoa, enquanto transgender se refere à identidade do género da pessoa em causa.

sábado, 3 de novembro de 2012

Onze mandamentos da pílula do dia seguinte


Uma mulher que decida utilizar a pílula do dia seguinte deve fazê-lo devidamente informada. É exactamente para oferecer de forma sistematizada esta informação elementar que se coligem as observações que se seguem, sem prejuízo de uma regra de ouro, que consiste na obtenção junto do seu farmacêutico e do seu médico de informação adicional que possa concorrer para um maior nível de esclarecimento. Só depois é que se poderá falar em responsabilização assumida pela utilização deste medico contraceptivo de emergência.
E vamos aos factos.

Onze mandamentos da pílula do dia seguinte

1-Trata-se de um método que não substitui a contracepção regular.

2 - É destinatária desta pílula toda e qualquer mulher que tenha tido uma relação sexual não protegida.

3 - Importa saber claramente em que é que a pílula do dia seguinte difere da pílula habitual. Esta ultima é para ser tomada todos os dias, confere uma prevenção de gravidez durante todo o mês, e os comprimidos têm uma dose baixa de hormonas, enquanto que a pílula do dia seguinte têm uma dose muito elevada de hormonas, só se tomam 2 comprimidos apenas conferindo protecção á ultima relação sexual, se a mesma tiver ocorrido até 72 horas antes.

4 - Há que atender a natureza da sua aquisição. No preciso momento em que se escreve este texto, há uma marca que pode ser adquirida sem receita médica, e uma outra que está sujeita a prescrição médica, por razões de composição.

5 - Não se pode garantir totalmente que a toma desta pílula não evite a gravidez.A sua eficácia depende do tempo decorrido entre a relação sexual e a toma do primeiro comprimido, sendo máxima esta eficácia se o primeiro comprimido for tomado nas primeiras 24 horas após a relação, reduzindo-se a eficácia significativamente depois das 48 horas, sendo desnecessária a sua toma após as 72 horas, porque a partir daí não sortirá qualquer efeito.

6 - Quando se toma a pílula do dia seguinte, fica-se obrigado a adoptar, com novas relações sexuais ocorridas durante o mesmo ciclo menstrual, outros métodos contraceptivos eficazes (caso do preservativo, espermicida, cone vaginal, ente outros).

7 - A pílula do dia seguinte não pode ser administrada numa mulher grávida, no entanto pode sê-lo numa mulher que esteja a amamentar.

8 - Pode ser tomada em qualquer altura do ciclo menstrual, e estão bem identificados os quadros em que tem uma eficácia comprometida (isto é reduzida), a saber : mulheres que estejam a tomar anti-epilépticos(fenobarbital, carbamazepina, fenitóina, primidona), alguns antibióticos (rifampimicina), antifúngicos (griseofulvina).

9 - Esta pílula não está recomendada na mulher que esteja em risco de fazer uma gravidez ectópica (quer dizer fora do útero).

10 - Não é um método completamente inócuo, pois pode causar náuseas, vómitos, vertigens, dores de cabeça e de barriga, aumento de tensão mamária.

11 - O tratamento consiste na toma de 2 comprimidos. O primeiro, tomado sempre até 72 horas após a relação sexual, e o segundo 12 horas depois do primeiro. Caso surjam vómitos nas primeiras horas após ter sido tomado um comprimido qualquer, impõem-se a obrigação de tomar um novo comprimido já que anterior foi provavelmente eliminado pelo vómito (mesmo que o comprimido não tenha sido detectado no vómito, é de considerar que se perderam as substancias activas).


Finalmente toda a mulher que recorreu à pílula do dia seguinte deve ser observada em exame ginecológico ao fim de três semanas. E, caso a menstruação não tenha vindo na altura esperada, deverá fazer-se um teste de gravidez.


Renova-se a insistência na regra de ouro de informação adicional que se deve obter junto do farmacêutico ou do médico. Estes (Onze Mandamentos) devem ser apreciados como uma discrição elementar que em caso algum substituem a exigência da interessada em que se informar junto do seu farmacêutico ou médico sobre quando é que deve utilizar a contracepção de emergência, quais as precauções a ter, como é que deve agir para que esta pílula seja eficaz, que cuidados a ter durante o mesmo ciclo menstrual, se existem interacções com os medicamentos que está a tomar e qual a duração deste contraceptivo.

Mensagem central a reter: a todos os títulos, a contracepção, de emergência requer a consulta de um profissional de saúde, seja farmacêutico, enfermerio ou médico.


Fonte: Onze mandamentos da pílula do dia seguinte | Planeamento Familiar

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Gravidez e partilha de toalhas

Mensagem:
Numa conversa de amigas, disseram-me que era possivel engravidar caso uma rapariga se limpasse a uma toalha antes utilizada por uma pessoa do sexo masculino. O que eu sabia é que, se fosse depois do acto sexual, havia possibilidade. Mas a minha dúvida é se quando não ha relaçoes sexuais é possivel engravidar ao utilizar a mesma toalha. Agradeço a vossa atenção.

Resposta:
Não te preocupes. Um espermatozóide, para chegar ao útero, tem de "sair disparado", ajudado pela força da ejaculação. Esses da vossa toalha, além de estarem mais mortos que vivos, provavelmente já não tinham energia para lá chegar. Sem relações sexuais (ou mesmo com esperma na toalha), usar uma toalha de outro não engravida de certeza. Excepto, é claro, se se recorrer à inseminação artificial, mas isso já é outro assunto.

Tudo de bom.
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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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