quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Gravidez aos 40 anos



As mulheres contemporâneas, em geral, andam priorizando as suas carreiras. Esse fato, aliado à demora em encontrar um parceiro estável, que transmita segurança para se ter um filho, faz com que muitas delas adiem o sonho da maternidade e acabem tendo sua primeira gravidez depois dos 40 anos. A maternidade tardia está a tornar-se uma tendência da vida moderna. O número de mulheres que engravidam aos 40 anos dobrou nas duas últimas décadas criando um tipo de família diferente, pois quando os seus filhos tiverem 30 anos as mães terão 70.

Especialistas comentam que a gravidez aos 40 deve ser uma exceção, e não uma regra, visto que, apesar da medicina estar avançada e ter mudado, os aspectos biológicos continuam os mesmos. Conforme a idade vai avançando a taxa de fertilidade da mulher diminui e a de aborto aumenta.

Para as mulheres, a melhor idade para se engravidar é entre os 18 e 30 anos. Passado esse período os riscos aumentam gradualmente, por isso não é recomendável deixar para engravidar depois dos 35 anos. Antes dessa idade o risco de um filho nascer com síndrome de Down é de 1 em 600, mas após os 35 a taxa é de 1 em 100. A mãe aos 40 está mais sujeita a ter também pressão alta e diabetes, que podem acarretar complicações na gestação.

Mais da metade das mulheres acima dos 40 anos é infértil, pois, ao contrário dos homens que produzem espermatozóides durante toda a vida, a mulher já nasce com todos os óvulos produzidos. O tempo vai envelhecendo-os, fazendo com que a taxa de fertilidade caia conforme a idade avança. Por isso, especialistas comentam que aos 40 anos as mulheres estão com o organismo mais voltado para a menopausa do que para a gravidez.

A mulher com esta idade sofre maior desgaste físico que as que engravidam na idade recomendada. É como se a gravidez acelerasse um desgaste de 3 anos nessa mulher que normalmente tem menos pique e também menos condições físicas para passar por essa fase.

Lembre-se que, independente da idade, o mais importante é cuidar da saúde, principalmente durante a gravidez. Atualmente há mulheres de 40 anos muito mais saudáveis que as de 20, praticam desporto, controlam o peso e não fumam. Caso você seja uma mãe de 40 anos ou mais é indispensável o acompanhamento mais aprofundado de um médico ginecologista e obstetra.


Fonte: Gravidez aos 40 anos | Planeamento Familiar

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Objectivo Mínimos da Ed.Sexual (por Ciclo)

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

- Noção de corpo;

- O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;

- Noção de família;

- Diferenças entre rapazes e raparigas;

- Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às
aproximações abusivas.


2.º ano
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor deve esclarecer os alunos sobre questões e dúvidas que surjam naturalmente, respondendo de forma simples e clara.


3.º e 4.º anos
- Para além das rubricas incluídas nos programas de meio físico, o professor poderá desenvolver temas que levem os alunos a compreender a necessidade de proteger o próprio corpo, de se defender de eventuais aproximações abusivas, aconselhando que, caso se deparem com dúvidas ou problemas de identidade de género, se sintam no direito de pedir ajuda às pessoas em quem confiam na família ou na escola.


2.º ciclo (5.º e 6.º anos)
- Puberdade — aspectos biológicos e emocionais;

- O corpo em transformação;

- Caracteres sexuais secundários;

- Normalidade, importância e frequência das suas variantes
biopsicológicas;

- Diversidade e respeito;

- Sexualidade e género;

- Reprodução humana e crescimento; contracepção e
planeamento familiar;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;

- Dimensão ética da sexualidade humana.


3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)
- Dimensão ética da sexualidade humana:

- Compreensão da sexualidade como uma das componentes
mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos,ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

- Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;

- Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;

- Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);

- Compreensão da epidemiologia das principais IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana — HPV2/vírus do papiloma humano — e suas consequências) bem como os métodos de prevenção.

- Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;

- Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;

- Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

-Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;

- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário
- Compreensão ética da sexualidade humana.

- Sem prejuízo dos conteúdos já enunciados no 3.º ciclo,sempre que se entenda necessário, devem retomar -se temas previamente abordados, pois a experiência demonstra
vantagens de se voltar a abordá -los com alunos que, nesta
fase de estudos, poderão eventualmente já ter iniciado a vida sexual activa. A abordagem deve ser acompanhada por uma reflexão sobre atitudes e comportamentos dos
adolescentes na actualidade:

- Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais.

- Informação estatística, por exemplo sobre:
-Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na UE;
- Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
- Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança
proporcionada por diferentes métodos; motivos que
impedem o uso de métodos adequados;
- Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade
e da paternidade de gravidez na adolescênciae do aborto;
- Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como
infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
- Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
- Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

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